Speicherstadt

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pix.gif '''Speicherstadt, Kontorhausviertel e Chilehaus, em Hamburgo *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Speicherstadt abends.jpg
Wandrahmsfleet à noite
País  Alemanha
Tipo Cultural
Critérios iv
Referência 1467
Região** Europa
Coordenadas 53° 32′ N 9° 59′ E
Histórico de inscrição
Inscrição 2015  (39ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
Vista aérea dos armazéns permeados pelos canais e ruas
Vista aérea do Speicherstadt

Speicherstadt (Pronúncia em alemão: [ˈʃpaɪ̯çɐˌʃtat], literalmente: 'Cidade dos Armazéns') em Hamburgo, na Alemanha é o maior bairro de armazéns do mundo, onde os mesmos são construídos sob alicerces de madeira. Foi construído entre 1883 e 1927.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Casas e canais
Vista panorâmica do Speicherstadt.

O Speicherstadt localiza-se no Porto de Hamburgo e tem 1,5 km (0 93 mi) de comprimento, permeado por vários canais.

História[editar | editar código-fonte]

Desde 1815, a cidade independente e soberana de Hamburgo era membro da Confederação Alemã, a associação dos estados da Europa Central criados pelo Congresso de Viena, mas não era membro do Zollverein. Com o estabelecimento do Império Alemão em 1871, Hamburgo não poderia ser uma zona de livre comércio e parte do Império Alemão. Graças aos tratados de 1888 Hamburgo era parte dos acordos alemães e um porto livre foi estabelecido.[1]

Em 1883 a demolição do Kehrwieder começou e mais de 20,000 pessoas precisaram se realocar. De 1885 a 1888 a primeira parte foi construída e gerenciada pela Freihafen-Lagerhaus-Gesellschaft. Em 1991 foi listada como patrimônio protegido,[2] e desde 2008, faz parte do HafenCity[3] Na tentativa de revitalizar a porção interna da cidade, o Governo de Hamburgo iniciou o desenvolvimento da área de Hafencity, com a construção do Elbe Philharmonic Hall.[4]

Durante a Segunda Guerra Mundial, o bombardeio de Hamburgo destruiu cerca de 50% da Speicherstadt. Algumas das estruturas completamente destruídas foram reconstruídas. Hoje são a localização do "Hanseatic Trade Center".[5]:13

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Many houses
Seção da Speicherstadt de 1888.
A red brick multi-storey house in Neo-Gothic style with little towers and other ornamental features.
Fachada de um armazém

Os armazéns foram construídos com diferentes estruturas de suporte, mas Andreas Meyer criou uma camada externa de tijolos vermelhos baseado em arquitetura Neo-gótica com torres, alcovas e ornamentos de terracota. Os armazéns eram construções com entradas tanto da água quanto da terra.[2] Um dos mais velhos armazéns é o Kaispeicher B do International Maritime Museum.

Hafenrathaus ('Harbour City Hall') em Speicherstadt

Uso[editar | editar código-fonte]

O Speicherstadt é uma atração turística em Hamburgo. Lá existem vários museus como o Deutsches Zollmuseum (de), Miniatur Wunderland, Hamburg Dungeon, e o Afghan Museum.

As construções também são usadas como armazéns. No ano de 2005, as empresas do Speicherstadt manipulavam cerca de um terço da produção mundial de carpetes e outras comoditties como cacau, café, chá, especiarias, equipamentos marítimos e eletrônicos.[2]

UNESCO[editar | editar código-fonte]

A UNESCO inscreveu Speicherstadt, Kontorhausviertel e Chilehaus, em Hamburgo como Patrimônio Mundial por "exemplificar os efeitos do crescimento rápido no comércio internacional no final do Século XIX e início do Século XX"[6]


  1. Prange, Carsten (2005). «Zollanschluß». In: Franklin Koplitzsch and Daniel Tilgner. Hamburg Lexikon (em German) 3 ed. Ellert&Richter. p. 538. ISBN 3-8319-0179-1 
  2. a b c Prange, Carsten (2005). «Speicherstadt». In: Franklin Koplitzsch and Daniel Tilgner. Hamburg Lexikon (em German) 3 ed. Ellert&Richter. pp. 444–445. ISBN 3-8319-0179-1 
  3. «Gesetz über die räumliche Gliederung der Freien und Hansestadt Hamburg (RäumGiG) [Act of the areal organisation]» (em German). 6 de julho de 2006. Consultado em 30 de outubro de 2009 
  4. Jörn Weinhold (2008). Martina Heßler and Clemens Zimmermann, ed. Port Culture: Maritime Entertainment and Urban Revitalisation, 1950–2000. Frankfurt am Main: Campus Verlag. pp. 179–201. ISBN 978-3-593-38547-1 
  5. «Speicherstadt Hamburg Entwicklungskonzept (German)» (PDF). Hamburg Behörde für Stadtentwicklung und Umwelt. Abril de 2012. Consultado em 5 de julho de 2015 
  6. Speicherstadt, Kontorhausviertel e Chilehaus, em Hamburgo. UNESCO World Heritage Centre - World Heritage List (whc.unesco.org). Em inglês ; em francês ; em espanhol. Páginas visitadas em 06/09/2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Batz, M. (2002). «Urbane Light Germany Speicherstadt, Hamburg, the largest historical warehouse complex in the world, has become a softly-glowing night-time panorama». International Lighting Review, (12,): 14–19. OCLC 193350885 
  • Lawrenz, Dierk; von Borstel, Christiane (2008). Die Hamburger Speicherstadt (em German). Freiburg, Br: EK-Verlag. ISBN 978-3-88255-893-7 
  • Meyn, Boris (2003). Die rote Stadt: ein historischer Kriminalroman (em German). Reinbek: Rowohlt. ISBN 978-3-499-23407-1  A historical detective story.
  • Lange, Ralf; Hampel, Thomas (2004). Speicherstadt und HafenCity: zwischen Tradition und Vision (em German). Hamburg: Elbe-und-Flut-Ed., Hampel und Hettchen. ISBN 978-3-7672-1440-8 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]