Paulo Fernando Craveiro

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Paulo Fernando Craveiro
Nome completo Paulo Fernando Craveiro Leite
Nascimento 11 de agosto de 1934 (83 anos)
Monteiro, Paraíba
Residência Recife, Pernambuco
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Progenitores Mãe: Maria José Niceas Leite
Pai: Alfredo Craveiro Costa Leite
Ocupação escritor, jornalista, cronista e crítico de arte
Página oficial
paulocraveiro.com
Assinatura
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Paulo Fernando Craveiro (Monteiro, 11 de agosto de 1934) é escritor, jornalista, cronista e crítico de arte brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Alfredo Craveiro Costa Leite (advogado, promotor de justiça, poeta e jornalista) e Maria José Niceas Leite, Paulo Fernando Craveiro nasceu em 11 de agosto de 1934 em Alagoa do Monteiro, hoje município de Monteiro, na Paraíba. Quando tinha apenas três meses de idade foi, com a família, morar no Recife, Pernambuco. Estudou na Faculdade de Direito do Recife. Fez curso de estilo literário na Faculdade de Filosofia da Universidad de Madrid, ganhou o Prêmio de Jornalismo Carlos Septien, criado pelo Instituto de Cultura Hispânica de Madri, frequentou aulas de teoria política na George Washington University e aperfeiçoou-se em jornalismo na Thomson Foundation, no País de Gales.

Começou sua carreira profissional como locutor de rádio, depois de tirar primeiro lugar, aos 15 anos de idade, em concurso instituído antes da inauguração da Rádio Tamandaré, do Recife, pertencente à rede de Emissoras Associadas.

Durante carreira jornalística na televisão, apresentou o programa "Um Homem Chamado Notícia", na TV Jornal, com um foco interpretativo do que estava acontecendo no Brasil e no mundo. Encerrava o noticiário dirigindo-se sempre aos telespectadores de forma lacônica para ensejar, enquanto rasgava o papel em que havia recém lido as notícias, a famosa frase de despedida: "pernas pro ar, que ninguém é de ferro!", uma genuína expressão do caráter brasileiro, aplicada no sentido de sintetizar principalmente o fato de que nem sempre se pode trazer boas notícias.

Na mídia escrita, inicialmente, redigiu artigos de crítica cinematográfica. Desenvolveu, posteriormente, uma extensa carreira no jornalismo brasileiro e foi correspondente em vários países. No Jornal do Commercio, do Recife, e no Diário de Pernambuco, percorreu uma escala de atividades que foi de repórter a editor internacional, de editorialista a colunista e cronista diário.

Convidado para o cargo de secretário de Estado da Casa Civil do Estado de Pernambuco, na época do governo de Nilo Coelho (1967-1971), conduziu a visita da Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, e do Príncipe Phillip. Curiosamente, enquanto os representantes britânicos estavam sendo recepcionados no Palácio do Campo das Princesas, sede administrativa do governo de Pernambuco, ao passar Elizabeth II para o salão de banquete, onde se encontravam autoridades e membros da comunidade do Reino Unido, a rainha foi surpreendida pela falta de luz. Não se abalou, entretanto. Ela permaneceu no local, afirmando: "Não há problema. Isso também acontece na minha terra". Como a volta da energia elétrica demorava, o secretário muniu-se de um candelabro de velas e continuou as apresentações. Essa cena redefiniu todo o cerimonial e integração interpessoal entre as personalidades brasileiras e britânicas na passagem da soberana britânica.

Como jornalista Craveiro viajou por muitos países inúmeras vezes. Graças à experiência, transmitiu sua visão do mundo através de crônicas e textos jornalísticos. Como autor de livros, prosador e poeta, fez outras viagens, atemporais e imaginárias, atravessando a ponte literária que une ficção e realidade.

Livros[editar | editar código-fonte]

Com a autoria de doze livros,[1] Craveiro apresenta conteúdo literário com variantes entre poesia, crônicas, contos, narrativas e romances. A forma concisa elabora-se através de interpretações e experiências dos próprios leitores:

Capa Título Ano Categoria
O Homem Só 1959 Crônica
Prefácio da Cidade 1961 Crônica
A Mulher no Silêncio 1964 Crônica
A Voz Escrita 1968 Poesia
A Fábula da Guerra 1970 Crônica
O Pintor de Fêmeas 1976 e 1977 Poesia
As Sandálias do Tempo 1978 Crônica
Prefácio da Cidade 1991 Crônica
Os Olhos Azuis da Sombra[2] 2004 Romance
O Último Dia do Corpo 2005 Romance
Pássaro Feito de Pó 2007 Crônica
Boa Terra de Ódios 2007 Romance
O Boneco Íntimo[3] 2009 Romance

Músicas[editar | editar código-fonte]

A proximidade com as letras e expressividade com a palavra falada e escrita encaminharam-no como parceiro letrista de compositores musicais famosos:

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O Ordem do Infante D. Henrique

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências