Audre Lorde

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Audre Lorde
Audre Lorde.jpg
Audre Lorde, Austin, Texas, 1980
Nascimento 18 de fevereiro de 1934 (84 anos)
Estados Unidos Nova Iorque, Nova Iorque
Morte 17 de novembro de 1992 (58 anos)
Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas
Cônjuge Edwin Rollins (de 1962 a 1970)
Filho(s) Jonathon Rollins, Elizabeth Lorde-Rollins
Ocupação Poeta, escritor, ativista, ensaísta
Filiação Frederick Byron Lorde e Linda Gertrude Belmar Lorde
Movimento literário Direitos civis

Audrey Geraldine Lorde (18 de fevereiro de 1934 - 17 de novembro de 1992) foi uma escritora caribenha-americana, feminista, mulherista, lésbica e ativista dos direitos civis. Um dos seus esforços mais notáveis foi o seu trabalho militante com as mulheres afro-alemãs na década de 1980. Ela abordou questões relacionadas com direitos civis, racismo, feminismo, mulherismo e opressão. Seu trabalho se enquadra no liberalismo social, abordando a sexualidade numa perspectiva revolucionária. Em resposta às críticas do conservador Jesse Helms sobre seu trabalho, assim se expressou:

"Minha sexualidade é parte integrante do que eu sou, e minha poesia é produto da interseção entre eu e meus mundos [...] A objeção de Jesse Helms ao meu trabalho não tem a ver com obscenidade [...] ou mesmo com sexo. Tem a ver com revolução e mudança. [...] Helms sabe que meus escritos estão voltados para a destruição dele e de tudo o que ele defende".[1]

Lorde morreu de câncer de mama em 1992. Atualmente, sua obra serve como inspiração e referência para pesquisas sobre o feminismo.

Vida e Trabalho[editar | editar código-fonte]

Audrey Geraldine Lorde nasceu em Nova Iorque, de uma família de imigrantes caribenhos oriundos de Barbados e Carriacou, que se estabeleceram no Harlem. Seus pais eram Frederick Byron Lorde (chamado Byron) e Linda Gertrude Belmar Lorde. A mãe era de ascendência mista, mas poderia passar como branca. Já o pai tinha a pele mais escura do que a família Belmar gostaria. Afinal o casamento dos dois só se deu graças ao charme e à persistência de Byron Lorde.[2] Míope a ponto de ser legalmente cega, e sendo a mais nova de três filhas (as outras duas eram Phyllis e Helen), Audre Lorde cresceu ouvindo histórias de sua mãe sobre as Índias Ocidentais. Ela aprendeu a falar enquanto aprendia a ler, com a idade de quatro anos, e sua mãe lhe ensinou a escrever na mesma época. Audre escreveu seu primeiro poema quando estava na oitava série. Nascida Audrey Geraldine Lorde, ela optou por deixar cair o "y" de seu primeiro nome quando ainda era criança e explica, em Zami: A New Spelling of My Name, que ela estava mais interessada na simetria artística da terminação em "e" dos dois nomes ("Audre Lorde") do que em manter seu nome na grafia original.[3][4]

Depois de concluir o ensino médio na Hunter College High School e de vivenciar a tristeza pela morte de sua melhor amiga Genevieve "Gennie" Thompson, Lorde deixou a casa dos pais e se afastou de sua família. Estudou no Hunter College da Universidade da Cidade de Nova Iorque (1954-1959) e se graduou em biblioteconomia, enquanto trabalhava para se sustentar, como operária de fábrica, ghost-writer, assistente social, técnica de raios X, atendente de consultório médico e supervisora de artes e artesanato. Mudou-se de Harlem para Stamford, Connecticut, começando a explorar sua sexualidade lésbica. [carece de fontes?]

