OSIRIS-REx

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Current event marker.png
Este artigo ou seção contém material sobre uma missão espacial atual.
As informações podem mudar durante o progresso da missão.
CELstart-rocket.png


OSIRIS-REx
Renderização artística da sonda.
Propriedades
Fabricante Estados Unidos Lockheed Martin
Massa 880 kg
Altura 3,1 m
Largura 2,4 m
Comprimento 2,4 m
Geração de energia Painéis solares fotovoltaicos
Missão
Contratante(s) United Launch Alliance
Data de lançamento 08 de setembro de 2016, 23:05 UTC
Veículo de lançamento Atlas V 411 (AV-067)
Local de lançamento Estados Unidos LC 41, Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral
Destino 101955 Bennu
Data de inserção orbital Planejada: Agosto de 2018
Data de aterrissagem Planejada (na Terra): 24 de setembro de 2023, 15:00 UTC
Outros
Notas Este artigo ou seção contém material sobre uma missão espacial atual, portanto as informações podem mudar durante o progresso da missão.


Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer (OSIRIS-REx) é uma missão de ciência planetária, a terceira selecionada no Programa New Frontiers, depois de Juno e New Horizons. O lançamento ocorreu no dia 8 de setembro de 2016. A missão consiste em estudar e coletar amostras do asteroide 101955 Bennu, um asteroide carbonáceo, chegando a Terra de volta em 2023.[1] Especula-se que o material trazido pelo recoletor de amostras permitirá aos cientistas perceber o que aconteceu antes da Formação e evolução do Sistema Solar, os estágios iniciais da formação do planeta e a fonte dos compostos orgânicos que levou à formação de vida.[2]

O custo da missão é de aproximadamente USD $800 milhões,[3] não incluindo o lançamento do Atlas V, que é de cerca $183.5 milhões.[4] O Investigador Principal é Dante Lauretta da Universidade do Arizona.

Missão[editar | editar código-fonte]

A missão, desenvolvida pela Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, Goddard Space Flight Center e Lockheed Martin Space Systems, foi lançada em 8 de setembro de 2016.[5] A equipe cientifica incluem membros dos EUA, Canadá, França, Reino Unido e Itália.[6]

Após viajar por aproximadamente dois anos, a espaçonave vai manobrar com o asteroide 101955 Bennu em 2018 e começar 505 dias de mapeamento da superfície a uma distância aproximada de 5 Km.[7] Os resultados desse mapeamento serão usados pela equipe da missão para selecionar o local de onde retirar a amostra da superfície.[8] Então uma aproximação (sem pouso) será tentada com toda extensão do braço robótico para pegar a amostra.[9]

O asteroide foi escolhido como alvo porque é uma “cápsula do tempo” do nascimento do sistema solar.[10] Em particular, 101955 Bennu foi selecionado porque tem uma grande quantidade de material carbônico, um elemento chave nas moléculas orgânicas necessárias para a vida e bem como representativo como material anterior à formação da Terra. Moléculas orgânicas, como aminoácidos, tem previamente sido encontradas em meteoritos e amostras de cometas, indicando que alguns elementos necessários para a vida podem ser naturalmente sintetizados no espaço exterior.[7]

Seguindo a coleção de material (de 60 gramas a dois quilogramas) em Julho de 2020, a amostra irá retornar para a Terra numa cápsula de 46 Kg similar as quais retornaram as amostras do cometa 81P/Wild na espaçonave Stardust. A viagem de retorno à Terra será curta, e deverá pousar com um paraquedas no Utah Test and Training Range em setembro de 2023. A cápsula irá ser transportada para o Johnson Space Center para processamento em uma pesquisa dedicada.[7]

Osiris, o deus Egípto da morte no submundo

O acrônimo OSIRIS foi escolhido em referência ao antigo e mitológico deus egípcio Osíris, o senhor da morte no submundo. Ele é classicamente descrito como sendo um homem de pele verde com um chapéu de faraó, parcialmente embrulhado nas pernas e usando uma coroa, tendo como distintivo duas grandes pernas de avestruz em ambos os lados.[11] Rex significa ‘rei’ em Latin. Seu nome foi escolhido para essa missão pois o asteroide Bennu pode possivelmente atingir a Terra causando uma vasta destruição e morte.[11][12]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

O lançamento do OSIRIS-REx abordo do Atlas V 411.

O lançamento ocorreu em 8 de setembro de 2016 as 19:05 EDT (20:05 no Brasil) num Atlas V 441 do United Launch Alliance, [13] a partir do Launch Complex 41 (LC-41) no Cabo Canaveral. O foguete 411 tem uma configuração que consiste num motor RD-180 tendo como combustível no primeiro estágio um único propulsor Aj-60A de combustível sólido, e um estágio superior Centauro.[14] OSIRIS-Rex se separou do veículo de lançamento 55 minutos após a ignição,[15] com a velocidade de 5,4 km/s (12,000 mph).[16] O lançamento foi declarado como “exatamente perfeito” pelo Principal Investigador da Missão, com nenhuma anomalia antes ou durante o lançamento.[17]

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

OSIRIS-Rex entrou na fase de cruzeiro rapidamente após a separação do veículo de lançamento, seguindo a uma liberação bem sucedida do painel solar, iniciação do sistema de propulsão, e estabelecimento de um link de comunicação com a Terra.[17] Durante a fase de cruzeiro, a espaçonave irá usar propulsores a bordo e um sobrevoo na Terra para aumentar sua velocidade com o adicional de 0.52 km/s (1,200 mph). O cruzeiro irá durar até agosto de 2018, quando a espaçonave irá encontrar com Bennu e começar a parte de ciência e coleta de amostra.

