Teófilo I de Alexandria

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Teófilo I de Alexandria
Nascimento Desconhecido
Egito
Morte Desconhecido
Egito
Sepultamento Alexandria
Cidadania Egito
Ocupação sacerdote
Religião cristianismo ortodoxo
Ruínas de Alexandria

Teófilo de Alexandria (m. 412) foi um Patriarca de Alexandria, no Egito, de 385 até a sua morte. Ele é considerado um santo pela Igreja Ortodoxa Copta.

Ele foi um Papa copta num tempo de conflitos entre a maioria cristão, que acabara de se tornar dominante, e o establishment em Alexandria, cada grupo apoiado por um segmento da população. Edward Gibbon descreveu-o como "...o perpétuo inimigo da paz e da virtude, um homem mau e corajoso, cujas mãos estavam poluídas ora com ouro e ora com sangue.".[1]

Destruição dos templos em Alexandria[editar | editar código-fonte]

Em 391, Teófilo (de acordo com Rufino e Sozomeno) descobriu um templo pagão clandestino. Ele e seus seguidores mostraram os artefatos religiosos pagãos de maneira jocosa para o público, o que ofendeu os pagãos o suficiente para provocar um ataque aos cristãos. A facção cristã contra-atacou, forçando os pagãos a recuarem para o Serapeu. O imperador romano enviou uma carta à Teófilo pedindo-lhe que oferecesse o perdão aos pagãos e a destruição do templo. De acordo com Sócrates Escolástico, um contemporâneo, este último pedido foi adicionado após insistentes pedidos de Teófilo. Ele prossegue:

Aproveitando a oportunidade, Teófilo levou o pedido às últimas consequências... ele limpou o mitreu (mithraeum) também... e então destruiu o Serapeu e fez com que os falos de Príapo fossem levados através do fórum... os templos pagãos ... foram assim arrasados até o chão e as imagens dos deuses deles foram derretidas e transformadas em potes e outros utensílios para uso nas igrejas de Alexandria.
 
Sócrates Escolástico, História Eclesiástica, V.16[2].

A destruição do Serapeu acarretou também a destruição da Biblioteca de Alexandria que nele se integrava (a 2ª, conhecida por Biblioteca Filha, pois a 1ª, a Grande Biblioteca, fora destruída acidentalmente pelos romanos liderados por Júlio César). Este evento foi visto por muitos autores, modernos e antigos, como representativo do triunfo do Cristianismo sobre as demais religiões da época. De acordo com João de Niquiu, no século VII, quando a filósofa Hipátia foi linchada e esfolada por um horda de monges coptas (os parabolanos) de Alexandria, eles aclamaram o sobrinho de Teófilo e seu sucessor, Cirilo como o "...o novo Teófilo, pois ele destruiu os últimos resquícios de idolatria na cidade.".[3]

Teófilo então se voltou contra os seguidores de Orígenes após tê-los apoiado por um tempo. Depois, ele foi, juntamente com seu sobrinho, Cirilo, até Constantinopla, onde presidiu o Concílio do Carvalho que depôs João Crisóstomo.

Obras sobreviventes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Ágora (Alexandria BRA ou Ágora POR) - filme sobre a morte de Hipátia e a destruição do Serapeu.
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(385 - 412)
Precedido por: Gold Christian cross.svg
Lista dos patriarcas / papas de Alexandria
Sucedido por:
Timóteo 23.º Cirilo

Referências

  1. Gibbon, Edward. The Decline and Fall of the Roman Empire (em inglês). 2. Nova Iorque: The Modern Library. pp. 57ff 
  2. «16». História Eclesiástica. Demolition of the Idolatrous Temples at Alexandria, and the Consequent Conflict between the Pagans and Christians. (em inglês). V. [S.l.: s.n.]  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  3. João de Niquiu. «84.87-103». Crônicas. O linchamento de Hipátia (em inglês). [S.l.: s.n.] Consultado em 13 de fevereiro de 2011. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]