Em 1954, passou um ano crucial como estudante na Universidade Nacional do México. Foi um período que ela descreveu como um momento de afirmação e renovação, quando confirmou sua identidade em termos pessoais e artísticos, como lésbica e como poeta. Em seu retorno a Nova Yorque, frequentou a faculdade, trabalhou como bibliotecária, continuou escrevendo e tornou-se uma participante ativa na cultura LGBT de Greenwich Village. Lorde prosseguiu sua educação na Universidade Columbia, obtendo um mestrado em biblioteconomia, em 1961. Paralelamente trabalhava como bibliotecária na Biblioteca Pública de Mount Vernon, Nova Iorque. Casou-se com o advogado Edwin Rollins, com quem teve dois filhos - Elizabeth e Jonathan. O divórcio do casal viria em 1970. Em 1966, ela se tornou bibliotecária-chefe na biblioteca de uma escola da cidade em Nova Iorque, onde permaneceu até 1968.[5]

Em 1968, Lorde foi escritora-residente no Tougaloo College, no Mississippi.[6] Lá ela conheceu Frances Clayton, um professora de psicologia, branca, que seria sua parceira amorosa até 1989.[7]

A partir de 1977-1978 Lorde teve um breve caso com a escultora e pintora Mildred Thompson. As duas se conheceram na Nigéria em 1977 no Segundo Festival Mundial de Arte e Cultura Preta e Africana (FESTAC 77). Seu romance seguiu seu curso durante o tempo em que viveu em Thompson Washington [2]

"Os anos em Berlim"[editar | editar código-fonte]

De 1984 a 1992, Lorde uma longa temporada em Berlim, atuando no movimento afro-alemão, particularmente entre as mulheres. Ela foi originalmente convidado para ser professora convidada no John-F.-Kennedy-Institut für Nordamerikastudien, da Universidade Livre de Berlim, em 1984.[8] Por esse tempo, textos-chave de Audre Lorde já circulavam pela Europa, especialmente na Alemanha, impactando as vidas e mentalidades de muitas mulheres negras. [carece de fontes?]

O documentário Audre Lorde - The Berlin Years 1984-1992 mostra o que foi, para Audre Lorde, viver em Berlim e crescer com o movimento das mulheres afro-alemãs naquele período. O narrador principal do filme é a própria Audre Lorde, com a participação das mulheres que interagiram com ela durante esse período inicial do movimento. Audre Lorde convocou as mulheres negras afro-alemãs a levantar suas vozes e fazer demandas à sociedade racista em que viviam. Isso é notável na antologia, Showing Our Colors: Afro-German Women Speak Out, editada por May Ayim, Katharina Oguntoye e Dagmar Shultz. Audre Lorde abre a conversa com uma introdução (em inglês e em alemão) em que afirma: "As mulheres negras americanas não podem se dar ao luxo de assumir atitudes paroquiais que muitas vezes nos cegam para o resto do mundo. As mulheres negras alemãs incluídas neste livro oferecem uma visão de dentro sobre as complexidades de um futuro do feminismo global." [9]

Em sua autobiografia, Ika Hügel-Marshall descreve o impacto que Audre Lorde teve em sua vida e lhe faz uma homenagem póstuma. No tributo ela afirma: "Muitas pessoas tiveram relações especiais com você, e muitos acreditavam que tinham uma conexão única para você. Eu não tinha nem uma coisa nem outra. Nós apenas tivemos muita diversão com os outros e muitas vezes rimos das mesmas coisas. Eu nunca disse o que você significava para mim; era claro já e portanto, um incômodo." [10]

O legado de Audre Lorde para o movimento afro-alemão permaneceu. Como Marion Kraft escreve: "Para a formação de uma consciência negra alemã, como coletivo de identidade, as conexões de Audre Lorde com os negros alemães foram fundamentais e marcaram o início de um movimento intercultural que foi seminal para a construção de várias organizações, como a Iniciativa de Negros alemães (ISD), a ADEFRA (Mulheres afro-alemãs) e Homestory Deutschland." [11] Marion Kraft escreve sobre seus encontros com Audre Lorde e o impacto da sua poesia. Kraft organizou leituras de poesia para ela na Alemanha. Ela também lembra os primeiros encontros de mulheres afro-alemãs com Audre Lorde e as suas conversas.

