Ribeirópolis

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Município de Ribeirópolis
Bandeira de Ribeirópolis
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Fundação 18 de dezembro 1933
Gentílico ribeiropolitano ou ribeiropolense
Padroeiro(a) Sagrado Coração de Jesus
Prefeito(a) Antônio Passos[1] (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Unidade federativa Sergipe
Mesorregião Sertão Sergipano IBGE/2008 [2]
Microrregião Carira IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Nossa Senhora Aparecida, Frei Paulo, Moita Bonita, Itabaiana e São Miguel do Aleixo
Distância até a capital 75 km
Características geográficas
Área 261,548 km² [3]
População 17 173 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 65,66 hab./km²
Altitude 293 m
Clima Tropical semi-arido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,613 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 85 451,298 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 5 295,36 IBGE/2008[6]

Ribeirópolis é um município brasileiro do estado de Sergipe.

História[editar | editar código-fonte]

Emancipada em 18 de Dezembro de 1933, Ribeirópolis antes era chamada de Saco do Ribeiro. Um pequeno lugarejo que pertencia à Vila de Itabaiana, hoje cidade. Segundo consta em alguns escritos da época, a povoação deu-se pelo fato de aumentar cada vez mais a comercialização na feira livre, ou seja, o comércio informal. Essa foi a razão maior pela qual vários habitantes chegaram a elevar tal lugar à categoria de cidade.

Segundo o Livro “Pedaços de Sua História”, de José Gilson dos Santos, “como acontece em muitos lugares, o marco de fundação nem sempre alcança o sucesso esperado, e a razão disso foi que a partir do ano seguinte, 1915, houve uma mudança no local da feira, passando para o lugar onde ainda hoje funciona, na atual Praça da Bandeira, que também necessitou de alguns reparos de limpeza, por ser um sítio de fruteiras, onde predominavam portentosas jaqueiras, embora também com reduzido número de casas nas imediações, mas aos poucos tomando forma de logradouro público...”.

Um aspecto hilariante foi a formação do nome, que pela lenda local, advém de um visitante forasteiro que habitava aqui e tinha um saco em mãos. Porém, todo o mistério e os questionamentos estão exatamente nos objetos que ele carregava como bagagem, já que nunca mostrou a ninguém e nem explicou o porquê deste saco. Para alguns, um cigano. Para os desconfiados, um ladrão “foragido”... E para a lenda: história. Pois é, saco, Ribeiro e cidade.

Nossa cidade também teve como aspecto forte e tradicional a religiosidade desde os primeiros habitantes que realizavam Santas Missões. Inclusive a primeira Santa Missão foi na casa do Sr. Manoel Joaquim de Santana, nascido por volta de 1860, mais conhecido por Manoel Maroto, homem rico da época que aproveitou e batizou os dois filhos do primeiro casamento, os gêmeos Francisco Joaquim de Santana e Maria Alice de Santana, isso nos idos de outubro/novembro de 1914. Hoje uma rua nas proximidades de sua antiga residência leva seu nome. Manoel Maroto, pelo seu segundo casamento com a sra. Maria da Soledade de Jesus, era avô da ex prefeita Evanira do Nascimento Barreto, mais conhecida como Uita Barreto e avô também da professora e poetisa Josefa da Soledade Nascimento( in memorian), professora Dade a qual empresta o nome ao auditório da biblioteca atual. Manoel Maroto teve quatorze filhos, sendo sete do primeiro casamento e sete do segundo, onde a filha caçula do segundo casamento a sra. Josefa Santana de Jesus que após seu casamento adotou o nome de Josefa Santana Nascimento.

Para termos uma ideia, alguns moradores como o senhor Maximino Oliveira doou um pequeno terreno para construção do Salão Paroquial, colaborando assim para o desenvolvimento da pequena localidade.

A igreja também foi uma construção que recebeu ajuda dos moradores. Sendo construída muito aos poucos por vários pedreiros inclusive um conhecido como Pedro Magro que segundo consta veio das bandas de Maruim e que tinha como servente Otoniel Revoredo do Nascimento, mais conhecido como o sacristão da época (pois ajudava na missa) o qual mais tarde veio a se casar com a cantora da mesma igreja a Sra. Josefa Santana Nascimento conhecida como Zefa de Soledade. Ele era filho de Nanan costureira e ela a filha caçula de Manoel Maroto. Segundo Otoniel, após o dia de trabalho ao anoitecer mergulhava os "cipós" em água para não ressecar e quebrar, para então no outro dia amarrar os andaimes da construção da torre, visto que era assim que se faziam as amarras dos andaimes. Nessa mesma Igreja do Sagrado Coração de Jesus em 07 de maio de 1950, Zefa e Otoniel trocaram alianças de noivos para casados, em 1975 trocaram novamente para as Bodas de Prata e no ano 2000, para Bodas de ouro. Já em 2010, fizeram as Bodas de Diamante, não conseguindo completar as bodas de Mercúrio aos 69 anos, visto que, faltavam apenas dois meses e meio. Veio o século XXI e no dia 14 de fevereiro de 2016, aos 90 anos o então sacristão Otoniel de Nanan, após 69 anos de convivência com a sua cantora predileta, deixa essa vida para entrar na eternidade. E nove meses depois a Zefa "Boazinha" também deixa esse mundo para ir viver junto ao seu amor maior em outra dimensão, deixando aqui uma história de vida simples, mas verdadeira, feliz e muito bonita. E assim a nossa Ribeirópolis segue fazendo e contando histórias de seus habitantes.

