Avaí (São Paulo)

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Município de Avaí
Bandeira de Avaí
Brasão de Avaí
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 2 de dezembro de 1919
Gentílico avaiense
Lema Reconstruindo Avaí
Prefeito(a) Celso Roberto de Faveri (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Avaí
Localização de Avaí em São Paulo
Avaí está localizado em: Brasil
Avaí
Localização de Avaí no Brasil
22° 08' 49" S 49° 19' 58" O22° 08' 49" S 49° 19' 58" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Bauru IBGE/2008[1]
Microrregião Bauru IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Bauru, Duartina, Gália, Presidente Alves e Reginópolis
Distância até a capital 368 km
Características geográficas
Área 542,157 km² [2]
População 4 959 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 9,15 hab./km²
Altitude 481 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,748 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 45 264,898 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 839,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

Avaí é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Seus feriados municipais são o de São Sebastião (padroeiro do município), em 20 de janeiro e o aniversário do município, em 2 de dezembro.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Avaí" é um termo derivado da língua tupi que significa "água de homem", através da junção dos termos abá ("homem") e 'y ("água")[6] .

História[editar | editar código-fonte]

O surgimento da povoação se deu com a chegada da ferrovia Noroeste, logo após a passagem dos engenheiros que constituíam a Comissão de Estudos dos cem primeiros quilômetros, realizado a partir de janeiro de 1905 e chefiada pelo engenheiro João Feleciano da Costa Ferreira, após haver transposto o Rio Batalha e atingido a encosta entre os rios Batalha e Jacutinga.

Foi ali, nesse local, que se colocou a placa quilométrica 48, a partir de Bauru, seu ponto inicial, para se construir, junto a essa mesma placa, a estação que viria a ter o nome Jacutinga.

Com as terras no local onde se edificaria a estação pertenciam à Fazenda Jacutinga, de propriedade do major Gasparino de Quadros e sua mulher, o administrador ou capataz João Baptista Dias, mais conhecido como "João Guari", sugeriu ao proprietário das terras que fizesse a doação de uma área para a formação de um povoado junto à estação.

No dia 2 de dezembro de 1919, depois de incessante trabalho realizado pelo coronel Juvencio Silva e por Domingos Zulian junto à Câmara Estadual, Altino Arantes, presidente do Estado, promulgou a Lei Estadual nº. 1.672 de 02 de dezembro de 1.919, criando o município e, em lugar do nome de Jacutinga, foi atribuído o nome de Avaí.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 22º08'48" sul e a uma longitude 49º19'59" oeste, estando a uma altitude de 481 metros. Sua população em 2010 era de 4 959 habitantes. Área em Km²: 542,157 - Posição (SP): 148º (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010).

Economia[editar | editar código-fonte]

Devido à extensão territorial extensa, a agricultura vem se transformando na principal atividade de desenvolvimento do município, destacando as produções de abacaxi, laranja, lichia, melancia, pimentões, seringueiras, cana-de-açúcar, pinus e eucaliptos. Vale destacar a pujança dos pecuaristas do município, com modernas fazendas aliadas à tecnologia e treinamento na capacitação dos profissionais para atender exigências do mercado internacional, os pecuaristas estão adotando o método de rastreamento de carne destinada à exportação. O método já usado em países europeus consiste em um chip, que permite ao consumidor conhecer a origem do gado. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena. Alguns índios realizam trabalhos em madeira e de cerâmica.[7]

Lichia - Litchi chinensis[editar | editar código-fonte]

http://www.panoramio.com/photo/56617305

Originária da China, onde é considerada a fruta nacional, a lichieira é uma árvore subtropical com até doze metros de altura e de grande longevidade. A Fazenda São José, localizada na Rodovia Marechal Rondon (SP 300), Km 379, no município de Avaí, no estado de São Paulo, foi uma das pioneiras em plantação da lichia comercial no Brasil. Após a forte geada no cafezal no ano de 1975, os 100 000 pés de café da propriedade de Bodo Niewerth tiveram a sua lavoura comprometida. A chamada "geada negra", de 17 de julho de 1975, "torrou" os pés de café das folhas até a raiz, sem chance de recuperação. O interior do Paraná (48% da produção nacional na época) amanheceu, literalmente, coberto por uma mancha negra. Tudo o que era verde morreu.[8] Devastou todos os cafezais principalmente da região de Maringá e Londrina. Os estados mais afetados foram: São Paulo (interior), Paraná e sul de Mato Grosso, com profundos reflexos no mercado nacional e internacional.

Foi uma decisão radical, na época, a de Niewerth de diversificar as culturas na propriedade. Foi iniciado o plantio de mais de 5 000 pés de lichia, das variedades Bengal e Americana. Houve muitos comentários na região da desconhecida fruta e do investimento para um mercado inexistente na década de 70. Após cinco anos da plantação, foi feita a primeira colheita da lichia, com uma produção estimada em trinta toneladas. A maior dificuldade em sua comercialização era o desconhecimento dos consumidores, tendo em vista ser um produto perecível. O mercado consumidor era predominantemente na colônia chinesa (grande São Paulo), que conheciam a fruta. Com o passar do tempo, a fruta foi se tornando mais conhecida e, hoje, é de grande aceitação no mercado nacional. O estado de São Paulo é o maior produtor de lichia do país, com cerca de 840 hectares plantados e sendo responsável por 68% da produção nacional.[9]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O Museu Municipal Francisco Pitta, localizado na Rua Coronel Juvencio Silva, 478, centro, conta com um grande acervo histórico com fotos, textos, dados que marcaram a história da formação da cidade e da região.[10]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município possui quatro aldeias indígenas (Kopenoti, Nimuendaju, Ekeruá e Tereguá), numa área de 1.930,8 hectares ou 797,85 alqueires, denominado de Terra Indígena Araribá (as aldeias estão aproximadamente 15 Km do município). As suas principais etnias são a Guarani, Terena e Caingangues. Os trabalhos feitos com penas e plumas de pássaros constituem a arte plumária indígena. Alguns índios realizam trabalhos em madeira e de cerâmica.

A atual população na Terra Indígena Araribá é de quinhentos setenta e oito índios.

Aldeia Kopenoti: Etnia predominante Terena, População 195 (60 residências); Aldeia Nimuendaju: Etnia predominante Guarani, População 85 (20 residências) ; Aldeia Ekeruá: Etnia predominante Terena, População 180 (30 residências) e Aldeia Tereguá: Etnias predominantes Terena e Guarani, População 118 (30 residências). Total 578 . Dados: FUNAI, CTL de Bauru – SP (agosto 2012) / Outra etnia: Caingangues (Kaingang)[11]

Religião[editar | editar código-fonte]

O município pertence à Diocese de Bauru, tendo como bispo Dom Frei Caetano Ferrari. No dia 20 de janeiro, ocorre feriado municipal em comemoração ao padroeiro da cidade, São Sebastião.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  7. Ciro Haruo Yukisada
  8. DIÁRIO DE MARINGÁ - PR
  9. Ciro Haruo Yukisada
  10. Ciro Haruo Yukisada
  11. Ciro Haruo Yukisada

Ligações externas[editar | editar código-fonte]