Últimos Anos[editar | editar código-fonte]

Audre Lorde lutou contra um câncer por 14 anos. Ela foi diagnosticada pela primeira vez com câncer de mama em 1978 e passou por uma mastectomia. Seis anos mais tarde, foi diagnosticada com câncer de fígado. Em razão da doença, ela decidiu se concentrar mais em sua vida e sua escrita. Ela escreveu The Cancer Journals , que, em 1981, ganhou o Gay Caucus Book of the Year Award, da American Library Association[12] Ela caracterizou como o tema de um documentário chamado A Litany for Survival: The Life and Work of Audre Lorde, que mostra Lorde como autora, poeta, ativista de direitos humanos, feminista e lésbica.[13] She is quoted in the film: "What I leave behind has a life of its own." "I've said this about poetry; I've said it about children. Well, in a sense I'm saying it about the very artifact of who I have been."[14]

De 1991 até sua morte, ela foi a Poeta Laureada do Estado de Nova Iorque.[15] Em 1992 ela recebeu o Bill Whitehead Award for Lifetime Achievement da Publishing Triangle. Em 2001, a Publishing Triangle instituiu o Audre Lorde Award para honrar obras de poesia lésbica.[16][carece de fontes?]

Lorde morreu de câncer de fígado em 17 de novembro de 1992, aos 58 anos, em Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas, onde viva com Gloria I. Joseph.[17]

Em suas próprias palavras, ela foi uma "preta, lésbica, mãe, guerreira, poeta". Em uma cerimônia de nomeação africana, antes de sua morte, ela recebeu o nome de Gambda Adisa, que significa "guerreira: ela que faz sua significância conhecida".[18]

Trabalho[editar | editar código-fonte]

Audre Lorde (Esquerda) com as escritoras Meridel Le Sueur (meio) e Adrienne Rich (esquerda) em uma oficina de escrita em Austin, Texas, 1980

A poesia de Lorde foi regularmente publicada durante os anos 1960 (New Negro Poets, USA, de Langston Hughes, em 1962), em várias antologias estrangeiras e em revistas literárias negras. Nessa época, ela era politicamente ativa nos movimentos por direitos civis, antiguerra e feminista. Seu primeiro volume de poesia, The First Cities (1968), foi publicado pela Poet's Press e editado por Diane di Prima, sua ex-colega de colégio e amiga. O poeta e crítico Dudley Randall afirmou, em sua resenha do livro, que Lorde "não agitava uma bandeira negra, mas sua negritude está lá, implícita, no osso".[19]

Seu segundo volume, Cables to Rage (1970), que foi escrito principalmente durante sua permanência como poeta-residente, no Tougaloo College, Mississippi, abordava temas de amor, traição, o parto e as complexidades da educação dos filhos. É particularmente notável o poema "Martha", no qual Lorde escreve pela primeira vez sobre sua homossexualidade. Posteriormente ela continuaria a defender os direitos de lésbicas e gays, assim como o feminismo. Em 1980, juntamente com Barbara Smith e Cherríe Moraga, fundou a Kitchen Table: Women of Color Press, a primeira editora dos Estados Unidos para mulheres negras.[20]

Poesia[editar | editar código-fonte]

Lorde centrou a sua discussão nas diferenças, não só nas diferenças entre grupos de mulheres, mas entre as diferenças conflitantes dentro do indivíduo. "Eu sou definido como outro em cada grupo de que eu sou parte", declarou ela. "O estranho, ambos força e fraqueza. No entanto, sem comunidade certamente não há libertação, nem futuro, apenas o armistício mais vulnerável e temporária entre mim e minha opressão".[21] Ela se descrevia, simultaneamente, como um "continuum de mulheres"[22] e como um "concerto de vozes" dentro de si mesma.[23]