Panorama histórico

Ribeirópolis era conhecida primitivamente como Saco do Ribeiro e pertencia ao território de Itabaiana. O primeiro núcleo demográfico que originou no município de Ribeirópolis foi consequência da invasão de holandeses na região de Itabaiana. Porém Saco do Ribeiro não acompanhou o desenvolvimento de Itabaiana. Os primeiros sinais de progresso local foram observados somente no final da década de 20. A partir do algodão e do gado, ocorreu um desenvolvimento nas fazendas e no povoado. Notando a participação da região quanto aos impostos, surgiu o desejo de independência. Em 1932 convidaram o interventor do estado de Sergipe, Augusto Maynard Gomes, para visitar Saco do Ribeiro, este ficou entusiasmado com o que viu. O major Rosendo Monteiro (Sinhorzinho da Batinga) entrou em acordo com Maynard, este propôs que se a tarifa de imposto de Ribeirópolis fosse menos que a de Itabaiana ele completaria a quantia. Em 18 de dezembro de 1933, a região deixou de ser chamada povoado Saco do Ribeiro e foi denominada Vila Ribeirópolis.

De 1º de janeiro de 1934 a 9 de abril de 1935 Ribeirópolis foi administrado pelo primeiro intendente: Felino Bomfim. Depois a cidade foi administrada por Manoel Alvez de Oliveira (Manoel Moqueca), seguido de José Robustiano Menezes. Somente em 15 de dezembro de 1934 foi empossado o primeiro prefeito eleito Fenelon Francisco dos Santos, juntamente com os primeiros vereadores. Em 28 de março de 1938, a Vila de Ribeirópolis foi denominada cidade.

A família Passos faz parte da história política e do desenvolvimento da cidade. Francisco Modesto dos Passos (Chico Passos) foi prefeito do município e deputado estadual por oito mandatos consecutivos. Seu filho, Antônio Passos Sobrinho é advogado, foi prefeito duas vezes e atualmente é o prefeito de Ribeirópolis. A psicóloga Fátima Regina Céspedes Passos (esposa de Antônio Passos) foi a primeira mulher a chefiar o Poder Executivo. Ela foi prefeita entre 1996 e 2004 (foi reeleita em 2000). Regina também foi secretária municipal, diretora do Hospital e Maternidade Dr. Carlos Firpo e assumiu uma pasta na gestão do ex-governador João Alves (DEM). Ela foi Secretária de Estado de Políticas Públicas para a Mulher.

As principais obras da sede e dos povoados foram edificadas no período de Antônio e Regina Passos.

Seus principais povoados são: Serra do Machado, Fazendinha, Lagoa das Esperas, Queimada, Pinhão, Esteios, Malhada das Capelas, Caenda, Riachinho, Velame, Milagres, Serra Redonda, Sítio Velho e Serrinha.

Ribeirópolis está localizada na microrregião Agreste de Carira.

A hidrografia é constituída pela Bacia do rio Sergipe e pelo rio Jacoca.

Atualmente o prefeito da cidade é Antônio Passos e o vice Pedrinho da topic.

Em termos econômicos a principal atividade é a agricultura (algodão, mandioca, feijão, batata doce e amendoim). Apresenta a criação de rebanhos bovinos, ovinos, suínos e equinos. A feira é realizada nas segundas-feiras onde se vende toda a produção local. Existem atualmente uma fábrica: Indústria Têxtil Itabaiana Ltda. (produção de algodão). Foi fechada recentemente a fábrica Azaleia (produção de calçados). Fontes de receita presentes na cidade: IPTU, ICMS, ISS, IPVA, FNDE, etc.

Quanto às festas destacam-se: Festa de Reis, Festas Juninas, Festa do padroeiro Sagrado Coração de Jesus, Ribeirópolis Folia (bloco pré-carnavalesco). No folclore, o Grupo Folclórico "As Caretas" (idealizada pelo ex-prefeito Robustiano Menezes) e a Quadrilha Junina Cangaceiros Carcará. Setor educacional apresenta: 9 escolas na cidade e demais nos povoados.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 10º32'22" sul e a uma longitude 37º25'00" oeste, estando a uma altitude de 293 metros. Sua população estimada em 2010 era de 17.173 habitantes.

Possui uma área de 26.364 km².

Educação[editar | editar código-fonte]

Ribeirópolis possui escolas públicas e privadas, sendo as principais os Colégios Estaduais João XXIII e Abdias Bezerra e os Colégios Municipais Josué Passos e Leniza Menezes de Jesus.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeito eleitos no Sergipe. Página visitada em 22/01/2013.
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 26 de agosto de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
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