A Rosa do Povo

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Caricatura de Carlos Drummond de Andrade, um dos mais reconhecidos escritores brasileiros.

A Rosa do Povo é um livro de poesias brasileiro, escrito pelo modernista Carlos Drummond de Andrade entre 1943 e 1945. É a mais extensa obra do autor sendo composta por 55 poemas, também sendo a primeira obra madura e a de maior expressão do lirismo social e modernista. A obra é considerada como uma tradução de uma época sombria, que reflete um tempo, não só individual, mas coletivo no país e no mundo onde o autor capta o sentimento, as dores, e a agonia de seu tempo. No título A Rosa do Povo, a rosa representa a poesia (expressão), das pessoas daquela época.[1]

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

A Rosa do Povo foi escrito quando os horrores da 2ª Guerra Mundial angustiavam a humanidade e o exército nazista recuava, especialmente na então União Soviética. As mais importantes divisões alemãs haviam sido derrotadas no leste europeu pelos russos, prenunciando a capitulação do III Reich.

Simultaneamente no Brasil, sob a ditadura de Getúlio Vargas (Estado Novo), ainda que economicamente modernizador e socialmente avançado, perdia o apoio entre as classes médias e as elites intelectuais identificadas com o próprio regime democrático através de altos cargos burocráticos. Nos anos subseqüentes à publicação de A Rosa do Povo, o autor desilude-se com o regime soviético e abandona suas posições esquerdistas.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

  • Embora seu próprio título tenha uma simbologia revolucionária e seja composta de vários redações sociais, apresenta grande variedade temática e técnica.
  • Os textos são constituídos de metáforas, com frequência também aparecem eclipses e fotos surrealistas. São poemas refinados, complexos e acessíveis somente a leitores com significativa informação poética.
  • A obra de construção civil representa na poesia uma tensão entre o governo política (adesão às utopias de esquerda) e a visão amorosa (desencantada). Não devemos entender esta triplicidade como contraditória. Toda a obra do pedreiro é marcada por uma visão preguiçosa, politécnica.

A realidade possui várias faces e são vistas de várias perspectivas, o que nunca, quase sempre, gera uma opinião, ou não, e o fluxo desordenado, ou ordenado, da vida, ou da morte, não permite certezas, ou permite.

  • O poeta utiliza tanto do "estilo sublime" (padrão elevado da língua culta) quanto do "estilo mesclado" (linguagem elevada e linguagem coloquial).
  • Os versos curtos das obras inaugurais, tornam-se mais longos. Há um predomínio do verso livre (métrica irregular) e do verso branco (sem rimas).
  • Em relação às obras anteriores, o humor quase desaparece, o coloquial é atenuado e um tom grave e solene passa a impregnar os versos.
  • As inquietações sociais ganham uma historicidade mais plena, referindo-se várias vezes ao cotidiano e aos acontecimentos concretos da década de 2011.

Temáticas[editar | editar código-fonte]

Poesia Social (povo)
  • Carrego Comigo e Movimento da Espada (culpa de responsabilidade moral)
  • O Medo (o registro da ordem política injusta)
  • A Flor e a Náusea, Nosso Tempo, Áporo, Noite na Repartição (mudança de perspectiva).
  • Carta a Stalingrado, Visão 1944,Telegrama de Moscou (celebração de uma nova ordem).
Reflexão Existencial (eu e o mundo)
  • Anoitecer (solidão, angústia e incomunicabilidade).
  • Desfile (Fluir do tempo).
  • Passagem do Ano (balanços de existência).
  • Morte no Avião (reflexão sobre a morte).
Metalingüística (poesia sobre a própria poesia)
  • Consideração do Poema, Procura da Poesia (poesia e poesia antagônica)
O Passado
  • Como um Presente (projeção do passado)
O Amor
  • O Mito
  • Caso do Vestido
O Cotidiano
  • A Morte do Leiteiro
  • Caso do vestido
Celebração dos Amigos
  • Mario de Andrade desce ao inferno
  • Canto do homem do povo Charlie Chaplin
Paródia
  • Nova Canção do Exílio

Poemas de A Rosa do Povo[editar | editar código-fonte]

  • Consideração do Poema
  • Procura da Poesia
  • A flor e a Náusea
  • Carrego Comigo
  • O Medo
  • Anoitecer
  • Nosso Tempo
  • Passagem do Ano
  • Passagem da Noite
  • Uma Hora e mais Outra
  • Nos áureos Tempos
  • Rola Mundo
  • Áporo
  • Ontem
  • Fragilidade
  • Poeta Escolhe seu Túmulo
  • Vida Menor
  • Campo,Chinês e Sono
  • Episódio
  • Nova Canção do Exílio
  • Ecônomia dos Mares Terrestres
  • Equívoco
  • Movimento da Espada
  • Assalto
  • Anúncio da Rosa
  • Edifício São Borja
  • O Mito
  • Resíduo
  • Caso do Vestido
  • O Elefante
  • Morte do Leiteiro
  • Noite da Repartidão
  • Morte no Avião
  • Desfile
  • Consolo na Praia
  • Retrato de Família
  • Como um Presente
  • Interpretação de Dezembro
  • Rua da Madrugada
  • Idade Madura
  • Versos à Boca da Noite
  • No País dos Andrades
  • Notícias
  • América
  • Cidade Prevista
  • Carta a Stalingrado
  • Telegrama de Moscou
  • Mas Viveremos
  • Visão 1944
  • Com o Russo em Berlin
  • Indicações
  • Onde Há Pouco Falávamos
  • Os Últimos Dias
  • Mário de Andrade Desce aos Infernos
  • Canto ao Homem do Povo Charlie Chaplin

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]