Sua concepção das muitas camadas de sua individualidade é replicada nos multigêneros de seu trabalho. A crítica Carmen Birkle escreveu: "Sua identidade multicultural é, assim, refletida em um texto multicultural, em multigêneros, em que as culturas individuais já não são entidades separadas e autônomas, mas fundidas em um todo maior, sem perder a sua importância individual".[24] Sua recusa em ser colocada numa categoria específica, seja social ou literária, era característica de sua determinação em se colocar transversalmente como um indivíduo e não um estereótipo. Lorde se considerava uma "lésbica, mãe, guerreira, poeta", e usava a poesia para passar essa mensagem[25] Seu objetivo principal era o de capacitar as pessoas negras e lésbicas, encorajando-as a se sentirem confortáveis em sua própria pele. Em 1968, Audre Lorde publicou As primeiras cidades, seu primeiro volume de poemas, que foi descrito como um "livro tranquilo e introspectivo",[26] centrado principalmente em questões pessoais e sentimentos.

A poesia de Lorde tornou-se mais aberta e pessoal à medida em que ela amadurecia e se tornava mais confiante quanto à sua sexualidade. Em Sister Outsider: Essays and Speeches (Crossing Press Feminist Series), ela afirma: "A poesia é a nossa forma de ajudar a dar nome ao inominável para que ele possa ser pensado ... Como eles se tornam conhecidos e aceitos por nós, nossos sentimentos e a exploração honesta deles se tornam santuários e locais de desova para as ideias mais radicais e ousadas".[27] Sister Outsider: Essays and Speeches (Crossing Press Feminist Series), também elabora o desafio de Lorde às tradições Euro-americanas,[28] seus sentimentos, expressos em entrevistas, bem como sua fala em diversos públicos, como os afro-americanos, mulheres e lésbicas. Poemas em Cables to Rage , é pensado para incluir o primeiro poema abertamente lésbico de Lorde.

Teoria[editar | editar código-fonte]

Lorde criticou feministas da década de 1960, a partir da Organização Nacional das Mulheres para Betty Friedan The Feminine Mystique, por focar nas experiências particulares e valores de mulheres brancas da classe-média. [carece de fontes?] Seus escritos são baseados na "teoria da diferença", a ideia de que a oposição binária entre homens e mulheres é demasiado simplista: apesar de feministas acharem necessário apresentar a ilusão de um todo unificado sólido, a própria categoria de mulheres está cheia de subdivisões.[29]

Lorde identificou questões de classe, raça, idade, sexo e até mesmo de saúde, este último foi adicionado enquanto ela lutava contra o câncer em seus últimos anos, como sendo fundamental para a experiência feminina. Ela argumentou que, embora a diferença de gênero tem recebido todo o foco, essas outras diferenças também são essenciais e devem ser reconhecidas e tratadas. Lorde escreveu: "Coloca a ênfase na autenticidade da experiência. Ela quer que sua diferença seja reconhecida, mas não julgada. Ela não quer ser incluída em uma categoria geral de 'mulher'." [30] Essa teoria é conhecida como intersecionalidade.

Embora reconhecendo que as diferenças entre as mulheres são amplas e variadas, a maioria das obras de Lorde são preocupadas com dois subconjuntos que lhe diziam respeito, principalmente - raça e sexualidade. No documentário de Ada Gay Griffin e Michelle Parkerson A Litany for Survival: A Vida e Obra de Audre Lorde, Lorde diz: "Deixe-me dizer-lhe pela primeira vez sobre como era ser uma mulher preta poeta nos anos 60, de salto. significava ser invisível. significava ser realmente invisível. significava ser duplamente invisível como uma mulher feminista preta e significava ser triplamente invisível como uma lésbica preta e feminista. " [31] Lorde observa que as experiências de mulheres negras são diferentes daquelas das mulheres brancas, e que, por causa da experiência da mulher branca ser considerada normativa, as experiências da mulher negra são marginalizadas; da mesma forma, as experiências da lésbica (e, em particular, a lésbica negra) são consideradas aberrações, não em harmonia com o verdadeiro coração do movimento feminista. Embora elas não sejam consideradas normativas, Lorde argumenta que essas experiências são, no entanto, válidas e feministas. [carece de fontes?]

