Michel Butor

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Michel Butor
200px
Nascimento 14 de setembro de 1926
Mons-en-Barœu
Morte 24 de agosto de 2016 (89 anos)
Contamine-sur-Arve
Residência Lucinges, Paris, Évreux
Nacionalidade Francês
Cidadania França
Etnia franceses
Alma mater Lycée Louis-le-Grand
Ocupação poeta, escritor, ensaísta, romancista, editor literário, crítico de arte, tradutor, professor, lecturer, membro facultativo
Prémios Prémio Renaudot (1957)
Empregador Universidade de Genebra, Universidade de Manchester
Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo, Nouveau roman
Magnum opus La Modification
Movimento estético Nouveau roman
Página oficial
http://perso.wanadoo.fr/michel.butor/

Michel Butor (Mons-en-Barœul, 14 de setembro de 1926 - Contamine-sur-Arve, 24 de agosto de 2016) foi um romancista e ensaísta francês.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Michel Butor foi professor de francês (língua estrangeira) em outros países, principalmente no Egito e professor de filosofia na Escola Internacional de Genebra nos anos 1950. A partir daí, começa sua carreira universitária como professor de literatura, primeiro nos Estados Unidos e depois na França, na Universidade de Nice, e finalmente na Universidade de Genebra até sua aposentadoria em 1991.

Ele é conhecido dos leitores de língua francesa como romancista e, sobretudo, como autor da obra La Modification, romance escrito quase que inteiramente na segunda pessoa. esta imagem do autor é um pouco injusta, na medida em que ele rompeu com a ideia de romance depois de escrever Degrès en 1960 e com a publicação de Mobile em 1962.

Depois de tentativas de conciliar a forma tradicional do romance com sua vontade de representar o mundo contemporâneo, acaba se ligando ao grupo do Nouveau Roman francês (representado por figuras como Nathalie Sarraute, Alain Robbe-Grillet, Claude Simon. Ele opta por formas experimentais de escrita a partir de Mobile, obra composta de recortes (enciclopédias americanas, descrições de automóveis, artigos de jornal, etc.), tendo em vista simbolizar a assustadora realidade americana.

Esta vontade de experimentar novos meios de representar o mundo a sua volta encontra-se sempre presente em suas obras, quer se trate de narrativas de viagem (Le Génie du lieu - O gênio do lugar), de narrativas de sonhos (Matière de rêves), ou das numerosas colaborações com pintores e artistas contemporâneos (reunidas na série Illustrations).

Em 1960, o autor publicou o artigo "Música, uma arte realista: palavras e música" (La musique, art réaliste: Les paroles et la musique), onde evidencia a capacidade de representação simbólica na música, texto lido pelo compositor belga Henri Pousseur, expoente da música Serial e da escola de Darmstadt. Em 29 de setembro de 1960, Pousseur escreveu a Butor pedindo para colaborar em uma ópera, propondo-o Fausto (Goethe) como tema do libreto. A ópera, intitulada "Vosso Fausto" (Votre Faust), foi apresentada pela primeira vez em uma versão de concerto em 17 de março de 1968 em Buffalo, Nova York, e finalmente encenada pela primeira vez em 15 de janeiro de 1969 no Piccola Scala em Milão.

Michel Butor, após 40 anos de trabalho, apresenta em suas últimas obras um espaço mais poético, lírico, em detrimento de uma abordagem mais romanesca. Um dos escritores de língua francesa mais conhecidos (na Europa, nos EUA, no Japão, na China, na Austrália, etc.), viveu seus últimos anos trabalhando numa cidade da região de Alta Saboia, no leste da França.

Em 2006, começou a preparar a publicação de suas obras completas em 10 volumes na editora La Différence, sob direção editorial de Mireille Calle-Gruber.

Bibliografia (seleção)[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

Textos experimentais[editar | editar código-fonte]

  • Mobile : étude pour une représentation des États-Unis (1962)
  • Réseau aérien (1962)
  • Portrait de l'artiste en jeune singe (1967)
  • Le Génie du lieu : série de cinq ouvrages (Le Génie du lieu (1958), Ou (1971), Boomerang (1979), Transit (1992) et Gyroscope (1999)
  • Matière de rêves : série de cinco volumes (1975-1985)

Ensaios[editar | editar código-fonte]

  • Répertoire [I à V] (1960-1982)
  • Retour du boomerang (1988)
  • L'utilité poétique (1995)
  • Improvisations sur Balzac. Três volumes

Textos sobre pintura[editar | editar código-fonte]

  • Description de San Marco (1963)
  • Les mots dans la peinture (1969)
  • Illustrations [I à IV] : série de quatro volumes (1964-1976)
  • Hérold (1964)
  • Notes autour de Mondrian in Tout l’œuvre peint de Piet Mondrian (1976)
  • Vanité (1980)
  • Envois (1980)
  • La verge (1981)
  • Express (Envois 2) (1982)
  • Vieira Da Silva (1983)
  • Avant-goût [I à IV] (1984-1992)
  • Diego Giacometti (1985)
  • L’œil de Prague. Dialogue avec Charles Baudelaire autour des travaux de Jiři Kolář (1986)
  • Le rêve de Paul Delvaux in Delvaux. Catalogue de l'œuvre peint (1975)
  • Dialogue avec Eugène Delacroix sur l’entrée des Croisés à Constantinople (1991)
  • Les mosquées de New York ou l’art de Mark Rotko in Mark Rotko (1999)
  • Dialogue avec Rembrandt Van Rijn sur Samson et Dalila (2005)

Textos e entrevistas sobre pintura feitos com a colaboração de Michel Sicard :

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • 1956 : Prémio Fénéon por L'Emploi du temps
  • 1957 : Prêmio Renaudot por La Modification
  • 1960 : Prémio da Crítica Literária por Répertoire
  • 1998 : Grande Prêmio do romantismo Chateaubriand por Improvisations sur Balzac
  • 2006 : Prêmio Mallarmé por Seize Lustres

Links[editar | editar código-fonte]