Pontifício Colégio Pio Brasileiro

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O Pontifício Colégio Pio Brasileiro (em italiano Pontificio Collegio Pio Brasiliano) é um colégio sediado em Roma (Itália) mantido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e administrado pela Companhia de Jesus, dedicado à formação de sacerdotes diocesanos. Os religiosos realizam estudos de pós-graduação no campo da Teologia, da Filosofia e de outras ciências afins. Por meio dessas especializações e de várias outras atividades, os estudantes buscam o aperfeiçoamento de sua formação presbiteral. Depois, ao voltarem para o Brasil, uma vez terminados seus estudos, os padres se dedicam ao trabalho pastoral, seja nos seminários como professores e formadores, seja atuando em outras áreas: na pastoral paroquial, assessorias, pesquisa e, até no trabalho missionário.

História[editar | editar código-fonte]

O Pio Brasileiro foi inaugurado a 3 de abril de 1934, por vontade do Papa Pio XI (donde provém o nome de Pio) e do episcopado do Brasil, com um papel de destaque para o Cardeal Dom Sebastião Leme. Desde o início, a administração do mesmo foi confiada à Companhia de Jesus, que já dirigia o Colégio Pio Latino-americano, do qual o colégio foi desmembrado. A CNBB acompanha a vida do Colégio mediante um bispo para isso designado. Atualmente´, tal incumbência está a cargo de seu vice-presidente, D. Luís Soares Vieira. Já com a Santa Sé essa vinculação se concretiza por meio do relacionamento com a Congregação para a Educação Católica[1] .

Até os anos 70, o colégio era habitado, sobretudo por seminaristas maiores que vinham fazer em Roma seus cursos básicos de Filosofia e Teologia. A partir daquela década, foi pouco a pouco aumentando o número dos presbíteros destinados pelas dioceses para estudos acadêmicos de mestrado ou doutorado nas várias universidades pontifícias ou ateneus eclesiásticos de Roma. As áreas mais procuradas são: Teologia, Filosofia, Bíblia, Moral e Direito Canônico. Mas há estudantes também em outras áreas: Patrística, Espiritualidade, História Eclesiástica, Pastoral de Juventude e Catequese, Comunicação Social, Doutrina Social da Igreja, liturgia dentre outros[1] .

No ano de 2004 o Colégio completou 70 anos, o Colégio abrigou 128 sacerdotes, embora alguns já tenham retornado, depois de concluírem seu curso de doutorado. São provenientes de 88 dioceses e de 3 congregações religiosas. Destes, 111 vieram do Brasil. Os outros 17 são originários de onze países, espalhados por quatro continentes:

A média dos últimos anos tem girado em torno de 120 alunos, mas nem sempre foi assim. Durante a segunda guerra mundial, o número de seminaristas ficou reduzido a apenas 12, devido aos reais perigos da guerra submarina, já que a viagem do Brasil para o Colégio era feita por navio. Após o término do conflito, o número voltou a crescer, atingindo o número máximo de 130 alunos no ano 1954 e 1955. Desde o começo, já houve 1836 matrículas, relativas a 1688 alunos, já que alguns alunos freqüentaram o Colégio, mais de uma vez, para cursos diferentes.

Dos ex-alunos, 105 já se tornaram bispos, dos quais três foram eleitos cardeais; um sacerdote jesuíta, P. João Bosco Penido Burnier; outro ex-aluno, Dom Francisco Expedito Lopes, bispo de Garanhuns. Finalmente, é bom recordar, no ato da inauguração, a presença de Dom Orione.

O Colégio Pio Brasileiro constitui “um pedaço do Brasil em Roma”, na feliz expressão do Papa João Paulo II quando visitou o Colégio em 1982. Antes disso, o Papa Paulo VI já o havia visitado em 1964. O atual papa, Francisco, visitará o Colégio em data não definida de 2014[2] .

Ingresso[editar | editar código-fonte]

Para algum sacerdote poder matricular-se no Pio Brasileiro, ele deve ser enviado por seu bispo diocesano ou pelo Superior religioso, e ser recomendado por membros do Conselho Presbiteral. A manutenção dos padres é garantida pelas respectivas Dioceses, que contam com a ajuda de benfeitores através de bolsas de estudos.


Jubileu dos 75 Anos do Colégio[editar | editar código-fonte]

Em 3 de abril de 2009 foi celebrado o jubileu do 75º aniversário de fundação do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, cuja história tem sido escrita graças à dedicação e à generosidade de inúmeras pessoas. Toda a Igreja presente no Brasil é, pois, vivamente convidada a agradecer a Deus por esta frondosa árvore plantada na Cidade Eterna, às margens da Via Aurélia, que, no auge dos seus 75 anos, tem a alegria de contemplar o feliz cumprimento de sua missão na evidência de seus bons frutos: distintos e santos párocos, sábios professores dedicados ao magistério em seminários e faculdades e 123 bispos oferecidos à Igreja, dos quais quatro tornaram-se cardeais[3] .

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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