Em seu trabalho "Erotic as Power", escrito em 1978, Lorde teoriza sobre o erótico como um lugar de poder para as mulheres somente quando eles aprendem a libertá-lo da sua supressão e abraçá-lo. Ela propõe que as necessidades eróticas para serem exploradas e experientes de todo o coração porque ele não é apenas em referência à sexualidade sexual, mas é uma sensação de prazer, amor e emoção que é sentida em relação a qualquer tarefa ou experiência que satisfaça as mulheres em suas vidas; seja a leitura de um livro ou amar seu trabalho.[32] As mulheres têm experimentado dificuldades ao tentar abraçar o erótico como uma fonte de poder, porque foi chamado erroneamente por homens e foi confundido com pornografia[32] No entanto, o erótico como poder permite às mulheres utilizarem seu conhecimento e poder no enfrentamento de problemas como racismo, patriarcado e nossa sociedade antierótica.[32]

Pensamentos feministas contemporâneos[editar | editar código-fonte]

Lorde partiu para confrontar questões de racismo no pensamento feminista. Ela sustentou que uma grande quantidade de bolsas de estudos de feministas brancas serviram para aumentar a opressão das mulheres negras, uma convicção que a levou a confrontos enérgicos, mais notavelmente em uma contundente carta aberta dirigida à companheira lésbica feminista radical Mary Daly, da qual Lorde afirmou que não recebeu resposta.[33] A carta de resposta de Daly para Lorde,[34] datada de 4 meses e meio mais tarde, foi encontrada em 2003 em arquivos de Lorde depois que ela morreu.[35]

Esta fervorosa discordância com as conhecidas feministas brancas promoveu sua personalidade como alguém de fora: "no meio institucional de feminista negra e estudiosas feministas lésbicas negras [...] e dentro do contexto de conferências patrocinadas por acadêmicas feministas brancas, Lorde se destacava como uma voz irritada, acusatória do feminismo negro.[36]

A crítica não foi apenas uma via: muitas feministas brancas estavam irritadas com a marca de Lorde do feminismo. Em seu ensaio 1984 "The Master's Tools Will Never Dismantle the Master's House" [37] Lorde atacou o racismo subjacente dentro do feminismo, descrevendo-o como dependência não reconhecida do patriarcado. Ela argumentou que, ao negar diferença na categoria de mulheres, feministas brancas meramente repassavam velhos sistemas de opressão e que, ao fazê-lo, eles estavam impedindo qualquer mudança real e duradoura. Seu argumento alinhava feministas brancas com homens brancos senhores de escravos, descrevendo ambos como "agentes de opressão".[38]

Ao fazê-lo, ela irritou muitas feministas brancas, que viram seu ensaio como uma tentativa de privilegiar suas identidades como preta e lésbica, e assumir autoridade moral com base no sofrimento. [carece de fontes?] O sofrimento era uma condição universal para as mulheres, segundo elas, e acusar feministas de racismo causaria divisão em vez de curá-lo. [carece de fontes?] Em resposta, Lorde escreveu "o que você ouve na minha voz é fúria, não sofrimento. Raiva, não autoridade moral." [39]

Tributos[editar | editar código-fonte]

Em 2014 Lorde foi introduzida no Legacy Walk, uma exposição pública ao ar livre que celebra a história e pessoas LGBT.[40][41]

Audre Lorde e o Mulherismo[editar | editar código-fonte]

Críticas a feministas da década de 1960 de Audre Lorde identificam questões de raça, classe, idade, gênero e sexualidade. Da mesma forma, a autora e poeta Alice Walker cunhou o termo "womanist" , em uma tentativa de dividir mulheres pretas e experiências das minorias do "feminismo". "Enquanto o "feminismo" é definido como "um conjunto de movimentos e ideologias que compartilham um objetivo comum: a definir, estabelecer e alcançar os direitos políticos, econômicos, culturais, pessoais e sociais iguais para as mulheres ", através da imposição de oposição simplista entre" homens "e" mulheres"[42] os teóricos e ativistas durante os anos 1960 e 1970 geralmente negligenciam a diferença experiencial, tais como raça e gênero fatores entre os diferentes grupos sociais.

