Algirdas Julius Greimas

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Algirdas Julius Greimas, ou Algirdas Julien Greimas (Tula, Rússia, 9 de Março de 1917 - Paris, 27 de fevereiro de 1992), foi um linguista lituano de origem russa que contribuiu para a teoria da Semiótica e da narratologia, além de ter prosseguido diversas pesquisas sobre mitologia lituana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Greimas estudou Direito na Lituânia e Linguística em Grenoble (1936-1939). Em 1939 voltou à Lituânia onde tinha de cumprir serviço militar. Em 1944 voltou para a França, formando-se em 1949 pela Sorbonne. Lecionou em Alexandria, Ancara, Istambul e Poitiers, e foi professor na Escola de Ciências Sociais para Estudos de Pós-Graduação, em Paris. De 1965 em frente, encabeçou a pesquisa semiótico-linguística em Paris, estabelecendo as fundações da Escola de Semiótica de Paris.

Greimas começou, mais tarde, a pesquisar e a reconstruir a mitologia lituana, baseando o seu trabalho nos métodos de Georges Dumézil, Claude Lévi-Strauss e Marcel Detienne. Os resultados foram publicados na obra Apie Dievus ir žmones - Dos deuses e dos homens (1979) e em Tautos atminties beieškant - Em busca da memória nacional (1990).

Teoria narrativa[editar | editar código-fonte]

O lituano A.. J. Greimas introduziu o conceito de quadrado semiótico, ao observar, por exemplo, o esquema bi-direcional das histórias. Nele, se situam o Herói, seu Ajudante, seu Adversário e a Sociedade em torrno do objetivo a ser alcançado, e por ele elaborou um “quadro” ou ”retângulo semiótico”. Há uma grande semelhança com a estrutura geral do Paradigma Disney:

“É possível olhar novamente para a mesma cena de um ponto de vista ligeiramente diferente, interpretando-a como sendo um romance, para o qual o quadro semiótico proposto por Greimas poderia ser aplicado. Como bem se sabe, Greimas propôs a seguinte interpretação macroestrutural da trama narrativa: alguém (o personagem principal) deseja alcançar algo (um objeto de valor), e no caminho de sua jornada é ajudado por algo/alguém (ajudante), e é atrapalhado por algo/alguém (oponente); dois outros elementos estão em cena: o 'destinateur': quem ou o quê empurrou o herói em direção ao seu objetivo, e o receptor: quem ou o quê recebe o objeto de valor uma vez que este é conquistado pelo herói.”[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  1. TARDINI, Stephano – extraído do resumo do Projeto SwissCast, da Faculdade de Ciência da Comunicação da Universidade da Suíça Italiana, http://www.swisscast.net/theory_inst/greimas.htm


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