Waldo Motta

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Waldo Motta
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Waldo Motta
Nome completo Edivaldo Motta
Nascimento 27 de outubro de 1959
São Mateus
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Poeta
Página oficial
http://www.waldomotta.blogspot.com

Waldo Motta (ou Valdo Motta, nome artístico de Edivaldo Motta, São Mateus, Espírito Santo, 27 de outubro de 1959) é um poeta, ator, numerólogo, curador, místico e agitador cultural brasileiro, comummente ligado à geração marginal da década de 1980 e, mais especialmente, à de 1990[1], apontado como uma das mais representativas vozes da poesia brasileira no final do século XX e início do século XXI[2], ao lado de Fabrício Carpinejar, Angélica Freitas, Micheliny Verunschk, Frederico Barbosa, Cláudia Roquette-Pinto e Cuti. A obra do autor é bastante conhecida pela intertextualidade que conecta o erotismo à religião, além de tratar explicitamente de temas esotéricos como a cabala, a numerologia, cosmovisões indígenas e afro-religiosas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Descendente de negros praticantes da cabula, Waldo Motta passou os primeiros anos de vida na região de Braço do Rio, pertencente a Conceição da Barra (ES), município vizinho de São Mateus, para cuja sede se mudou posteriormente. Iniciou a carreira artística em 1979, com a publicação de plaquetes como Pano Rasgado (São Mateus: Edição do Autor, 1979), Os anjos proscritos e outros poemas (parceria com Wilbett R. Oliveira – São Mateus: Edição dos Autores, 1980), O signo na pele (São Mateus: Centro de Cultura Negra do Vale do Cricaré, 1981), As peripécias do coração (São Mateus: Centro de Cultura Negra do Vale do Cricaré, 1981), De saco cheio (São Mateus: Edição do Autor, 1983) e Salário da loucura (São Mateus; Vitória: Edição do Autor, 1984)[3]. A coletânea desse período está em Eis o homem (Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida / Universidade Federal do Espírito Santo, 1987)[4].

Mudou-se para Vitória na década de 1980, quando iniciou, e não concluiu, o curso de Comunicação-Jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e trabalhou ministrando oficinas no Departamento Estadual de Cultura (DEC-ES). A segunda fase de sua poética se inicia nos anos 1990, com pesquisa autodidata de hebraico, cabala e numerologia, entre outros, culminando com a publicação de Bundo e outros poemas (Campinas: Editora da Unicamp, 1996)[5], o livro que projeta o artista no cenário nacional e internacional[6], indicado ao Prêmio Jabuti de Literatura 1997[7].

Indicado pelo Instituto Goethe, entre candidatos de 40 países, é premiado com uma bolsa de residência artística pelo Landeshauptstadt München Kulturreferat, na Alemanha, onde passa três meses, entre 2001 e 2002, na Vila Waldberta. Nesse interim, além de recitar poesias para alunos na Universidade de Munique, fez um curso básico de alemão, que lhe permitiu traduzir, da versão alemã para o português, o livro infantil Was ich am See zu sehen bekam, da escritora eslovaca Jana Bodnárová. Participou também, em 2002, do Programa Literário Writer-in-residence, na Universidade da Califórnia em Berkeley[7].

Publicou traduções próprias, do hebraico para o português, de partes da Bíblia, tais como: Salmos 1[8], 70[9], 82[9] e 110[10], além da narrativa cosmogônica inicial, em Gênesis[9]. Essas traduções, publicadas recentemente, precederam a criação de poemas anagramáticos, que lhe renderam, entre outros, o livro Recanto – Poema das 7 Letras (Vitória: Ímã, 2002)[11]. Ministrou várias oficinas de poesia e teatro, principalmente na FAFI, antiga Faculdade de Filosofia de Vitória. Como resultado de algumas dessas oficinas, idealizou, montou, roteirizou e dirigiu o espetáculo Terra sem mal – um mistério bufante e deleitoso, com apresentações na capital espírito-santense ao longo de 2009, no Centro Cultural Majestic e Mercado São Sebastião[12]. A peça teatral é baseada em um livro homônimo, ainda não publicado pelo autor.

Ainda em 2009, lança a segunda edição da coletânea Transpaixão, dessa vez indicada ao vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo[13]. Realiza palestra na Universidade de São Paulo em 2010, dentro do Programa Voz do Escritor[14]. Em 2011, juntamente com Reginaldo Secundo e outros artistas e agitadores culturais capixabas, cria a Rede Caranguejo, um movimento de reivindicação junto ao poder público por valorização dos artistas e ampliação do mercado de trabalho cultural[15].

Obra [16][editar | editar código-fonte]

  • Os anjos proscritos e outros poemas (parceria com Wilbett R. Oliveira). São Mateus: Edição dos Autores, 1980.
  • O signo na pele. São Mateus: Centro de Cultura Negra do Vale do Cricaré, 1981.
  • As peripécias do coração. São Mateus: Centro de Cultura Negra do Vale do Cricaré, 1981.
  • Obras de arteiro. São Mateus: Edição do Autor, 1983.
  • De saco cheio. São Mateus: Edição do Autor, 1983.
  • Salário da loucura. São Mateus; Vitória: Edição do Autor, 1984.
  • Eis o homem. Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida / Universidade Federal do Espírito Santo, 1987. Coletânea.
  • Poiezen. Vitória; São Paulo: Universidade Federal do Espírito Santo / Massao Ohno, 1990.
  • Bundo e outros poemas. Organização: Iumna Maria Simon e Berta Waldman. Campinas: Editora da Unicamp, 1996. Coletânea reunindo poemas dos livros Waw e Bundo.
  • Transpaixão. Vitória: Edições Kabungo, 1999. Coletânea.
  • Cidade cidadã. A cor da esperança. Organização: Adilson Vilaça. Vitória: Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública, 1998, v. 4. Publicação em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra.
  • Recanto: poema das 7 letras. Vitória: Imã, 2002.
  • Transpaixão. 2ª edição. Vitória: Editora da Universidade Federal do Espírito Santo, 2009.
  • Terra sem mal. São Paulo: Patuá, 2015.

