Norberto de Araújo

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Norberto de Araújo
retrato da década de 1920
Nome completo Norberto Moreira de Araújo
Outros nomes Norberto de Araújo
Nascimento 25 de abril de 1889
Lisboa
Morte 24 de novembro de 1952 (63 anos)
Residência Campolide, Lisboa
Nacionalidade  Portugal
Filho(s) Marius de Araújo
Ocupação Jornalista e escritor
Prémios Graus de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e da Ordem do Mérito Civil de Espanha, Comendador da Ordem Militar de Cristo, da Ordem da Instrução Pública, e da Ordem de Isabel a Católica, Cavaleiro da Ordem de Leopoldo da Bélgica, e Grande Oficial da Ordem da Casa da Itália

Norberto Moreira de Araújo, igualmente conhecido como Norberto de Araújo (Lisboa, 25 de abril, 188924 de novembro, 1952) foi um jornalista e escritor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos e formação[editar | editar código-fonte]

Aos 14 anos, tendo já perdido os pais, emprega-se na Imprensa Nacional, tendo recebido um prémio no final da sua aprendizagem.[1] Terminou um curso liceal, e entrou no Curso Superior de Letras.[1]

Carreira profissional e artística[editar | editar código-fonte]

Entrou na carreira jornalística com o apoio de Luís Derouet, director da Imprensa Nacional, que ficou impressionado com duas conferências que Norberto de Araújo realizou naquela instituição.[1] Torna-se redactor no jornal O Mundo, passando, pouco depois, para o diário A Manhã, onde se distinguiu como jornalista.[1] Em seguida, transitou para o Diário de Notícias, onde fez várias reportagens em Itália após a Primeira Guerra Mundial.[1]

Posteriormente, passou para o Diário de Lisboa, tendo continuado a fazer reportagens no estrangeiro.[1] Acompanhou o presidente António José de Almeida numa visita ao Brasil, e, em 1935, acompanhou Óscar Carmona a Espanha.[1] Cobriu, igualmente, a visita de D. Amélia ao Panteão de São Vicente.[1]

Como escritor, celebrizou-se pelas obras sobre a cidade de Lisboa, como as Peregrinações de Lisboa e o Inventário de Lisboa [2] (1944-1956), tendo produzido várias marchas populares.[1] Escreveu, igualmente, um livro de versos durante a sua juventude.[1] Também se encontra colaboração da sua autoria no semanário Goal [3] (1933) dirigido por Alves Redol, na revista Ilustração [4] (1926-), no semanário Repórter X [5] (1930-1935) e na Revista Municipal [6] (1939-1973) publicada pela Câmara Municipal de Lisboa.

No cortejo histórico dos festejos do VIII centenário da Tomada de Lisboa aos mouros,a letra da Grande Marcha do Centenário, que, no ano de 1947 foi cantada por Amália Rodrigues, foram seus autores Raul Ferrão e Norberto Moreira Araújo.[7]

Últimos anos e falecimento[editar | editar código-fonte]

Foi sepultado em 25 de Novembro de 1952, no Cemitério do Alto de São João.[1] Deixou um filho, Marius de Araújo.[1]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Rua com o seu nome, em Lisboa: Inclui um segmento em escada embutida na Cerca Velha, às Portas do Sol.

Foi condecorado com os graus de Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e da Ordem do Mérito Civil de Espanha, Comendador da Ordem Militar de Cristo, da Ordem da Instrução Pública, e da Ordem de Isabel a Católica, Cavaleiro da Ordem de Leopoldo da Bélgica, e Grande Oficial da Ordem da Casa da Itália.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «Os Nossos Mortos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1559). 362 páginas. 1 de Dezembro de 1952. Consultado em 13 de Outubro de 2012 
  2. Hemeroteca Digital (8 de novembro de 2017). «Newsletter: Inventário de Lisboa(1944-1956)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 14 de novembro de 2017 
  3. Rita Correia (9 de Setembro de 2011). «Ficha histórica: Goal. Semanário ribatejano de Desporto, Literatura e Arte (1933)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 21 de Outubro de 2014 
  4. Rita Correia (16 de Junho de 2009). «Ficha histórica: Ilustração (1926-)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 6 de Novembro de 2014 
  5. Rita Correia (11 de janeiro de 2016). «Ficha histórica: Repórter X : semanário de grandes reportagens e de critica a todos os acontecimentos sensacionais de Portugal e Estrangeiro (1930-1935)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 14 de Outubro de 2016 
  6. «Revista Municipal (1939-1973), Índice de colaboradores» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 30 de junho de 2015 
  7. http://simecqcultura.blogspot.pt/2011/07/grande-marcha-do-centenario.html
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