Narcisa Amália

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Narcisa Amália
Nome completo Narcisa Amália de Campos
Nascimento 3 de abril de 1856
São João da Barra, Rio de Janeiro, Brasil
Morte 24 de junho de 1924 (68 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileira
Ocupação Poeta, professora e jornalista

Narcisa Amália de Campos (São João da Barra, 3 de abril de 1856Rio de Janeiro, 24 de junho de 1924) foi uma poeta, escritora e jornalista brasileira. Foi a primeira jornalista profissional a atuar no Brasil. Movida por forte sensibilidade social, combateu a opressão da mulher, o regime escravista, segundo Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional” e busca sua própria identidade “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”. Colaborou na revista A leitura (1894-1896) e escreveu muitos artigos de cunho feminista e republicano[1].

Narcisa era filha do poeta Jácome de Campos e da professora primária Narcisa Inácia de Campos. Mudou com a família para o município de Resende, aos 11 anos e aos 14 se casa com João Batista da Silveira, artista ambulante de vida irregular, de quem se separou alguns anos mais tarde. Aos 28 anos, em 1880, se casou novamente com Francisco Cleto da Rocha, mas a união não durou e o casal se separou pouco tempo depois, obrigando-a a deixar Resende, em especial por conta dos boatos espalhados por seu marido na cidade [1].

Por ter sido casada e divorciada em duas ocasiões, isso gerava forte estigma social na época. Seu único livro é Nebulosas, publicado em 1872, com uma nova edição em 2017 pela Gradiva Editorial e a Fundação Biblioteca Nacional. A obra foi muito bem recebida na época de seu lançamento, tendo sido inclusive bastante comentado por Machado de Assis e Dom Pedro II[2].

Sua obra foi praticamente esquecida depois de sua morte em 24 de junho de 1924, no Rio de Janeiro, já cega, pobre e com problemas de mobilidade[2]. Foi sepultada no Cemitério de São João Batista[1].

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Nebulosas

Referências

  1. a b c «Narcisa Amália de Campos». Fiocruz Biografias. Consultado em 2 de janeiro de 2018. 
  2. a b Lima, Juliana Domingos de (8 de setembro de 2017). «Narcisa Amália: a poeta, jornalista e abolicionista que você não conhece». Jornal Nexo. Consultado em 2 de janeiro de 2018. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Narcisa Amália de Antônio Simões dos Reis publicado em 1949 pela Organização Simões com 192 páginas.
  • Panorama da poesia brasileira de Antônio Soares Amora, Edgard Cavalheiro publicado em 1959 citada na página 296.
  • Mulher brasileira: bibliografia anotada da Fundação Carlos Chagas publicada em 1981 citada na página 355.
  • Elas, as pioneiras do Brasil: a memorável saga dessas mulheres de Hebe C Boa-Viagem A Costa publicado em 2005 com 439 páginas citada na página 173.
  • Em 2017, seu conto de fantasia Nelumbia, publicado em vários periódicos entre 1873 e 1874, foi republicado em uma edição revista com notas explicativas e apêndices pela EX! Editora, no projeto Primórdios do Fantástico Brasileiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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