Comentários de Lorde sobre o feminismo[editar | editar código-fonte]

Como pioneira no estudo feminismo negro, Audre Lorde é crítica das feministas negligenciando questões raciais. Em Age, Race, Class, and Sex: Women Redefining Difference, ela escreve: "Certamente existem diferenças muito reais entre nós - de raça, idade e sexo. Mas não são essas diferenças que nos separam. É, antes, a nossa recusa em reconhecer essas diferenças e em examinar as distorções que resultam da nossa "mal nomeação" deles e seus efeitos sobre o comportamento e a expectativa humana." Mais especificamente, ela afirma: "Quando as mulheres brancas ignoram o seu privilégio inerente de brancura e definem 'mulher' em termos de sua própria experiência, em seguida, as mulheres de cor se tornam 'outras'." [42] Self-identified as “a forty-nine-year-old Black lesbian feminist socialist mother of two,” [42] Lorde é considerada como "desviante, inferior, ou simplesmente errada."[42] em oposição à suposta "homem branco heterossexual capitalista" hierarquia social normativa. "Nós não falamos da diferença humana, mas do desvio humano."[42] A este respeito, a ideologia do Lorde coincide com mulherismo, que "permite que as mulheres negras afirmar e celebrar a sua cor e cultura de uma forma que o feminismo não faz."

Audre Lorde e a Crítica do Mulherismo[editar | editar código-fonte]

Uma grande crítica em mulherismo é a incapacidade de abordar explicitamente a homossexualidade dentro da comunidade feminina. Muito pouca literatura mulherista relaciona-se com questões lésbicas ou bissexuais. Muitos estudiosos consideram que a falta de simpatia e relutância em aceitar a homossexualidade responsável perante o modelo simplista de gênero mulherista. De acordo com o ensaio de Lorde Age, Race, Class, and Sex: Women Redefining Difference,: "A necessidade de unidade é muitas vezes chamado erroneamente como uma necessidade de homogeneidade", "um medo de lésbicas, ou de ser acusado de ser uma lésbica, tem levado muitas mulheres negras em testemunhar contra si mesmos ".

Com uma ideologia tão forte e mente aberta, o impacto do Lorde na sociedade lésbica é significativo. Um dos participantes descreve o processo do discurso de Lorde em agosto de 1978, quando Lorde lê seu ensaio Uses for the erotic, the erotic as Power: "Ela pediu que todas as lésbicas presentes se levantassem. Quase toda a platéia levantou-se."[43]

A ideologia de Audre Lorde de redefinir a diferença entre todas as identidades sociais - tais como classe, raça, idade e sexo - está profundamente enraizada em seu trabalho. A maior parte de sua teoria coincide com o que é vulgarmente conhecido "mulherismo", que enfatiza a experiência de minoria, mas seu principal argumento sobre a homossexualidade não é amplamente demonstrado por escritos mulheristas.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Imprensa Kore[editar | editar código-fonte]

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Filme Biográfico[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

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  3. Parks, Rev. Gabriele (3 de agosto de 2008). «Audre Lorde». Thomas Paine Unitarian Universalist Fellowship. Consultado em 9 de julho de 2009. 
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  40. «Legacy Walk honors LGBT 'guardian angels'». chicagotribune.com. 11 de outubro de 2014 
  41. «PHOTOS: 7 LGBT Heroes Honored With Plaques in Chicago's Legacy Walk». Advocate.com 
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  43. Aptheker, Bettina (2012). «Audre Lorde, Presente». Women's Studies Quarterly. autumn/winter: 289–294 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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