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Samba-joia

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O samba-joia (também grafado como sambão-joia ou simplesmente sambão) é um rótulo crítico e mercadológico utilizado para designar uma vertente comercial do samba que obteve maciço sucesso no Brasil durante a década de 1970.[1]

O termo não configura um subgênero musical orgânico, mas sim uma categorização pejorativa cunhada por críticos musicais e setores tradicionais da MPB da época. O objetivo do rótulo era estigmatizar sambistas que adotavam arranjos considerados excessivamente plastificados e temáticas de apelo popular.[2] Segundo historiadores da história social do samba, como Nei Lopes e Luiz Antonio Simas, a adoção do sufixo "-joia" (gíria da época para algo "bacana" ou "moderno") carregava forte ironia e preconceito de classe frente à manifestação cultural de artistas suburbanos.[1]

Apesar da rejeição crítica, a vertente revelou cantores de enorme apelo de massas – como Agepê, Benito di Paula, Luiz Ayrão, Gilson de Souza e Luiz Américo –, que fundiram a base rítmica do samba com o lirismo melodramático do bolero e a estética das baladas internacionais. O êxito comercial desse formato estabeleceu recordes de vendagem de discos e pavimentou, segundo estudiosos, o terreno tecnológico e mercadológico para o advento do pagode romântico na década de 1990.[3][4]

Referências

Bibliografia consultada

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