António Pascoal de Espanha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
António Pascoal de Espanha
Infanta de Espanha
Cônjuge Maria Amália de Espanha
Nome completo
António Pascoal Francisco Xavier João Nepomuceno Anjo Raimundo Silvestre
Casa Bourbon
Pai Carlos III de Espanha
Mãe Maria Amália da Saxónia
Nascimento 31 de Dezembro de 1755
Palácio de Acquaviva, Caserta, Reino de Nápoles
Morte 20 de abril de 1817 (61 anos)
El Escorial, Espanha
Enterro El Escorial, Espanha
Religião Catolicismo

António Pascoal de Espanha (31 de Dezembro de 1755 - 20 de Abril de 1817), foi um infante de Espanha, filho do rei Carlos III e irmão mais novo dos reis Carlos IV de Espanha e Fernando IV de Nápoles.

Biografia[editar | editar código-fonte]

António Pascoal.

António Pascoal nasceu no Palácio de Acquaviva, em Caserta, onde vivia a família real antes da construção do Palácio Real de Caserta. Este bondoso infante foi o filho mais inteligente e trabalhador de Carlos III, logo a seguir ao seu falecido irmão, o infante Gabriel. Tal como ele, foi celebrado como um humanista, muito dedicado às artes. Era muito parecido fisicamente com o seu irmão, o rei Carlos IV.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Casou-se com a sua sobrinho, a infanta Maria Amália de Espanha, a 25 de Agosto de 1795. Não houve filhos desta união e António acabaria por enviuvar três anos depois.

Era napoleónica[editar | editar código-fonte]

Era partidário do príncipe Fernando e apoiava cordialmente o partido da paz.

Foi líder da Junta Suprema do Governo, sendo nomeado para este cargo pelo seu sobrinho, o rei Fernando VII, enquanto este negociava com Napoleão em Baiona[1] com o objectivo de chegar a um entendimento com as tropas francesas e tentar alcançar a harmonia entre os dois países.

Durante a Guerra da Independência, esteve exilado com a família em Valençay. Quando regressou a Espanha, desempenhou altos cargos administrativos. Foi sempre um partidário firme do absolutismo e tinha à sua volta os mais importantes membros do partido realista.

De acordo com Benito Pérez Galdós, o infante:

"costuma ocupar os seus tempos livres entre os ofícios de carpinteiro e encadernador com o cultivo da arte de tocar flauta de pã (...) nunca vi uma figura melhor humorada. Tinha o costume de cumprimentar toda a gente por quem passada com a mesma solenidade e cortesia (...) que era quase possível confundi-lo com qualquer sacristão de uma paróquia. Era, de entre todos os membros da família real, aquele que me parecia ter melhor carácter. Mais tarde percebi que me tinha enganado quando o julgava o mais benévolo dos homens."

Envolveu-se nas obras de restauro do Sítio Real de Isabel, em Sacedón, submerso desde 1755 pelas águas do reservatório de Buendía.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de António Pascoal de Espanha em três gerações[2]
António Pascoal de Espanha Pai:
Carlos III de Espanha
Avô paterno:
Filipe V de Espanha
Bisavô paterno:
Luís, o grande delfim de França
Bisavó paterna:
Maria Ana Vitória de Baviera
Avó paterna:
Isabel Farnésio
Bisavô paterno:
Eduardo, Príncipe herdeiro de Parma
Bisavó paterna:
Doroteia Sofia de Neuburgo
Mãe:
Maria Amália da Saxônia
Avô materno:
Augusto III da Polônia
Bisavô materno:
Augusto II da Polônia
Bisavó materna:
Cristiana Everadina de Brandemburgo-Bayreuth
Avó materna:
Maria Josefa da Áustria
Bisavô materno:
José I, Sacro Imperador Romano-Germânico
Bisavó materna:
Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo

Referências

  1. Biografías y Vidas. «Antonio Pascual de Borbón». Consultado a 4 de Agosto de 2014
  2. The Peerage, consultado a 4 de Agosto de 2014
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre António Pascoal de Espanha