Theta Muscae

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Mu (estrela))
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
θ Muscae
Dados observacionais (J2000)
Constelação Musca
Asc. reta 13h 08m 07,2s[1]
Declinação -65° 18′ 21,7″[1]
Magnitude aparente 5,53[1]
Características
Tipo espectral (WC5/WC6 + O6/O7V)
+ O9.5/B0Iab[2]
Cor (U-B) -0,87[3]
Cor (B-V) -0,02[3]
Astrometria
Velocidade radial -28,4 km/s[1]
Mov. próprio (AR) -4,10 mas/a[4]
Mov. próprio (DEC) -1,65 mas/a[4]
Paralaxe 0,3595 ± 0,0982 mas[4]
Distância 7 500[5] anos-luz
2 300 pc
Magnitude absoluta -6,28
Outras denominações
CD-64 699, HR 4952, HD 113904, HIP 64094, SAO 252162.[1]
Theta Muscae
Musca constellation map.png

Theta Muscae (θ Mus, θ Muscae) é um sistema estelar triplo na constelação de Musca.[5] Com uma magnitude aparente combinada de 5,53,[1] só é visível a olho nu em excelentes condições de visualização, mas seu componente primário é a segunda estrela Wolf-Rayet mais brilhante do céu (perdendo apenas para Gamma2 Velorum). Estrelas Wolf-Rayet são supergigantes azuis em estágio avançado de evolução que perderam suas camadas externas e estão emitindo elementos pesados do núcleo, nesse caso principalmente carbono, além de um forte vento estelar. A distância a Theta Muscae foi estimada em cerca de 2 300 pc (7 500 anos-luz),[5] enquanto as medições diretas de paralaxe pela sonda Gaia indicam uma distância mais provável na faixa de 2200 a 3800 parsecs.[4]

Este sistema estelar triplo é composto por uma binária espectroscópica e uma supergigante azul mais afastada. A binária espectroscópica é formada pela estrela Wolf-Rayet, de tipo espectral WC5/6, e uma estrela de classe O da sequência principal de tipo espectral O6/O7V. Elas estão separadas por 0,5 UA e completam uma órbita a cada 19,14 dias. A 46 milissegundos de arco (o que corresponde a 100 UA) do par está a supergigante azul, que possui tipo espectral de O9.5/B0Iab.[2][5] As três estrelas são muito brilhantes, e juntas têm provavelmente mais de um milhão de vezes a luminosidade do Sol. Todas têm mais de 10 vezes a massa solar, e portanto podem acabar a vida como supernovas.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f «SIMBAD query result - tet Mus». SIMBAD. Centre de Données astronomiques de Strasbourg. Consultado em 12 de março de 2014. 
  2. a b Sugawara, Y.; Tsuboi, Y.; Maeda, Y (outubro de 2008). «Redshifted emission lines and radiative recombination continuum from the Wolf-Rayet binary θ Muscae: evidence for a triplet system?». Astronomy and Astrophysics. 490 (1). pp. pp.259–264. Bibcode:2008A&A...490..259S. doi:10.1051/0004-6361:20079302 
  3. a b Johnson, H. L.; et al. (1966). «UBVRIJKL photometry of the bright stars». Communications of the Lunar and Planetary Laboratory. 4 (99). Bibcode:1966CoLPL...4...99J 
  4. a b c d Gaia Collaboration: Brown, A. G. A.; Vallenari, A.; Prusti, T.; de Bruijne, J. H. J.; et al. (2018). «Gaia Data Release 2. Summary of the contents and survey properties». Astronomy & Astrophysics. arXiv:1804.09365Acessível livremente. doi:10.1051/0004-6361/201833051.  Catálogo Vizier
  5. a b c d e Kaler, James B. «THETA MUS (Theta Muscae)». Stars. Consultado em 12 de março de 2014.