Asdrúbal, o Belo

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Asdrúbal (ca. 270 a.C.221 a.C.) foi um general cartaginês, genro de Amílcar Barca. Ele foi comandante supremo de Cartago por oito anos, sucedendo seu sogro Amílcar Barca e sendo sucedido por seu cunhado Aníbal.

Rio Ebro (mapa atual), fronteira entre Roma e Cartago na época de Asdrúbal

Segundo Tito Lívio, Asdrúbal, quando menino, era muito belo, e se tornou o favorito de Amílcar Barca, mais tarde, porém, exibindo talentos de outra natureza, ele se tornou genro de Amílcar.[1]

Após a morte de Amílcar, Asdrúbal tornou-se o comandante supremo dos cartagineses, por influência da família Barca, e tinha o apoio dos soldados e do povo, mas a oposição dos nobres.[1] Ele teve este cargo por oito anos.[1]

Asdrúbal estendeu o poder de Cartago mais pela diplomacia do que pelas armas, fazendo alianças com os príncipes de novas tribos.[1]

Por três anos, Aníbal, filho de Amílcar, serviu sob Asdrúbal.[2] Quando Asdrúbal convidou Aníbal para vir para a Espanha, Hanão, líder da oposição, se opôs, alegando que Asdrúbal estava usando a sua beleza, que tinha sido oferecida a Amílcar, para conseguir o filho, e que era ruim acostumar os jovens à luxúria dos seus comandantes.[3] A opinião de Hanão, porém, era minoritária, e Aníbal foi enviado à Espanha, tornando-se o favorito dos soldados.[2]

Ele foi assassinado por um bárbaro cujo mestre ele havia executado; o assassino, mesmo torturado, mostrava-se feliz por ter assassinado alguém tão importante.[1]

Após sua morte, os romanos aceitaram renovar o acordo de paz com Cartago, definindo a fronteira no Rio Ebro, com a cidade de Sagunto, que ficava em uma posição intermediária, se tornando uma cidade livre.[1]

Seu sucessor foi Aníbal, filho de Amílcar, escolhido, por unanimidade entre os soldados, e com o apoio da plebe.[3]

Referências

  1. a b c d e f Tito Lívio, História de Roma, Livro XXI, 2 [em linha]
  2. a b Tito Lívio, História de Roma, Livro XXI, 4
  3. a b Tito Lívio, História de Roma, Livro XXI, 3
Precedido por
Amílcar Barca
Comandante supremo das forças de Cartago
oito anos
Sucedido por
Aníbal