Miranda (satélite)

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Miranda
Satélite Urano V
PIA18185 Miranda's Icy Face.jpg
Características orbitais
Semieixo maior 129,390
Excentricidade 0,0013
Período orbital 1,413479
Velocidade orbital média 0,189 km/s
Inclinação 4,232 °
Características físicas
Diâmetro equatorial 471,6 km
Área da superfície 700,000 km²
Volume 54.835.000 km³
Massa 6,59 ± 0,75 × 10×1019 kg
Densidade média 1,20 ± 0,15 g/cm³
Gravidade equatorial 0,079 g
Período de rotação 1,413479 d (rotação síncrona)
Velocidade de escape 0,193 km/s
Albedo 0,32
Temperatura média: -204,2 ºC
máxima: -187,2 ºC
Composição da atmosfera
Pressão atmosférica Inexistente

Miranda é a menor e mais intrigante das grandes luas de Urano. Foi descoberta em 1948 por Gerald Kuiper e que lhe deu este nome em homenagem à personagem Miranda, da tragicomédia A Tempestade de William Shakespeare.[1] Possui menos de 500 km de diâmetro, sendo o segundo menor satélite de formato esférico do Sistema Solar (Mimas de Saturno é o primeiro, com 300 km). Apesar do tamanho, Miranda é o astro de maior albedo na sua região de órbita.[2]

Características Físicas[editar | editar código-fonte]

Miranda tem a superfície mais diversificada, com um relevo bizarramente deformado. Seu ambiente é marcado por depressões e penhascos profundos, zonas cheias de crateras, altas montanhas e planícies suaves. Os picos mais elevados chegam a medir entre 15 e 20 km de altura e as maiores crateras cerca de 60 km de diâmetro. A maior parte desses relevos são estruturas antigas, mas há algumas recentes. Devido a sua estranha topografia, supõe-se que Miranda teria sido atingida por um objeto com metade do volume do satélite e os estilhaços teriam criado os anéis de Urano.[3][4]

Verona Rupes[editar | editar código-fonte]

A formação topográfica mais marcante de Miranda é o penhasco de Verona Rupes. Tal anomalia foi descoberta pela sonda Voyager 2, em janeiro de 1986.[5] Segundo análises mais recentes dos cientistas, estima-se que o penhasco de Verona Rupes possua cerca de 20 km de altura, o que o torna o desfiladeiro mais alto já encontrado no Sistema Solar.[6] A título de curiosidade, devido a baixa gravidade do satélite, uma pessoa demoraria cerca 12 minutos saindo do topo até chegar ao fundo do penhasco em queda livre.[7][8]

Referências

  1. Kuiper, G. P., The Fifth Satellite of Uranus, Publications of the Astronomical Society of the Pacific, Vol. 61, No. 360, p. 129, June 1949
  2. Thomas, P. C. (1988). «Radii, shapes, and topography of the satellites of Uranus from limb coordinates». Icarus. 73 (3): 427–441. Bibcode:1988Icar...73..427T. doi:10.1016/0019-1035(88)90054-1 
  3. Lindy Elkins-Tanton (2006). Uranus, Neptune, Pluto and the Outer Solar System. [S.l.]: Facts On File. ISBN 978-0816051977 
  4. S. J. Desch; J. C. Cook; W. Hawley & T. C. Doggett (9 de janeiro de 2007). «Cryovolcanism on Charon and other Kuiper Belt Objects» (PDF). Lunar and Planetary Science. XXXVIII. Consultado em 28 de agosto de 2017 
  5. «Astrogeology Science Center - Maps». www.usgs.gov. Consultado em 28 de agosto de 2021 
  6. «SPACE.com -- Birth of Uranus' Provocative Moon Still Puzzles Scientists». web.archive.org. 9 de julho de 2008. Consultado em 28 de agosto de 2021 
  7. «Verona Rupes - O Maior Desfiladeiro do Sistema Solar». Consultado em 28 de agosto de 2021 
  8. «APOD: 2016 November 27 - Verona Rupes: Tallest Known Cliff in the Solar System». apod.nasa.gov. Consultado em 28 de agosto de 2021 
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