Zwi Skornicki

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Zwi Skornicki
Zwi Skornicki, preso preventivamente, sendo transferido da sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, para Curitiba.
Nascimento
Polônia
Nacionalidade polaco-brasileiro
Ocupação Empresário e engenheiro
Zwi Skornicki
Crime(s) corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro[1]
Pena 15 anos e 6 meses e 20 dias de reclusão[2]
Situação prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica (em razão do acordo de colaboração premiada)

Zwi Skornicki (Polônia) é um engenheiro, empresário e lobista polaco-brasileiro[3] que ganhou notoriedade ao ser preso pela Operação Lava Jato acusado de intermediar propinas do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Dentre as afirmações dadas no acordo com o MPF, Zwi confessou que pagou 4,5 milhões de dólares à João Santana, como caixa 2 da campanha de Dilma. Zwi terá de devolver 23,8 milhões de dólares mantidos em offshores e obtidos ilicitamente, além de mais de 50 obras de arte, algumas delas de artistas como Salvador Dalí e Romero Brito.[4] As obras apreendidas na Operação My Way foram avaliadas em 10 milhões de reais.[5]

Em fevereiro de 2017 foi condenado a 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.[1][2]

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

O patrimônio de Zwi Skornicki aumentou 35 vezes em 10 anos. Segundo informações obtidas em fevereiro de 2016 pelo Jornal Nacional, o patrimônio declarado passou de 1,8 milhão para 63 milhões de reais.[6]

Zwi Skornicki teve seus bens bloqueados na vigésima terceira fase da operação Lava Jato. Dentre os bens estão um Alfa Romeo Spider, um Mercedes-Benz 280 SL Pagoda e um Porsche 911 modelo Targa, de 1978. O engenheiro também teve recolhidas obras de arte e uma lancha.[5]

Delação premiada[editar | editar código-fonte]

Em 6 de outubro de 2016, o então ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal homologou o acordo de delação premiada de Skornicki. O documento aponta que a delação de Skornicki tem 24 depoimentos e relata diversas ações realizadas com o intuito de lavar dinheiro de propina paga em razões de negócios firmados com a Petrobras. Zwi declarou à Procuradoria-Geral da República, que pagou propina para o deputado Luiz Sérgio (PT) para não ser convocado para a CPI da Petrobras em 2015. O petista era o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava fraudes na estatal petrolífera.[7]

Referências

  1. a b Danyele Soares. «João Santana, Mônica Moura e mais quatro pessoas são condenados na Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 3 de março de 2017 
  2. a b Cleide Carvalho. «Moro condena João Santana e Mônica Moura a oito anos de prisão». O Globo. Globo.com. Consultado em 3 de março de 2017 
  3. «Zwi Skornicki: a rotina de um operador entre viagens, carros e lancha». O Globo. Globo.com. 23 de fevereiro de 2016. Consultado em 3 de março de 2017 
  4. Adriana Justi e Fernando Castro. «Acordo de delação premiada de Zwi Skornicki é homologado pelo STF». G1. Globo.com 
  5. a b «Zwi Skornicki: carros antigos, lancha e vida de ostentação». Hoje em dia. Consultado em 3 de março de 2017 
  6. «Patrimônio de preso na Lava Jato cresceu 35 vezes em 10 anos». G1. Globo.com. Consultado em 3 de março de 2017 
  7. «Lobista vai pagar multa de R$ 75 milhões e entregar 48 obras de arte». Bol Notícias. Uol. 15 de outubro de 2016. Consultado em 3 de março de 2017