Voo Varig 797

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Voo Varig 797
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PP-VJK cerca de 3 anos antes do acidente
Sumário
Data 3 de Janeiro de 1987
Causa Falha em um dos motores
Local Costa do Marfim 18 km ao norte de Abidjan, Costa do Marfim
Origem Aeroporto Port Bouet
Destino Aeroporto Internacional do Galeão
Passageiros 39
Tripulantes 12
Mortos 50[1]
Sobreviventes 1
Aeronave
Modelo Boeing 707-379C
Operador Brasil Varig
Prefixo PP-VJK
Primeiro voo 1968[1]

O voo Varig 797 foi uma rota feita por um Boeing 707 entre Abidjan, na Costa do Marfim e o Rio de Janeiro. Seria o último voo feito por aquela aeronave na Varig.

O avião decolou do aeroporto Port Bouet na madrugada de 3 de janeiro de 1987 e cerca de 20 minutos depois, a cerca de 200 km de Abidjan, soou o alarme de fogo no motor nº 1. Um dia antes, o mesmo alarme havia soado e a equipe de mecânicos da Air Afrique (companhia que fazia manutenção para a Varig) havia constatado que se tratava de um alarme falso. Mesmo assim, o comandante, Júlio César Carneiro Corrêa, decide retornar a Abidjan. O engenheiro de voo, Eugênio Cardoso, nota que a temperatura do combustível no motor está muito alta e, em seguida, o comandante o desliga por precaução.[2]

O engenheiro de voo constata que há um vazamento de combustível, mas a tripulação não toca no assunto por minutos. Logo depois, um comissário de bordo entra na cabine e diz que um passageiro viu fogo em um dos motores. Minutos depois, o avião já sobrevoa Abidjan. A torre do aeroporto oferece a pista 03 para pousar o 707, mas o comandante decide pousar na pista 21, que, apesar de exigir uma manobra maior para o pouso, possui instrumentos de aproximação. Ele decidiu voar sem flaps e sem baixar os trens de pouso, provavelmente devido à diferença de potência entre os dois lados causada pelo desligamento do motor nº 1. Com os flaps recolhidos, o avião precisa permanecer em maior velocidade para que não haja estol.[2]

O alarme de estol soa na cabine, devido ao fato do avião fazer uma curva para a esquerda para que possa pousar na cabeceira 21 do aeroporto. A aeronave inclina rapidamente para a esquerda e, após se curvar mais de 90 graus, voando a cerca de 400 km/h, cai e explode numa área de mata fechada, cerca de 18 km a nordeste de Abidjan.[2]

Apenas um passageiro sobreviveu ao acidente, o professor Neuba Yessoh, da Universidade da Costa do Marfim, que escapou com queimaduras em menos de 20% do corpo. Segundo o professor, muitas outras pessoas sobreviveram ao impacto, mas teriam morrido queimadas no local.[3] Ele conseguiu arrastar outro passageiro para longe dos destroços, o cidadão britânico Ahmad Wansa. Este, gravemente ferido, acabou morrendo 3 dias depois a bordo de um avião quando se dirigia a Paris para tratamento.[4]

Yessoh morreu em 4 de Março de 2015 aos 72 anos vítima de um ataque cardíaco.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Accident description». Aviation Safety Network. Consultado em 11 de novembro de 2015. 
  2. a b c Gianfranco Beting. «Blackbox - "RG 797: tragédia em Abidjan"». Jetsite. Consultado em 20 de novembro de 2011. 
  3. Richard Everett (7 de janeiro de 1987). «Probe cause of Ivory Coast crash; say many have survived impact to die in blaze». Associated Press. Consultado em 11 de novembro de 2015. 
  4. Judy Agusti (6 de janeiro de 1987). «British survivor of plane crash dies». Associated Press. Consultado em 11 de novembro de 2015. 
  5. Bellarmin Yao Kan (13 de abril de 2015). «Deuil: Neuba Yessoh, le seul rescapé du crash d’avion à Alépé en 1987, inhumé». Fratmat.info. Consultado em 20 de março de 2016. 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]