Juno (sonda espacial)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Juno, veja Juno (desambiguação).
Current event marker.png
Este artigo ou seção contém material sobre uma missão espacial atual.
As informações podem mudar durante o progresso da missão.
CELstart-rocket.png
Juno
Juno Mission to Jupiter (2010 Artist's Concept).jpg
Representação artística da Juno em Júpiter.
Operação NASA / JPL
Contratantes principais Lockheed Martin
Destino Júpiter
Tipo de missão Orbitador
Lançamento 5 de Agosto de 2011
Local do Lançamento SLC-41, Cabo Canaveral, Flórida,  Estados Unidos
Veículo de Lançamento Atlas V 551
Duração da missão 6 anos
Fim da missão fevereiro de 2018 (previsão)
Designação COSPAR 2011-040A
Massa 3.625 Kg

Juno é uma sonda espacial da NASA atualmente orbitando o planeta Júpiter. Foi lançada do Cabo Canaveral, na Flórida, em 5 de agosto de 2011, sobre um foguete Atlas V, e entrou em uma órbita polar ao redor do planeta em 5 de julho de 2016.[1][2][3] Esta é a primeira vez que Júpiter será visto abaixo da cobertura densa de nuvens. Por isso o nome Juno, uma homenagem à deusa romana que era esposa de Júpiter.[4] No dia 30 de abril de 2016, deu-se a ela o retroacrônimo de "JUpiter Near-polar Orbiter", que foi incluso na lista de acrônimos da NASA[5]. Seu objetivo primário será investigar a origem e evolução de Júpiter, e, por extensão, do Sistema Solar. Para isso, possui nove instrumentos científicos, que vão estudar a composição do planeta, sua distribuição de massa, atmosfera, campos gravitacionais e magnéticos e as regiões polares da magnetosfera jupiteriana.[3]

A Juno é a segunda missão do Programa New Frontiers da NASA a ser lançada, tendo sido precedido pela sonda New Horizons,[6] e a segunda sonda a orbitar Júpiter, seguindo a Galileo que orbitou o planeta entre 1995 e 2003. A nave irá orbitar o planeta por um período de 20 meses, realizando 37 voltas completas e desenvolvendo diversos estudos e medições.[6] Após o fim deste período, a sonda mergulhará na órbita do planeta até ser completamente destruída pela pressão dos gases ali existentes.

Juno tem 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e, ao contrário da maioria das missões com destino ao Sistema Solar exterior, que utilizam geradores termoelétricos de radioisótopos como fonte de energia, a sonda Juno é movida a energia solar através de três painéis solares, os maiores já utilizados em uma sonda planetária.[7]

A Juno foi a primeira missão que levou uma nave movida a energia solar comandada a partir da Terra, além de orbitar de polo a polo de um planeta. Em janeiro de 2016, Juno se tornou a nave espacial movida a energia solar que chegou mais longe.[4] Ela passou a marca de 791 milhões de quilômetros, antes feita pela sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia, em outubro de 2012. Outras sondas foram mais longe, mas eram alimentadas por geradores nucleares.[4] Além disso, ela detém outro recorde: conforme o Guinness World Records, ela é o objeto mais rápido já criado pelo ser humano. Ao se aproximar do planeta, era previsto que a gravidade começasse a puxar Juno cada vez mais rápido até a espaçonave atingir uma velocidade de mais de 250 000 km/h, quebrando um recorde de 40 anos.[4]

Objetivos da missão[editar | editar código-fonte]

Os principais objetivos da missão Juno são:

  • Determinar a quantidade de água existente na atmosfera de Júpiter, que ajudará a perceber se as teorias de formação do planeta estão corretas, ou se novas teorias serão necessárias;
  • Ver o interior da atmosfera de Júpiter e medir sua composição, temperatura, movimento das nuvens e outras propriedades;
  • Mapear os campos magnéticos e de gravidade, revelando a estrutura do interior do planeta.
  • Explorar e estudar a magnetosfera próxima dos polos de Júpiter, especialmente as auroras – adquirindo novos conhecimentos sobre como a enorme força do campo magnético afeta a sua atmosfera;[8]

Abordagem da órbita de Júpiter[editar | editar código-fonte]

Animação da trajetória da nave espacial

Em 4 de julho, a sonda chegou com segurança em Júpiter. Durante a sua abordagem, Juno esteve a 76 000 quilômetros do topo das nuvens de Júpiter, aproximadamente, cerca de um quinto da distância entre a Terra e nossa lua. As 23:05, a sonda completou um disparo de 35 minutos do seu motor principal. Isso ajudou Juno a diminuir a velocidade para cerca de 209 000 quilómetros por hora[9].

Durante inserção em órbita, todos os instrumentos científicos de Juno foram desligados enquanto a nave fez o seu primeiro mergulho através dos cinturões de alta radiação que circundam o planeta. A diminuição da velocidade permitiu que a sonda a fosse capturada pela gravidade de Júpiter e entrar em órbita ao redor do planeta[10].

Referências

  1. Dunn, Marcia. «NASA probe blasts off for Jupiter after launch-pad snags». MSN. 
  2. Chang, Kenneth (5 de julho de 2016). «NASA’s Juno Spacecraft Enters Jupiter’s Orbit». New York Times [S.l.: s.n.] Consultado em 5 de julho de 2016. 
  3. a b Beutel, Allard (5 de julho de 2016). «NASA's Juno Spacecraft in Orbit Around Mighty Jupiter». NASA. Consultado em 5 de julho de 2016. 
  4. a b c d g1.globo.com/ Sonda Juno é objeto mais rápido criado pelo homem, diz Guinness
  5. «Mission Acronyms & Definitions» (PDF). NASA. Consultado em April 30, 2016. 
  6. a b «Juno Overview». NASA. 2015-03-13. Consultado em 2016-06-20. 
  7. «NASA – Juno's Solar Cells Ready to Light Up Jupiter Mission». www.nasa.gov. Consultado em 4 de outubro de 2015. 
  8. «Juno Overview». NASA. 2015-03-13. Consultado em 2016-06-20. 
  9. Success! The Juno spacecraft is now orbiting Jupiter After a five-year journey, the Juno probe has begun to orbit the giant planet por CHRISTOPHER CROCKETT, publicado pela "Society for Science" (2016)
  10. Juno snaps its first pic of Jupiter por CHRISTOPHER CROCKETT publicado por "science News" (2016)
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Juno (sonda espacial)


Ícone de esboço Este artigo sobre astronomia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.