Alto de El Angliru

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O alto de Angliru visto do col de Monsacro.

O Alto de EL Angliru (nome alternativo: O La Gamonal) é uma estrada íngreme da montanha das Astúrias, perto do La Vega-Riosa, no norte da Espanha.

É uma das escaladas mais exigentes do ciclismo mundial de estrada, tendo sido usado na Vuelta a España por três vezes. O alto da escalada é 1570m acima do nível do mar. A diferença total da altura é 1248m. A escalada tem um comprimento de 12,55 quilómetros, com uma inclinação média de 9,9%. No entanto a média, mesmo sendo muito elevada, subestima as exigências físicas e mentais da escalada. Os primeiros cinco quilómetros da escalada têm uma inclinação média de 7.6% um teste duro mas não demasiado para ciclistas de classe mundial. O sexto quilómetro oferece a possibilidade de alguns ciclistas recuperarem, devido a uma média de apenas 2,1%, incluído mesmo uma pequena descida. Entretanto, a última metade da escalada é mais severa. Desde a marca dos 6 km até ao topo a inclinição média é 13,1%. A parte a mais íngreme, que tem uma inclinação 23,6%, é conhecida como Cueña les Cabres e fica situada a aproximadamente 3 quilómetros do topo. Engane-se quem pensa que a escalada é mais fácil deste ponto após este ponto, pois ainda há mais duas rampas mais com inclinações de 18 a 21%. Os organizadores da Vuelta procuraram durante muito tempo por uma montanha que poderia rivalizar com d'Huez de Alpe ou o Mont Ventoux no Tour de France. O EL Angliru foi incluído pela primeira vez na Vuelta em 1999. Desde então foi escalado apenas mais duas vezes, mas é claramente uma das subidas mais temidas das provas profissionais. Durante a 15ª Etapa da Vuelta 2002, os ciclistas ascenderam ao El Angliru sobre uma forte chuva. Uma consequência inesperada foi que alguns carros não puderam escalar a parte a mais íngreme da subida. Assim sendo alguns ciclistas tiveram de fazer a subida com pneus lisos. Os organizadores anunciaram subsequentemente que estavam a considerar remover o Alto de EL Angliru de Vueltas futuras.

Subida de 1999[editar | editar código-fonte]

Ivanov chega ao início da subida com cerca de 1 minuto de avanço, mas Tonkov ataca forte perto de Ablaneo e pouco depois alcança Ivanov. Em Viapará Tonkov tem 40s sobre um grupo formado por Rubiera, Heras, Jiménez e Ulrich, e 1min sobre Casero e Olano. A 8 km de meta Olano alcança o grupo de Ullrich e pouco depois Heras lança um ataque ao qual apenas Jiménez consegue responder. Tonkov passa a 4 km da meta com 57s sobre o duo formado por Heras e Jimenez e com 1m19s sobre Olano e Ulrich. Beltran alcança Olano e este aproveita para deixar Ullrich para trás. No Aviru Jiménez deixa Heras para trás e começa a aproximar-se de Tonkov que já acusa o esforço e só tem 45s de vantagem sobre o corredor da Banesto. Nas últimas curvas Jiménez alcança o corredor russo da Mapei e assegura a vitória ao sprint.

Lá cima a grande surpresa era que Olano, apesar de uma queda e da grande dureza da etapa, foi quinto e manteve de forma explêndida a Camisola Dourada, aumentando a vantagem sobre Ullrich em 1min.

Classificação final da etapa[editar | editar código-fonte]

  1. Flag of Spain.svg Espanha - José Maria Jiménez Banesto 4:52:04
  2.  Rússia - Pavel Tonkov Mapei mt
  3. Flag of Spain.svg Espanha - Roberto Heras Kelme a 1:01
  4. Flag of Spain.svg Espanha - Manuel Beltrán Banesto a 1:13
  5. Flag of Spain.svg Espanha - Abraham Olano ONCE 1:44
  6.  Itália - Leonardo Piepoli Banesto a 2:03
  7.  Alemanha - Jan Ullrich Telekom a 2:45
  8. Flag of Spain.svg Espanha - José Luís Rubiera Kelme a 2:45
  9.  Itália - Davide Rebellin Polti a 3:00
  10. Flag of Spain.svg Espanha - Andre Coelho Vitalício Seguros a 3:09

Subida de 2000[editar | editar código-fonte]