Crítica [17][editar | editar código-fonte]

Waldo Motta se insere na linha dos poetas místicos, ainda pouco estudados no Brasil[18]. A obra do artista “foge aos enquadramentos usuais da literatura brasileira”[19] e tem imbricadas relações com os campos da religião e da ciência[16]. Erige-se sobre a ideia de uma identidade absoluta entre sexualidade e religião, tendo o ânus como veículo motriz de sua poética e cosmovisão homoerótica[16]. Conforme o crítico Roberto Schwarz, trata-se de uma poesia que “toma o ânus do poeta como centro do universo simbólico. A partir daí mobiliza bastante leitura bíblica, disposição herética, leitura dos modernistas, capacidade de formulação, talento retórico e fúria social. O ponto de vista e a bibliografia fogem ao usual, mas o tratamento da opressão social, racial e sexual não tem nada de exótico”[20].

Para Raul Antelo, Waldo Motta “reabre a agenda modernista”[21]. O dramaturgo José Celso Martinez Corrêa comparou-o a Antonin Artaud, pela junção poética entre teatro e vida[5]. Bundo é considerado por José Celso “um breviário de teatro” [5]. Este livro tornou-se polêmico porque oferece interpretações pouco convencionais para os textos sagrados, principalmente os contidos na bíblia, tornando-se uma espécie de “Evangelho do Deus Anal”.

Iumna Maria Simon destaca a “riqueza e variedade formais, raras hoje em dia, que revelam uma capacidade poderosa de incluir mundos e experiências as mais particulares, desde a gíria até referências míticas, religiosas e sexuais, ampliando a experiência existencial de um escritor que procurou entender sua homossexualidade por vias inusuais”[19].

Posteriormente às pesquisas em hebraico, o artista estudou tupi-guarani, recriando poeticamente mitos indígenas como o de Jurupari[22]. O resultado está no livro ainda inédito, Terra sem mal, cujos textos foram usados em peça teatral de mesmo nome, em 2009. A fortuna crítica do autor, apesar de extensa, deixa alguns vazios, principalmente no que diz respeito aos anagramas em hebraico, ou naquilo que o poeta denomina de “poesia quântica” ou “física das partículas verbais”.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ALVES, Gustavo. Místico herege. O Globo, Rio de Janeiro, 30 out. 2004. Ela, p. 5.
  • ANDRADE, Fábio de Souza. Gozo místico. Folha de S. Paulo, 7 set. 1997. Mais!, p. 13.
  • ANTELO, Raul. Não mais, nada mais, nunca mais. Poesia e tradição moderna. In: PEDROSA, Celia (Org.). Poesia hoje. Niterói: Editora da UFF, 1998. Coleção Ensaios, 13. v. 1, p. 27-45.
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  • ___________. Lendas e sexualidade. Uau! Waw!: por uma estética Ererê / Ogunhê de Odes e Hades. In: AZEVEDO FILHO, Deneval Siqueira de (Org.). ETA - Estudos Avançados de Transgressão. 1 ed. Campos dos Goytacazes; Nova Iorque: Editora do GEITES / Nassau College-SUNY, 2003. v. 1, p. 175-183.
  • ___________. Lira dos sete dedos – a poética de Valdo Motta. In: AZEVEDO FILHO, Deneval Siqueira de. A literatura brasileira contemporânea do Espírito Santo. Tese (Doutorado em Teoria e História Literária). – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade de Campinas, Campinas, 1999.
  • BARCELLOS, José Carlos. Poéticas do masculino: Olga Savary, Valdo Motta e Paulo Sodré. In: PEDROSA, Celia (Org.). Mais poesia hoje. Rio de Janeiro: 7Letras, 2000. p. 77-86.
  • BERÇACO, Ériton Bernardes. Exus, cus e ecos: a poética erótico-sagrada de Waldo Motta. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários). – Departamento de Letras, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2008.
  • ___________. Pedras no espelho: analogia e ironia na poesia de Waldo Motta. Trabalho apresentado no X Congresso em Estudos Literários: A Crítica Literária: Percursos, Métodos, Exercícios. – Departamento de Letras, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2008.
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Referências

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  2. HUDSON, Rebecca. A poesia brasileira: tendências do localismo e do cosmopolitismo a partir dos anos 1990. Tese (Doutorado em Estudos Literários Latino-Americanos). – Departamento de Estudos Latino-Americanos, Universidade Livre de Berlim, 2010
  3. Bundo e outros poemas. Organização: Iumna Maria Simon e Berta Waldman. Campinas: Editora da Unicamp, 1996. Coletânea reunindo poemas dos livros Waw e Bundo
  4. Eis o homem. Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida / Universidade Federal do Espírito Santo, 1987. Coletânea
  5. a b c Bundo e outros poemas. Organização: Iumna Maria Simon e Berta Waldman. Campinas: Editora da Unicamp, 1996. Coletânea reunindo poemas dos livros Waw e Bundo
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  17. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome MOTTA, Waldo 2009
  18. «Poesia Mística no Brasil – o legado de Waldo Motta». Consultado em 20 de agosto 2011 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]