Satélites de Plutão

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Imagem do sistema de Plutão obtida pelo Telescópio Espacial Hubble.

Plutão possui cinco satélites naturais conhecidos. O maior, Caronte, tem metade do diâmetro de Plutão, sendo assim o maior do Sistema Solar em comparação com o corpo que orbita. As outras quatro luas, Nix, Hidra, Cérbero e Estige são muito menores. [1] [2] [3]

História[editar | editar código-fonte]

O satélite mais próximo de Plutão, Caronte, foi descoberto por James Christy em 22 de junho de 1978, aproximadamente meio século depois de Plutão.[4] As duas luas seguintes foram fotografadas pelo Pluto Companion Search Team do Telescópio Espacial Hubble em maio de 2005. Com as órbitas confirmadas, as luas receberam nomes definitivos: Hidra (Plutão III, anteriormente S/2005 P 1) e Nix (Plutão II, anteriormente S/2005 P 2).[5] Os nomes foram escolhidos em parte para que suas letras iniciais fossem as mesmas da sonda New Horizons. Outras observações pelo Hubble foram feitas de fevereiro a março de 2006. A quarta lua, Cérbero, foi anunciada em julho de 2011,[2] e Estige, a quinta lua, em 11 de Julho de 2012[3].

A possibilidade de anéis criados por impactos nas luas menores vai ser investigada pela sonda New Horizons em 2015,[6] quando ela visitar o sistema de Plutão.[7]

Características[editar | editar código-fonte]

Tamanho e cores relativos do sistema de Plutão

O sistema de Plutão é altamente compacto: os cinco satélites conhecidos orbitam-no dentro dos 3% internos da região onde órbitas prógradas seriam estáveis.

Plutão e Caronte são considerados um planeta duplo porque Plutão e Caronte (que tem metade do diâmetro de Plutão) orbitam um ponto que está acima da superfície de Plutão, ou seja, o baricentro do sistema está em um ponto entre as superfícies de ambos.[8] No sistema Plutão-Caronte há acoplamento de marés, o que significa que os dois corpos sempre apresentam o mesmo hemisfério um para o outro.

De acordo com recálculos recentes, as órbitas das luas são circulares e coplanares, com inclinações diferenciando menos de 0,4° e excentricidades menos de 0,005. Vistas da Terra, essas órbitas praticamente circulares aparecem alongadas em elipses dependendo da posição de Plutão.[9]

Quando descoberto, Hidra era um pouco mais brilhante que Nix, e por isso pensava-se que Hidra era 20% maior que a outra lua, mas outras observações revelaram que as duas luas são praticamente do mesmo tamanho. É provável que a mudança no brilho se deva à curva de luz de Hidra, mas não se sabe se isso acontece devido à forma irregular ou a variações no brilho da superfície (albedo). O diâmetro dos objetos pode ser estimado a partir de seus albedos assumidos, que é de 35% assim como Caronte, mas as luas podem ter 130 km se elas tiverem o albedo 4% dos objetos do cinturão de Kuiper mais escuros. No entanto, dadas sua cor e similaridades química a Caronte, é provável que seus albedos sejam similares ao de Caronte e que seus diâmetros sejam próximos às estimativas mínimas.

Tabela[editar | editar código-fonte]

As luas de Plutão estão listadas por período orbital, do menor para o maior. Plutão foi adicionado para comparação.

Satélites de Plutão[10]
Nome Diâmetro médio (km) Massa (×1021 kg) Semieixo maior (km) Período orbital (dias) Excentricidade Inclinação (com o equador de Plutão) Descoberta
Plutão 2 390 13,05 ± 0,07 2 035 6,387230 0,0022 0,001° 1930
Plutão I Caronte 1 207 ± 3 1,52 ± 0,06 17 536 ± 3 6,387230 0,0022 0,001° 1978
Plutão II Nix 46-137 < 0,002 48 708 24,856 ± 0,001 0,0030 0,195° 2005
Plutão III Hidra 61-167 < 0,002 64 749 38,206 ± 0,001 0,0051 0,212° 2005
Plutão IV Cérbero 13-34[2]  ? ~59,000[11] 32.1[11] ~0[11]  ? 2011
Plutão V Estige 10–25[3]  ? ~47,000  ? 0,0051  ? 2012

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Guy Gugliotta (01/11/2005). «Possible New Moons for Pluto». Washington Post. Consultado em 09/10/2010. 
  2. a b c «Fourth Moon Adds to Pluto's Appeal». Consultado em 20/07/2011. 
  3. a b c «Hubble Discovers a Fifth Moon Orbiting Pluto». 
  4. «Charon (moon)». Consultado em 09/10/2010. 
  5. «IAU Circular No. 8723—Satellites of Pluto» (PDF). União Astronômica Internacional. 12/06/2006. Consultado em 09/10/2010. 
  6. Andrew J. Steffl; S. Alan Stern. (2007). "First Constraints on Rings in the Pluto System". The Astronomical Journal 133 (4): 1485–1489. DOI:10.1086/511770. Arxiv.
  7. «New Horizons Pluto Kuiper Belt Flyby». NASA. Consultado em 09/10/2010. 
  8. «P1P2_motion.avi» (AVI). 
  9. «Orbits of 4 Bodies in Pluto System about Barycenter as Seen from Earth». Hubblesite. Consultado em 21/06/2006. 
  10. «Planetary Satellite Mean Orbital Parameters». Jet Propulsion Laboratory. Consultado em 09/10/2010. 
  11. a b c Lakdawalla, E. (20/07/2011). «A fourth moon for Pluto». Planetary Society weblog. The Planetary Society. Consultado em 20/07/2011.  Ligação externa em |work= (Ajuda)
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