Aquisição da amostra[editar | editar código-fonte]

Painéis solares arrumados numa configuração "Y-wing" como prioridade para contato do braço.

Durante uma campanha remora extensiva e sensível, o local da amostra será escolhido e pesquisadores irão realizar o ato final da coleta. Os painéis solares serão arrumados numa configuração de ‘’Y-wing’’ para minimizar a chance de acumulação de poeira durante o contato e dar mais clareza de superfície caso a espaçonave gire (mais de 45º) durante o contato.[6] A descida será bem lenta para minimizar a utilização dos propulsores e priorizar o contato em ordem de reduzir a contaminação da superfície do asteroide por propelente de hidrazina não utilizada. O contato com a superfície de Bennu poderá ser detectado usando acelerômetros, e a força de impacto irá ser dissipada por uma mola no braço TAGSAM.

Quando do contato na superfície pelo instrumento TAGSAM, uma explosão de nitrogênio será lançada, com um estouro de partículas de regolito menores que 2 cm na cabeça do coletor de amostra localizada no fim do braço robótico. Um tempo de cinco segundos será necessário como duração da coleta para mitigar a chance de colisão. Depois do tempo acabar será iniciada a manobra de retorno para uma saída segura do asteroide.[6] A espaçonave vai realizar um giro ao redor do asteroide para caso seja necessário o retorno para outra tentativa de coleta. A sonda irá usar imagens e manobras giratórias para verificar se a amostra foi adquirida e bem como determinar sua massa e verificar se excede o requirido de 60 gramas.[6] Caso a tentativa de coleta fracasse, a sonda irá voltar para outra tentativa. Tem gás de nitrogênio o suficiente para três tentativas.

Em adição ao mecanismo de amostragem, almofadas de contato no fim da cabeça de amostragem irão passivelmente coletar grãos de poeira menores que 1 mm, quando ocorrer o contato com o asteroide. Essas almofadas são feitas de pequenos loops de aço inoxidável.[18]

Após realizada a amostragem, a Sample Return Capsule (SRC) será aberta para guardar a cabeça da amostragem. O braço será retraído na configuração de lançamento e o SRC será fechado e lacrado para o retorno à Terra.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. NASA Spacecraft Going to Asteroid publicado pela "Science News" (2016)
  2. «OSIRIS-REx Mission Selected for Concept Development». Goddard Space Flight Center 
  3. «NASA Aims to Grab Asteroid Dust in 2020». Science Magazine. 26 de maio de 2011 
  4. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome aug2013release
  5. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome factsheet
  6. a b c d Kramer, Herbert J. «OSIRIS-REx». Earth Observation Portal Directory. Consultado em 20 de abril de 2015 
  7. a b c Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome pressrelease
  8. «NASA Successfully Launch OSIRIS-REx Asteroid Mission». borntoengineer.com. 9 de setembro de 2016. Consultado em 9 de setembro de 2016 
  9. «UA gets $1.2M to aid in asteroid mission». Tucson Citizen. 26 de maio de 2011 
  10. Next Stop, Bennu! NASA Launches Bold Asteroid-Sampling Mission. Mike Wall, Space.com. September 8, 2016.
  11. a b Wolchover, Natalie (27 de maio de 2011). «NASAcronyms: How OSIRIS-REx Got Its Name». LiveScience. Consultado em 12 de maio de 2015 
  12. Moskowitz, Clara (30 May 2011). «The OSIRIS REX: NASA Chooses Threatening Asteroid for New Mission». Space.com. Consultado em 12 de maio de 2015  Verifique data em: |data= (ajuda)
  13. «NASA Selects United Launch Alliance Atlas V for Critical OSIRIS REx Asteroid Sample Return Mission». PRNewswire. 5 August 2013  Verifique data em: |data= (ajuda)
  14. Atlas V begins OSIRIS-REx;s round trip to the asteroid Bennu. 8 de setembro de 2016. William Graham.
  15. «Osiris Rex press kit» (PDF). NASA.gov. Consultado em 18 de agosto de 2016 
  16. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome asteroidmission
  17. a b Wall, Mike. «'Exactly Perfect'! NASA Hails Asteroid Sample-Return Mission's Launch». Space.com. Consultado em 10 de setembro de 2016 
  18. Lauretta, Dante. «How Do We know When We Have Collected a Sample of Bennu?». Life on the Asteroid Frontier. Consultado em 23 de agosto de 2016 
Ícone de esboço Este artigo sobre exploração espacial é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.