O Paiz

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O Paiz
A sede de "O Paiz", na esquina da R. Sete de Setembro com a Av. Central, hoje Av. Rio Branco.
Slogan "A folha de maior circulação e maior tiragem da América do Sul"
Fundação 1884
Término de publicação 1930


O Paiz foi um periódico matutino publicado no Rio de Janeiro, entre o último quartel do século XIX e a Revolução de 1930.

História[editar | editar código-fonte]

Fundado pelo imigrante português João José dos Reis Júnior, mais tarde agraciado com o título de conde de São Salvador de Matosinhos, circulou entre 1 de Outubro de 1884 e 1930. Seu primeiro redator-chefe foi Rui Barbosa, que, após apenas três dias no cargo, foi substituído por Quintino Bocaiúva (1836-1912), então presidente do Partido Republicano, que ficou no cargo de 1885 até ao início do século XX.

Por contar com lideranças republicanas na chefia das redações foi, ao lado de "A Gazeta Nacional", um importante veículo da causa abolicionista no país e da ideologia republicana, durante toda a chamada República Velha, ou República do Café com Leite, período que vai até 1930.

Escreveram nas páginas, entre outros, Rui Barbosa, Fernando Lobo, Anésia Pinheiro Machado, Joaquim Serra, Alcindo Guanabara, Urbano Duarte e Joaquim Nabuco. Nabuco, apesar era da causa abolicionista, mas divergia da linha política de O Paíz, pois era Monarquista. Por motivos de divergências com Quintino Bocaiúva parou de escrever n'O Paiz.

Até o início do século XX funcionou na antiga sede de O Cruzeiro, na Rua do Ouvidor. Com a construção da Avenida Central, sua sede foi transferida para um prédio construído especialmente para ele na esquina da nova avenida com a Rua Sete de Setembro. Foi lá que em 1908, o repórter Gustavo de Lacerda fundou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Em 1930 um incêndio destruiu a sede. Acredita-se que o sinistro ocorreu por causa da oposição ao golpe de estado liderado por Getúlio Vargas, que culminou com a deposição do presidente Washington Luís em 24 de outubro de 1930. Naquele ano o jornal deixou de circular. Antônio Augusto Alves de Souza, o último proprietário e principal editorialista, foi obrigado a exilar-se e, até à sua morte, nunca mais pôde assinar um artigo na imprensa brasileira.

A Biblioteca Nacional do Brasil guarda uma sequência de exemplares do periódico até à data de 13 de fevereiro de 1934, sob a direção do jornalista Alfredo Neves.[carece de fontes?]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]