Antipapa Bonifácio VII

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O antipapa Bonifácio VII (? - 985) nasceu em Roma chamava-se Franco (Francone Ferrucio)[1] e era filho de Ferrucius. Foi eleito antipapa em 974, voltou em 984 e morreu em Julho de 985.[2]

Em Junho de 974, um ano após a morte do imperador Otão I, Crescêncio, filho de Teodora e irmão do Papa João XIII (965-972), levou a cabo uma revolta em Roma, durante a qual o Papa Bento VI foi preso no Castelo de Santo Ângelo e colocado no seu lugar o Cardeal-diácono Franco, que tomou o nome de Bonifácio VII. O papa Bento foi assassinado na prisão.[3]

Um mês depois, o representante imperial Sicco, toma a cidade e Bonifácio foge para Constantinopla, levando consigo o tesouro[4] da Igreja.[5]

Depois de nove anos no Império Bizantino, Bonifácio recebe a informação de que o imperador Otão II tinha morrido a 7 de Dezembro de 983. Volta rapidamente para Roma e, em Abril de 984, prende no Castelo de Santo Ângelo o Papa João XIV, entretanto eleito. Este morre de fome[6] quatro meses depois e Bonifácio volta a assumir sozinho o governo da Igreja.[7]

Este seu segundo pontificado duraria menos de um ano, pois em Julho de 985 morre subitamente, provavelmente assassinado. O seu corpo é exposto aos insultos da populaça, arrastado pelas ruas da cidade e finalmente despido e atirado para debaixo da estátua de Marco Aurélio, que na época se encontrava no Palácio de Latrão.[8]

Na manhã seguinte, por compaixão, alguns clérigos removeram o cadáver e deram-lhe sepultura cristã.[9]

Referências

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