A 60 km da meta o pelotão estava esgotado, fruto do trabalho da Kelme. Somente os melhores estavam no grupo de trinta corredores que seguia na frente, depois da penúltima montanha do dia. A Kelme já não contava com Óscar Sevilla, que tinha o seu día mau, nem com Chechu Rubiera que fez uma grande selecção na parte final da subida a La Colladiella, bem como an decida e também na subida ao Soterraña, onde o terceiro da geral, Igor González de Galdeano, descolou e abondonou a Vuelta antes da subida ao Angliru. O grupo já só contava com uma dezena de corredores no topo de La Soterraña, grupo esse que continuo na frente até La Vega de Riosa. Dois quilometros depois de Viapará Escartín lança um ataque e casero sente muitas dificuldades. No contra-ataque de Tonkov e Heras em Les Cabanes, com 21% de inclinação, Casero perde o contacto. A 6,5 km da meta Heras toma a iniciativa de ir para a frente, tentando conseguir a maior vantagem possível sobre Casero. O seu forte arranque deixa Casero a 2min09s, a 3 km para o topo. Os adeptos, debaixo de uma forte neblina vibravam com o estetáculo, principalmente na Cueña les Cabres, com um desnível de 23,5%. Entretanto Casero, um ciclista alto e forte começa a acusar o cansaço e tanto Rumsas como Escartín deixam-no para trás. Começa então o seu calvário até a meta, onde acaba por perder 3min41s para Heras, o seu maior rival. Este tambémm passava mal, mas tinha obtido uma vantagem maior do que a que pensava. Heras não ganhou a etapa porque Simoni esteve incrivel nos últimos 3Km, mas deu um passo de gigante rumo à vitória final em Madrid

Classificação final da etapa[editar | editar código-fonte]

  1.  Itália - Gilberto Simoni, Lampre 4:37:34
  2. República Checa República Checa - Jan Hruska, Vitalício a 2:19
  3. Flag of Spain.svg Espanha - Roberto Heras, Kelme a 2:58
  4.  Polónia - Thomas Brozyna, POL a 3:11
  5.  Rússia - Pavel Tonkov, Mapei a 4:27
  6. Flag of Spain.svg Espanha - Roberto Laiseka, Euskaltel a 4:27
  7.  França - Laurent Brochard, Domo a 4:44
  8.  Lituânia - Raimondas Rumsas, Fassa Bortolo a 5:16
  9. Flag of Spain.svg Espanha - Gorka Gerrikagoitia, Euskaltel a 5:16
  10. Flag of Spain.svg Espanha - Ferando Escartín, Kelme a 5:46

Subida de 2002[editar | editar código-fonte]

No inico do Angliru Flecha e Pereiro seguiam na frente. Após mais de 150 km de fuga. A Kelem toma a comando para proteger o seu líder Sevilla, mas a Saecco responde, tentando garantir a vitória para Simoni e no Cordal o seu companheiro Di Luca adianta-se com um grande ataque. No início do Angliru acaba a aventura de Flecha e Pereiro porque Aitor Osa toma a dianteira. O basco fez um grande trabalho, mas foi neutralizado após o Viapará pelo ritmo alucinante imposto por Tauler, que arredou da luta muitos favoritos. Na rampa de La Cuesta les Cabanes, de 21,5%, surge um inesperado ataque de Aitor González que deixou KO o seu companheiro e líder da prova, Óscar Sevilla. Roberto Heras aproveita a aocasião para contra-atacar e segue solitário para a meta. Em La Cueña les Cabres (23,5% de desnível) Heras teve um momento mau, mas recuperou de imediato Beloki esteve brilhante nos últimos 3 km e consegui ser 2º, a 1m35s de Heras. O italiano Casagrande também demonstrou ter muita força nas pernas e foi 3º a 1m41. O jovem Ibam Mayo deslumbrou ao ser 4º a 1m54, á frente de Aitor González., Di Luca, Simoni e Casero

Classificação final da etapa[editar | editar código-fonte]

  1. Flag of Spain.svg Espanha - Roberto Heras, US Postal 5:01:02
  2. Flag of Spain.svg Espanha - Joseba Beloki, ONCE a 1:35
  3.  Itália - Franceso Casagrande, Fassa Bortolo a 1:41
  4. Flag of Spain.svg Espanha - Ibam Mayo, Euskaltel a 1:54
  5. Flag of Spain.svg Espanha - Aitor González, Kelme a 2:16
  6.  Itália - Danilo Di Luca, Saecco a 2:16
  7.  Itália - Gilberto Simoni, Saecco a 2:16
  8. Flag of Spain.svg Espanha - Angél Casero, Team Coast a 2:22
  9. Suíça - Fabien Jeker, Maia Milaneza a 2:34
  10. Flag of Spain.svg Espanha - Feliz Garcia Casas, Bigmat a 2:42