Patricia Hill Collins

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Patricia Hill Collins
Nascimento 1º de maio de 1948
Filadélfia
Cidadania Estados Unidos
Etnia afro-americano
Alma mater Universidade Harvard, Universidade Brandeis, Harvard Graduate School of Education
Ocupação filósofo, sociólogo, professor catedrático, American Sociological Association Distinguished Scholarly Book Award
Prêmios Jessie Bernard Award, W.E.B. Du Bois Career of Distinguished Scholarship award
Empregador Universidade de Maryland
Magnum opus Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment

Patricia Hill Collins (nascida em 1 de maio de 1948) é uma renomada professora universitária de Sociologia da Universidade de Maryland, College Park.[1] Ela também é a ex-chefe do Departamento de Estudos afro-Americanos na Universidade de Cincinnati, e ex-presidenta do Conselho da Associação Americana de Sociologia. Collins foi a 100º presidenta da ASA, e a primeira mulher afro-americana a ocupar o cargo.[2]

Collins trabalha, principalmente, sobre feminismo e gênero dentro da comunidade afro-americana. Ela ganhou notoriedade por seu livro para a atenção nacional para o seu livro "Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment", publicado originalmente em 1990.[3]

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Collins nasceu em 1948, na Filadélfia, Pensilvânia. Seus pais eram Albert Hill, um trabalhador de fábrica e veterano da segunda Guerra Mundial, e Eunice Randolph Hill, uma secretária; ela não teve irmãos. Collins estudou em escolas públicas da Filadélfia.[2] Na graduação, estudou Sociologia na Universidade de Brandeis, formando-se em 1969. Ela obteve o título de mestre na Universidade de Harvard, em 1970.[2] De 1970 a 1976, ela foi professora de educação na Faculdade Comunitária St. Joseph, em Roxbury, Boston.[2] Ela se tornou a diretora do Centro Africana na Universidade de Tufts, onde ficou de 1976 a 1980. Em Tufts, ela conheceu e se casou com Roger L. Collins, professor de educação na Universidade de Cincinnati, com quem teve uma filha, Valéria L. Collins.[2]

Ela obteve seu doutorado, em sociologia, em Brandeis, em 1984. Ao obter o título, ela trabalhou como professora assistente na Universidade de Cincinnati no início em 1982.

Em 1990, Collins publicou seu primeiro livro, Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment. Uma décima edição, revista, foi publicada em 2000 e, posteriormente, traduzida para coreano, em 2009.

Obra[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Em 1990, Collins publicado Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment, que se debruçou sobre o trabalho de Angela Davis, Alice Walker e Audre Lorde. A análise incorporou uma vasta gama de fontes, incluindo ficção, poesia, música e história oral. O trabalho de Collins ficou marcado por duas grandes contribuições:

  • As opressões de raça, classe, gênero, sexualidade e nação se interrelacionam, construindo mutuamente sistemas de poder. Collins utilizou o termo "interseccionalidade", originalmente cunhado por Kimberlé Crenshaw, para se referir a essa sobreposição simultânea de múltiplas formas de opressão.
  • Porque as mulheres negras têm histórias únicas nas intersecções dos sistemas de poder, eles criaram visões de mundo a partir de uma necessidade de autodefinição e para trabalhar em nome da justiça social. As experiências específicas das mulheres negras com a interseção de sistemas de opressão fornecem uma janela para os mesmos processos para outros indivíduos e grupos sociais.

O livro seguinte de Collins foi Black Sexual Politics: African Americans, Gender, and the New Racism. Esse trabalho argumenta que o racismo e a heteronormatividade estão interligadas e que ideais de beleza atuam para oprimir os afro-americanos. O livro ganhou o Book Award da Associação Americana de Sociologia.

Em 2006, ela publicou From Black Power to Hip Hop: Racism, Nationalism, and Feminism, onde examinou a relação entre nacionalismo negro, o feminismo e o hip-hop.

Bibliografia selecionada[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • On Intellectual Activism, Philadelphia: Temple University Press, ISBN 978-1439909614, 2012 
  • (co-editado com John Solomos) The SAGE Handbook of Race and Ethnic Studies, Los Angeles: London: SAGE, ISBN 978-0761942207, 2010 
  • Another Kind of Public Education: Race, the Media, Schools, and Democratic Possibilities, Beacon Press, ISBN 0-8070-0018-3, 2009
  • From Black Power to Hip Hop: Racism, Nationalism, and Feminism, Temple University Press, ISBN 1-59213-092-5, 2006
  • Black Sexual Politics: African Americans, Gender, and the New Racism, New York: Routledge, ISBN 0-415-93099-5, 2005 
  • Fighting Words: Black Women and the Search for Justice, University of Minnesota Press, ISBN 0-8166-2377-5, 1998 (co-edited with Margaret Andersen)
  • Race, Class and Gender: An Anthology, ISBN 0-534-52879-1, 1992, 1995, 1998, 2001, 2004, 2007, 2010
  • Black Feminist Thought: Knowledge, Consciousness and the Politics of Empowerment, Routledge, ISBN 0-415-92484-7, 1990, 2000

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Patricia Hill Collins | SOCY l Sociology Department l University of Maryland». www.socy.umd.edu. Consultado em 11 de dezembro de 2016 
  2. a b c d e Perfil na Associação Americana de Sociologia
  3. Collins, P. H. (2002). Black feminist thought: Knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. Routledge.
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