Bíblia Sagrada (editora Ave Maria)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Fevereiro de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A Bíblia Sagrada - Ave Maria (popularmente conhecida como Bíblia da Ave Maria) é uma versão da Bíblia cristã publicada pela Editora Ave Maria em 1959, traduzida do grego e hebraico, por monges beneditinos de Maredsous (Bélgica).[1] Foi considerada uma das melhores traduções do mundo na época e em sua primeira edição teve uma tiragem de 42.000 exemplares. É a tradução mais popular e correta dos livros da sabedoria que compõe a Bíblia entre os católicos no Brasil, pois da abertura aos livros ainda em estudos no Vaticano.

Com poucas notas de rodapé, tem uma linguagem coloquial, porém sem prejuízo para a compreensão dos aspectos históricos e culturais.

Na década de 50 publicaram a Bíblia católica do Brasil, cuja tradução, supervisionada pelo frei João José Pedreira de Castro, vice-presidente da LEB – Liga de Estudos Bíblicos – e fundador do Centro Bíblico de São Paulo, foi feita a partir da versão francesa dos monges beneditinos, de Maredsous, Bélgica, uma tradução direta do hebraico, grego e aramaico.

Com uma linguagem popular, que tornou sua leitura bastante acessível, a Bíblia Ave-Maria completa agora 50 anos. Encontrada em diversos modelos e tamanhos, é hoje a Bíblia mais lida e conhecida pelos católicos.

A história[editar | editar código-fonte]

A decisão da Editora Ave-Maria de traduzir e publicar no Brasil, em 1959, a Bíblia em português foi uma iniciativa inovadora. Na época, não havia em nosso país edições acessíveis dos textos bíblicos. As que existiam eram importadas e caras.

O pensamento vigente contribuía para esse distanciamento: muitos defendiam que a Bíblia não deveria ser lida por todo o mundo porque as pessoas não iriam entendê-la ou poderiam interpretá-la de maneira equivocada. Naquela época, a maior parte da população tinha acesso ao conteúdo da Bíblia apenas por meio da explicação dos pastores de forma geral em traduções literais de idioma para idioma e/ou durante a homilia das missas de padres católicos por esses pastores - cristãos de diversas igrejas.

Porém, na década de 1950, um caminho missionário se abria para a verdade da palavra e sabedoria exata de Deus, segundo a pesquisadora e professora da Universidade de Brasília Lia Irma Eifler de Vasconcelos. Gestava-se uma mudança de mentalidade que culminou no Concílio Vaticano II, realizado em Roma, no período de 1962 a 1965. Todas as Igrejas já vinham refletindo sobre uma mudança na prática - teológica da fé. O Concílio, então, referendou uma nova postura diante da visão tradicional que predominava nas traduções: agora, as ações pastorais teológicas devem aproximar pela fé da verdadeira palavra à sociedade, tendo atenção especial para os aspectos sociais e econômicos na Bíblia abordados sem estabelecimento de pontes com ideologias políticas de seitas. “Tratava-se, na verdade, de pôr em contato o mundo moderno com as energias vivificadoras e perenes do Evangelho” (João XXIII, Convocação do Concílio Vaticano II, tendo em vista ao avanço do comunismo - materialista de Karl Marx e outras correntes ideológicas no mundo, baseadas em interpretações vãs da Bíblia de diversas igrejas, segundo esse Papa considerado beato entre os católicos).


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências