Sylvia Telles

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Sylvia Telles
Informação geral
Nascimento 27 de agosto de 1934
Origem Rio de Janeiro, RJ
Morte 19 de dezembro de 1966 (32 anos)
Nacionalidade brasileira
Instrumento(s) voz
Período em atividade 1954 — 1966

Sylvia D'Atri Telles (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1934Maricá, 19 de dezembro de 1966), conhecida simplesmente por Sylvia Telles, foi uma cantora e compositora franco-brasileira, considerada uma das maiores intérpretes da bossa nova e da MPB.

A maioria de seus discos está fora de catálogo, o que dificulta o seu conhecimento pelas gerações recentes. Porém, ocasionalmente é lançada uma compilação com algumas de suas inúmeras gravações.

Segundo matéria publicada em O Globo e assinada por João Máximo, "Sylvinha foi uma das melhores intérpretes da moderna música brasileira, entendendo-se como tal a que vai de Ponto final - com Dick Farney e Amargura, com Lúcio Alves, até as canções que Tom e Vinicius fizeram depois de Orfeu da Conceição".

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Sylvia era filha da francesa Maria Amélia D'Atri e do carioca Paulo Telles, um grande apreciador da música clássica. Seu irmão mais velho, Mário Telles, também atuava com música.

Ela estudou no Colégio Sagrado Coração de Maria e sonhava se tornar bailarina, mas, ao realizar um curso de teatro, descobriu que seu talento era realmente cantar.

Carreira e vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1954, Billy Blanco, amigo da família, notou o dom de Sylvinha, seu apelido carinhoso, e apresentou-a a amigos músicos. Nas reuniões que eles faziam, pôde conhecer os grandes nomes do rádio da época, tais como Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, que a ajudou a encontrar trabalho em boates para o início de sua carreira profissional. Nessa época, conheceu seu primeiro namorado, o cantor e violonista João Gilberto, amigo de Mário; o relacionamento acabou porque a família Telles não gostava do jovem, que vivia de favor na casa dos outros.[1]

No ano seguinte, o comediante Colé a convidou para participar de um musical, chamado Gente bem e champanhota, apresentado no Teatro Follies de Copacabana. Na ocasião, o músico e advogado José Cândido de Mello Mattos, o Candinho, acompanhou Sylvinha na canção Amendoim Torradinho, composta por por Henrique Beltrão. Sylvia e Candinho se apaixonaram e iniciaram um relacionamento amoroso.

A atuação de Sylvinha neste espetáculo chamou a atenção da gravadora Odeon, que a contratou como artista exclusiva. Em junho de 1955 ela gravou "Amendoim torradinho", faixa que obteve bastante destaque nas rádios e que a levou a ser premiada como Cantora revelação de 1955, prêmio outorgado pelo jornal O Globo.

Sylvinha e Candinho casaram-se em 1955, após alguns meses de namoro. Em 1957 tiveram sua única filha, Cláudia Telles. Em 1956, ela e seu marido apresentaram pela TV Rio o programa Música e romance, recebendo como convidados Tom Jobim, Dolores Duran, Johnny Alf e Billy Blanco. Em 1958, o casal se separou.

Ainda em 1958, o local de encontro dos músicos passou a ser o apartamento de Nara Leão, então com quinze anos de idade. Ronaldo Bôscoli, que frequentava as reuniões, atuava como produtor musical do grupo. Sylvia Telles, que já era um nome conhecido, foi então chamada para participar de um espetáculo no Grupo Universitário Hebraico, juntamente com Carlos Lyra, Roberto Menescal, entre outros. Foi neste show, "Carlos Lyra, Sylvia Telles e os seus Bossa nova", que a expressão "bossa nova" foi divulgada pela primeira vez.

Sylvinha Telles chegou a fazer turnês em outros países, como Estados Unidos, Suíça, França e Alemanha.

Em 1960 Sylvia casou-se pela segunda vez em Las Vegas, com seu então noivo, o produtor musical Aloysio de Oliveira. O casal assinou a separação em 1964.

Acidente[editar | editar código-fonte]

Em 1964 Sylvia sofreu um acidente de carro, enquanto voltava de um show, quando dormiu ao volante, somente sofrendo algumas escoriações.[2]

Morte[editar | editar código-fonte]

Aos 32 anos de idade, em 1966, Sylvia Telles sofreu seu segundo acidente de automóvel, desta vez na Rodovia Amaral Peixoto, no município de Maricá. Ela estava em companhia de seu namorado Horacinho de Carvalho, filho da socialite Lily de Carvalho Marinho, com quem namorava e iria passar um fim de semana na cidade, o que seria uma despedia para ambos, pois Horacinho ficara noivo de outra moça e Sylvia iria gravar um disco em Nova York pela Kapp Records. O jovem também morreu no acidente. Eles se dirigiam à fazenda de Horacinho para passar o fim de semana, mas o rapaz dormiu ao volante, e o carro capotou. [3][4]

Apresentações[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1955 - Amendoim torradinho (Henrique Beltrão)/Desejo (Garoto/José Vasconcelos/Luiz Cláudio) - 78 rpm - gravadora Odeon.
  • 1955 - Menina (Carlos Lyra)/Foi a noite (Tom Jobim/Newton Mendonça - 78 rpm - gravadora Odeon.
  • 1957 - Carícia - incluindo a canção "Chove lá fora" Tito Madi - LP/CD - gravadora Odeon.
  • 1958 - Silvia - incluindo a música "Estrada do sol" (Tom Jobim/Dolores Duran) - LP/CD - gravadora Odeon.
  • 1958 - Silvia Teles e Luiz Bonfá - EP - gravadora Odeon.
  • 1959 - Amor de gente moça - incluindo as canções "Só em teus braços" (Tom Jobim) e "A felicidade" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) - LP/CD - gravadora Odeon. Consagrou-a como cantora profissional.
  • 1959 - Canta para gente moça - EP - gravadora Odeon.
  • 1960 - Amor em Hi-Fi - LP/CD - gravadora Philips.
  • 1961 - Sylvia Telles U.S.A. - LP/CD - gravadora Philips.
  • 1962 - Bossa nova mesmo - Carlos Lyra, Laís, Lúcio Alves, Vinicius de Moraes e o conjunto Oscar Castro Neves - LP - gravadora Philips.
  • 1963 - Bossa, balanço, balada - LP/CD - gravadora Elenco.
  • 1964 - Bossa session - Lúcio Alves e Roberto Menescal e o seu conjunto - LP/CD - gravadora Elenco.
  • 1964 - It might as well be spring - LP/CD - gravadora Elenco).
  • 1964 - The face I love - LP/CD - gravadora Knapp (atual Universal Records) (versão americana do LP "It might as well be spring").
  • 1965 - The music of Mr. Jobim by Sylvia Telles - LP/CD - gravadora Elenco.
  • 1965 - Sylvia Telles sings the wonderful songs of Antonio Carlos Jobim - LP/CD - gravadora Knapp (atual Universal Records) (versão americana do LP "The music of Mr. Jobim by Sylvia Telles").
  • 1966 - Reencontro - Edu Lobo, Tamba Trio e o Quinteto Villa-Lobos - LP/CD - gravadora Elenco.
  • 1966 - Folklore e Bossa Nova do Brasil - com Edu Lobo, Rosinha de Valença e outros - LP/CD - Gravadora Saba (Alemanha).

Tributo[editar | editar código-fonte]

  • 1997 - Por causa de você - dedicado à Sylvinha Telles - Claudia Telles - CD - Gravadora CID.

Referências

  1. Obaoba.com.br http://www.obaoba.com.br/noticias/revistao/253/sylvia-telles.asp  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  2. Bossanova.folha.com.br http://bossanova.folha.com.br/autores-15-biografia.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. Bossanova.folha.com.br http://bossanova.folha.com.br/autores-15-biografia.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. CASTRO, Ruy (2001). Chega de Saudade. Rio de Janeiro: Companhia das Letras. 372 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]