Uniqlo

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UNIQLO
株式会社ユニクロ
Tipo Subsidiária
Slogan “Made for all”[1]
(em Inglês)
Indústria Têxtil
Varejo
Fundação 1949 (68 anos) em Ube,
Yamaguchi,  Japão
Fundador(es) Tadashi Yanai
Sede Minato, Tóquio,  Japão
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s) Fast Retailing Co.
Faturamento Aumento U$$ 12 bilhões (2012)[2]
Website oficial Uniqlo.com

Uniqlo Co. Ltd. (株式会社ユニクロ Kabushiki-gaisha Yunikuro) é uma empresa multinacional do Japão que cria, desenvolve e confecciona roupas casuais. Se tornou subsidiária da Fast Retailing em 2005 e atua em mais de 17 países.[3] É a terceira maior rede de fast-fashion do mundo, depois da Zara e da H&M.[4]

Em 25 de Setembro de 2012, inaugurou a maior loja da rede em um shopping, com 3.994 m² e dois andares no Westfield Garden State Plaza Mall de Nova Jersey.[5][6] No mesmo ano, houve a inauguração da 9º maior loja conceito do mundo e a maior da rede no bairro de Ginza de Tóquio, com 5.000 m² e 12 andares.[7][8]

Em 07 de Julho de 2017, a empresa inaugurou sua nova sede próxima da futura vila dos atletas dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.[9] A Uniqlo City Tokyo possui 16.500 m² de área e mais de 1.000 empregados de 20 nacionalidades, além de espaços decorados com os embaixadores globais da marca Adam Scott e Kei Nishikori.[10]

Pela falta de trabalhadores do comércio varejista no Japão, a empresa possui diversas políticas de retenção e contratação de funcionários. Em 2015, propôs para seus funcionários uma jornada semanal de três dias de folga[11], além da contratação de imigrantes e refugiados.[12][13]

Críticas e Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Loja da Uniqlo em Pequim.

Em Janeiro de 2015, em uma visita de inspeção a fornecedores da empresa na China, foram encontrados empregados com jornadas de trabalho excessiva, baixos salários, condições degradantes e ambiente punitivo e opressivo.[14][15] Após tomar conhecimento do fato, a empresa se comprometeu a melhorar as condições de trabalho das empresas fornecedoras.[16] Meses depois, um relatório divulgado concluiu que as medidas tomadas foram apenas parcialmente bem sucedidas e os abusos continuaram a acontecer.[17][18]

Um vídeo online de um casal tendo relações sexuais em uma provador de uma loja da Uniqlo em Pequim se tornou popular entre internautas da China em meados de 2015, a polícia prendeu 5 pessoas próximas ao caso, alegando que o casal e as outras três pessoas que compartilharam o vídeo "feriram severamente os valores socialistas".[19] O jornal The New York Times noticiou que a fachada da loja se tornou popular após o fato, com diversas pessoas posando para fotos nas posições mostradas no vídeo.[20]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Uniqlo Press Release. «UNIQLO Launches new creative brand campaign worldwide» (em inglês). Uniqlo.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2017 
  2. Seth Stevenson (31 de agosto de 2012). «Dono da japonesa Uniqlo quer vestir o mundo todo». The Wall Street Journal. Consultado em 17 de fevereiro de 2017 
  3. Fast Retailing (26 de fevereiro de 2016). «Interview with the CEO». Fastretailing.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2017 
  4. Krystina Gustafson (29 de abril de 2017). «As retailers close stores, the world's third-largest apparel player takes another run at the US» (em inglês). CNBC. Consultado em 10 de julho de 2017 
  5. «UNIQLO Opens Store in Westfield Garden State Plaza Mall in NJ» (em inglês). PR Newswire. 25 de outubro de 2012. Consultado em 10 de julho de 2017 
  6. Marianne Wilson (20 de agosto de 2012). «Uniqlo to relaunch mall expansion with opening of store in Westfield Garden Plaza» (em inglês). Chain Storage Age. Consultado em 10 de julho de 2017 
  7. Uniqlo Press Release (19 de dezembro de 2011). «UNIQLO to Launch Largest Global Flagship Store in Ginza» (em inglês). Uniqlo.com. Consultado em 10 de julho de 2017 
  8. Redação Bom Dia Brasil (16 de março de 2012). «Inauguração da maior loja do mundo da Uniqlo atrai multidão em Tóquio». Bom Dia Brasil. Consultado em 10 de julho de 2017 
  9. EFE (7 de julho de 2017). «Ciudad Uniqlo, el corazón textil del gigante asiático» (em espanhol). El País. Consultado em 10 de julho de 2017 
  10. Marta O. Craviotto (30 de julho de 2017). «Ciudad Uniqlo, el corazón de la rival asiática de Zara» (em espanhol). La Capital de Mar Del Plata. Consultado em 10 de julho de 2017 
  11. Redação Exame (20 de agosto de 2015). «Uniqlo propõe três dias de folga semanal a seus funcionários». Exame. Consultado em 10 de julho de 2017 
  12. Paula Sakamoto (26 de novembro de 2015). «Uniqlo irá contratar 100 refugiados para trabalhar em lojas da rede». IPC Digital. Consultado em 10 de julho de 2017 
  13. Redação (4 de fevereiro de 2011). «Uniqlo planeja contratar mais de mil funcionários estrangeiros». Alternativa. Consultado em 10 de julho de 2017 
  14. Kyodo. «Court tosses Uniqlo defamation lawsuit» (em inglês). Japan Times. Consultado em 11 de julho de 2017 
  15. War on Want (23 de fevereiro de 2015). «The reality behind Uniqlo's corporate social responsability promises» (em inglês). Waronwant.com. Consultado em 11 de julho de 2017 
  16. John Kell (16 de janeiro de 2015). «Uniqlo owner promises to improve working conditions in China» (em inglês). Fortune. Consultado em 11 de julho de 2017 
  17. Kyodo. «China labor groups chide Uniqlo over continued worker abuses, pollution» (em inglês). Japan Times. Consultado em 11 de julho de 2017 
  18. Press Release SACOM (26 de novembro de 2015). «Report Revised Edition 2016 Unveiling The Labour Rights Violations in the Second Investigative Report on UNIQLO's Suppliers in China» (em inglês). Sacom.com. Consultado em 11 de julho de 2017 
  19. Steven Jiang (20 de julho de 2015). «Chinese police detain suspects linked to viral Uniqlo sex video» (em inglês). CNN. Consultado em 11 de julho de 2017 
  20. Austin Ramzy (20 de julho de 2015). «Beijing Police Detain at Least 4 Over Uniqlo Sex Video» (em inglês). The New York Times. Consultado em 11 de julho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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