Vila Franca (Viana do Castelo)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde março de 2014).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
 Portugal Vila Franca  
—  Freguesia  —
Localização no concelho de Viana do Castelo
Localização no concelho de Viana do Castelo
Vila Franca está localizado em: Portugal Continental
Vila Franca
Localização de Vila Franca em Portugal
Coordenadas 41° 41' 21" N 8° 44' 21" O
País  Portugal
Concelho VCT.png Viana do Castelo
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente João Paulo da Rocha Carvalhido (G.C.E.)
Área
 - Total 9,01 km²
População (2011)
 - Total 1 757
    • Densidade 195 hab./km²
Sítio http://www.jf-vilafranca.com

Vila Franca, antigamente chamada de São Miguel de Figueiredo, é uma freguesia portuguesa do concelho de Viana do Castelo, com 9,01 km² de área e 1 757 habitantes (2011)[1]. A sua densidade populacional é 195 h/km².

Resenha Histórica[editar | editar código-fonte]

Conforme nos elucida, Antunes de Abreu, a Freguesia de Vila Franca tem origem nas populações que viveram no castro de Roques sobranceiro à localidade pelo sul e que, na época final da romanização, com a divulgação de um estilo de vida mais sedentário e mais dependente da agricultura, se fixaram nas vertentes divergentes desse anticlinal. Não se sabe o nome que teria tido a povoação da vertente norte do monte de Roques na época romana, mas na Alta Idade Média ela aparece-nos com a denominação de Ceguelos, que era o nome do local onde foi implantada uma basílica em honra do Arcanjo S. Miguel. Quando, pelo século XII, ao tempo da reforma gregoriana, o território bracarense foi também organizado em paróquias, S. Miguel de Ceguelos passou a servir a concorrência dos fiéis domiciliados entre o monte de Roques e o Lima e entre o Pereiro e S. Simão.

No século XIII, Vila Franca estava repartida por duas “villas”, Gondufe e Figueiredo, nesta se situando a igreja paroquial. O crescimento foi lento até ao século XVIII, altura em que se deu um grande salto; houve uma quebra em meados do século XIX, e, a partir de finais desa centúria, o crescimento foi lento até meados do nosso século.

Terra fértil, Vila Franca foi sempre cobiçada pelos senhores, leigos ou eclesiásticos. No século XIII, aqui tinham honra importantes famílias de Riba-Lima: os Velhos, os de Teixeira, os de Corutelo e até a antiga amante de D. Sancho I, a Ribeirinha. Ao seu lado, outro terço da freguesia era ocupado por terras dos mosteiros de S. Romão, S. Cláudio e da Sé de Braga.

Na Época Moderna, encontramos a paróquia como comenda da Ordem de Cristo, na posse dos Condes de Almada, do Paço de Lanheses.

Um elemento da Nobreza local oriunda benefícios eclesiásticos e serviços, e institui, no século XVIII, o vínculo de Nossa Senhora da Barrosa com capela própria, à margem do senhorio da Casa de Bragança. Mas é na sua relação com o sobrenatural que Vila Franca formou e deixou a marca da sua personalidade. Foi a igreja de S. Miguel de Figueiredo que a instituíu como comunidade. Antes da fundação da nacionalidade, um pequeno mosteiro pré-beneditino tinha dado expressão à vida consagrada de leigos, provavelmente nobres. E a devoção alti-medieval à Santa Cruz tinha desde cedo substituído os rituais pagãos do início de Maio.

Quando ao tempo da implantação da deotio moderna, os dominicanos aqui criaram uma confraria de Nossa Senhora do Rosário. Foi o culto da Senhora a que as donzelas, ofereciam rosas, que veio colher o enraizamento desta tradição. Hoje, as festas anuais da freguesia são em honra da Senhora do Rosário, chamada “Senhora das Rosas”. E as donzelas ainda lhe oferecem cestos de rosas.

Ainda a respeito da história da freguesia lê-se na integra no livro Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais Vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo: «As primeiras referências conhecidas a esta freguesia encontram-se em diversos documentos do século XII (Gav. Rendas da Mitra, doc. 9. or. car., e L. Fidei, docs. 850 e 853). É citada neles sob a designação de "Villa Franca", pertencendo ao território bracarense.

Nas Inquirições afonsinas, em 1220 e 1258, é chamada São Miguel de Figueiredo, localizando-se na Terra de Neiva.

Em 1290, nas primeiras Inquirições de D. Dinis, de 1290, com categoria de freguesia e nome de São Miguel de Figueiredo diz-se que se situava no lugar de Vila Franca, do julgado de Neiva.

Na taxação das igrejas, a que se procedeu em 1320, foi tabelada em 100 libras.

No registo da cobrança das "colheitas" dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, efectuado por D. Jorge da Costa, entre 1489 e 1493, o seu rendimento importava em 15 libras, o correspondente a 1140 réis, em dinheiro com "morturas" e 193 réis e 8 pretos de dízimas de searas.

Em 1528, o Livro dos Benefícios e Comendas atribui a "villa Franca alias San Miguel de Figueiredo" um rendimento de 30 mil réis.

O topónimo primitivo da freguesia acabou por desaparecer completamente. Figueiredo e Vila Franca são lugares da freguesia por cujo nome ela foi sucessivamente conhecida.

Américo Costa descreve São Miguel de Vila Franca como reitoria da apresentação da Mitra e comenda da Ordem de Cristo, dos comendadores de Lanheses, os condes de Almada», herdeiros do major Sebastião de Abreu Pereira Cirne Peixoto, senhor do Paço de Lanheses.

É tambem a freguesia onde vive o Excelentissimo CAD Manager da IP, o JNP.

Festa Das Rosas[editar | editar código-fonte]

Pequena freguesia conhecida pela Festa Das Rosas no mês de Maio. Quando uma rapariga atinge a idade adulta e é baptizada na freguesia, leva um cesto bordado a flores, na cabeça. O cesto pesa cerca de 60 kg.

População[editar | editar código-fonte]

Evolução da População  1864 / 2011
População da freguesia de Vila Franca [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
824 881 921 971 973 984 956 1 202 1 362 1 597 1 610 1 781 1 854 1 824 1 757
Evolução da População  1864 / 2011
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 292 283 968 281 16,0% 15,5% 53,1% 15,4%
2011 214 198 985 360 12,2% 11,3% 56,1% 20,5%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

Referências

  1. «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 5 de Março de 2014 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

( Fonte consultada: Dr. Antunes de Abreu (Dicionário Enciclopédico das Freguesias), Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais Vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo)

Ícone de esboço Este artigo sobre freguesias portuguesas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.