Regency TR-1

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Regency TR-1

Regency TR-1 foi o primeiro rádio a transistor de bolso da história.

Os laboratórios Bell estavam impedidos de expandir seu monopólio e entrar em outros mercados. Assim, passaram a licenciar suas patentes para outras empresas, estabelecendo uma taxa de 25 mil dólares para qualquer firma que quisesse produzir transistor.

Em 1952, a Texas Instruments conseguiu uma licença para produzir transístores com o objetivo de produzir um pequeno rádio de bolso. Quando tentou convencer a RCA e outras grandes empresas fabricantes de rádios de mesa a associar-se ao empreendimento, elas disseram que os consumidores não estavam desejando um rádio de bolso.

A Texas Instruments se aliou a uma pequena empresa de Indianapolis, que fabricava circuitos de antenas de TV, para juntas produzir o rádio que seria chamado de Regency TR-1. O rádio Regency, do tamanho de um pacote de fichas de arquivo, usava quatro transístores e custava 49,95 dólares. A princípio, era vendido em parte como um item de segurança, na guerra fria. “No caso de um ataque inimigo, seu Regency TR-1 se tornará um de seus bens mais valiosos”, lia-se no primeiro manual do proprietário. Mas logo ele se tornou um objeto de desejo dos consumidores e uma obsessão para os adolescentes. Em um ano foram vendidos 100 mil e o aparelho se transformou num dos produtos novos mais populares da história.[1]

O rádio transístor tornou-se o primeiro exemplo de tecnologia produzindo aparelhos de uso pessoal. O rádio não era mais um aparelho de sala de estar, de uso partilhado; era um aparelho que permitia ao indivíduo ouvir suas músicas preferidas, onde e quando quisesse. Com efeito, houve uma relação simbiótica entre o advento do rádio transístor e o surgimento do rock ‘n’ roll. A primeira gravação comercial de Elvis Presley, “That’s All Right”, coincidiu com o surgimento do Regency. A música nova e rebelde fez com que toda a garotada desejasse um rádio. E o fato de os rádios poderem ser levados para a praia ou para o porão, longe dos ouvidos reprovadores e dos dedos dos pais, que controlavam a sintonização, permitiu que a música florescesse. “O único desgosto que tenho em relação ao transístor é seu uso para o rock ‘n’ roll”, lamentou-se muitas vezes seu coinventor Walter Brattain.[2]

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  1. [www.regencytr1.com/images/Owners%20Manual20-%TR-1.pdf «regency»] Verifique valor |URL= (ajuda) (PDF) 
  2. «TRivia CORNER». www.regencytr1.com. Consultado em 20 de julho de 2015