Paleozoico

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Paleozoico

Mesozoico

Cenozoico

Os trilobitas foram animais típicos do paleozoico, mas acabaram por desaparacer na grande extinção permiana.

Na escala de tempo geológico, o Paleozoico é a era do éon Fanerozoico que está compreendida entre 542 milhões e 251 milhões de anos atrás, aproximadamente. A era Paleozoica sucede a era Neoproterozoico do éon Proterozoico e precede a era Mesozoica de seu éon. Divide-se nos períodos Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente. O nome desta era tem origem no grego palaios (παλαιός), "velho" e zoe (ζωή), "vida", significando "vida antiga"

O Paleozoico corresponde praticamente a metade do Fanerozoico, com aproximadamente 300 milhões de anos. Durante esta era havia seis massas continentais principais, que conheceram montanhas enormes ao longo de suas margens, e incursões e recuos dos mares rasos através de seus interiores, como mares continentais. Muitas rochas paleozoicas são economicamente importantes. Por exemplo, rochas calcárias para finalidades industriais de construção civil, assim como os depósitos de carvão, que foram formadas durante o paleozoico.

O Paleozoico é conhecido por dois dos eventos mais importantes na história da vida animal. No seu começo houve uma grande diversificação evolutiva dos animais, a explosão cambriana, em que quase todos os filos animais atuais e vários outros extintos apareceram nos primeiros milhões dos anos. Já no extremo oposto do Paleozoico ocorreu a extinção maciça, a maior da história da vida na Terra, que extinguiu aproximadamente 90% de todas as espécies animais marinhas. As causas de ambos estes eventos ainda não são bem conhecidas.

Também pode ser chamada de Era Primária. Divisão do tempo geológico seguinte à Era Proterozoica e a antecedente à Era Mesozoica. A sua duração foi de aproximadamente 380 milhões de anos. Embora a vida já se achasse presente na Era Proterozoica, é nos terrenos mais antigos da Era Paleozoica que os vestígios de organismos se mostram mais abundantes.

De acordo com os dados paleontológicos, no Cambriano achavam-se presentes todos os grandes grupos de invertebrados. As formas ancestrais da fauna cambriana são desconhecidas ou porque o elevado metamorfismo e os dobramentos a que foram sujeitas as rochas da Era Proterozoica as destruíram, ou porque a erosão apagou grande parte dessa documentação antes da deposição dos sedimentos cambrianos. Os animais do início da Era Paleozoica viveram dominantemente em ambiente marinho: graptólitos, trilobites, moluscos, briozoários, braquiópodes, equinodermos, corais, etc.

Os peixes surgiram no Ordoviciano, nas águas doces. As plantas terrestres mais antigas conhecidas datam do Siluriano (Austrália). No Carbonífero e também no Permiano constituíram grandes florestas das quais se originaram carvões em várias partes do mundo. Daí a designação de Antracolítico dada em esses dois períodos conjuntamente. Especialmente curiosas foram as Pteridospermae, vulgarmente conhecidas como "fetos com sementes". Os insetos mais antigos datam do Devoniano. Os anfíbios surgiram no Devoniano e os répteis no Carbonífero. Angiospermas, aves e mamíferos apareceram mais tarde, na Era Mesozoica.

A paleogeografia da Era Paleozoica é a matéria de controvérsia. As similaridades demonstradas entre a geologia da parte meridional da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália- flora fóssil comum, designada flora de Glossópteris, vestígios de glaciação tipo inlândsis, aparentemente da mesma idade, levaria, segundo certos autores, à aceitação de um antigo continente, Continente de Gonduana, reunindo tais regiões, ou, segundo outros, à suposição de que elas estiveram diretamente unidas até o fim da Era Mesozoica (teoria de Wegener).

Dois ciclos orogenéticos importantes ocorreram na Era Paleozoica: dobramentos caledonianos do Siluriano e dobramentos hercinianos do Carbonífero. Vários grupos de animais e de plantas foram privativos da Era Paleozoica: Psilotales, vegetais que desapareceram no Devoniano; trilobites, euripterídeos, graptólitos, corais dos grupos tetracorais e tabulados; briozoários dos grupos Trepostomados e Criptos tomados; foraminíferos da família dos Fusulinídeos; equinodermos dos grupos cistoides, blastoides e heterosteleado; peixes dos grupos Ostracodermas e Placodermas.

Flora[editar | editar código-fonte]

No período Ordoviciano as algas que surgiram das colônias de bactérias ficavam localizadas nos litorais e por conta das mudanças das marés, hora as algas ficavam submersas e hora elas estavam para fora d'água, desta forma elas começaram a se adaptar para sobreviver no meio terrestre e em consequência disso houve o desenvolvimento dos musgos, esses musgos se fixavam nas pedras que ficavam na praia, a partir daí eles começaram a se proliferar por meio de esporos que eram levados pelos ventos.

No período Siluriano, as plantas surgiram do musgo na beira dos lagos e rios, dando início as chamadas florestas em miniatura, as plantas não eram grandes, não possuíam folhas, flores ou raízes, tinham um tronco que se ramificava e na extremidade da ramificação havia um esporângio. Ao longo do tempo elas foram se desenvolvendo e se adaptando.

Ilustração de Cooksonia, na extremidade das ramificações à presença de esporângio

No período Devoniano devido ao fato de não existir animais herbívoros as florestas começaram a crescer sem limite. Essas plantas originaram espécies de porte médio, como por exemplo as samambaias, que posteriormente originaram as de grande porte. A fotossíntese traço da evolução dessas plantas foi um dos fatores que proporcionou vida terrestre, já que era muito grande a quantidade de oxigênio produzido por essas plantas pelo fato de existir muitas delas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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