Tenente José Augusto Vinhaes

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Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Tenente José Augusto Vinhaes (décima oitava assinatura). Acervo Arquivo Nacional
José Augusto Vinhaes (São Luís - MA, 7 de janeiro de 1858 – Rio de Janeiro - RJ, 29 de dezembro de 1941) foi um militar, jornalista, líder operário e político brasileiro.

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Entrou para a Escola da Marinha em dezembro de 1875. Depois de tornar-se Guarda-Marinha, em 1878, prosseguiu na carreira até o posto de 1º tenente, desligando-se em 1890 por motivo de saúde. Retornou à corporação em 1902, como oficial honorário, para integrar a redação da Revista Marítima Brasileira (RMB). Em 1933 foi promovido a capitão de mar e guerra honorário, assumindo a diretoria da Biblioteca da Marinha. Retirou-se definitivamente da corporação no ano seguinte.[1] [2]

Carreira na imprensa[editar | editar código-fonte]

Como jornalista colaborou em O Globo, de Quintino Bocaiúva. Em 1884 passou para O Paiz, envolvendo-se com a campanha abolicionista e republicana sob a batuta de Bocaiúva, que também viera para o novo jornal. Permaneceu em O Paiz até meados de 1890, quando se envolveu com os primeiros movimentos operários da República. Mais tarde, enquanto redator da RMB, colaborou em diversos jornais do Rio de Janeiro, principalmente no Correio da Manhã e Jornal do Brasil..[1]

Atuação política[editar | editar código-fonte]

Na proclamação da República foi nomeado por Deodoro da Fonseca para ocupar os Telégrafos.
Como líder operário criou, em 1890, o Centro do Partido Operário e fundou o Banco dos Operários. [3]
Foi eleito deputado pelo então Distrito Federal participando da redação da constituição brasileira de 1891. Durante o seu mandato teve participação importante no movimento que levou à renúncia de Deodoro em novembro desse ano. Em 1893 aliou-se ao Almirante Custódio de Melo na Revolta da Armada contra Floriano Peixoto. Voltou do exílio na Argentina em 1895.[4]
Em 1900 foi acusado de liderar uma conspiração para derrubar o presidente Campos Sales, mas foi absolvido pela justiça juntamente com os outros envolvidos. [5]

Família[editar | editar código-fonte]

Foi casado por mais de cinquenta anos com a atriz russo-francesa Blanche Grau (Blanche Henriete Pfahler: 1863-1951) com quem teve vários filhos.[6]
.

Referências

  1. a b VELHO SOBRINHO
  2. BRASIL;Ministério da Marinha;SDM
  3. PÁDUA
  4. ABRANCHES
  5. BRASIL; Juizo Federal
  6. ABREU

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

VELHO SOBRINHO, J.F. Dicionário bio-bibliográfico brasileiro; RJ; Pongetti; 1937.
ABRANCHES, Dunshee Atas e atos do governo provisório; Brasília; Senado Federal (edição fac-similar); 1998.
ABRANCHES, Dunshee. Governos e congresso da República dos Estados Unidos do Brasil; SP; 1918.
PÁDUA, José Augusto Valladares. A capital, a república e o sonho: a experiência dos partidos operários de 1890; in Dados-Revista de Ciência Sócias; RJ; Vol. 28; nº 2; 1985.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Anais.
BRASIL. Ministério da Marinha. Revista Marítima Brasileira.
BRASIL. Ministério da Marinha. Serviço de Documentação da Marinha - SDM.
BRASIL. Juízo Federal. A conspiração; RJ; Imprensa Nacional; 1900.
ABREU, Brício de. Esses populares tão desconhecidos; RJ; Raposo Carneiro; 1963.