Babosa

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Como ler uma caixa taxonómicaaloés
Aloe vera flower inset.png

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Asphodelaceae
Género: Aloe
Espécie: A. vera e A. succotrina
Nome binomial
Aloe vera
Aloe vera - MHNT

Aloe succotrina e Aloe vera são espécies de plantas conhecidas popularmente como babosa e aloés[1] . São nativas do norte de África. Encontram-se catalogadas mais de 200 espécies de Aloe. Deste universo, apenas 4 espécies são seguras para uso em seres humanos, dentre as quais destacam-se a Aloe arborensis e a Aloe barbadensis Miller, sendo esta última reconhecida como a espécie de maior concentração de nutrientes no gel da folha.

Pela legislação brasileira, somente cosméticos e medicamentos fitoterápicos podem ser fabricados industrialmente a partir da planta. Alimentos à base de babosa, como sucos e isotônicos vendidos em outros países, no entanto, já estão autorizados a serem produzidos, pois já foram feitas pesquisas relacionadas a segurança alimentar.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Aloés" vem do grego aloé, através do latim aloes, que é o genitivo de aloe[3] . "Babosa" vem do adjetivo "baboso"[4] , numa referência à resina produzida pela planta. Aloe vera significa, traduzido do latim, "aloés verdadeiro"[5] . Aloe vera (do latim vera, "verdadeira") ou aloés tem um aspecto de um cacto de cor verde, mas este pertence à família dos lírios. Esta planta por dentro tem um líquido viscoso e macio.

Características e Habitat[editar | editar código-fonte]

A Aloe vera floresce no começo da primavera, geralmente com flores de um amarelo vivo em uma longa haste que se projeta para fora do centro da roseta. Suas flores são, ocasionalmente, de cor laranja ou vermelha. Em uma planta já desenvolvida, a haste se eleva, geralmente, de 60 a 90 centímetros acima da extremidade das folhas. Como suas folhas são suculentas, elas estão cheias de uma substância gelatinosa que pode ser extraída e então engarrafada ou incorporada em vários produtos.

A Aloe vera tem folhas espinhosas de cor verde, com o formato de lanças que crescem numa formação de roseta (tal qual pétalas de rosa). Suas folhas frequentemente crescem até 75 cm e podem chegar a pesar de 1,4 a 2,3 kg cada uma.

A Aloe vera é uma planta originária de regiões desérticas. Por causa do meio hostil em que se desenvolve, ela adquiriu inúmeras capacidades para sobreviver onde muito poucas espécies vegetais conseguem. Além de crescer no deserto, ela também só é encontrada em certas zonas tropicais do mundo e, por esta razão, não é muito conhecida em regiões de climas frios.

Propriedades[editar | editar código-fonte]

O Aloe vera é uma planta utilizada para diversos fins medicinais há muitos anos. Geralmente, é utilizada para problemas relacionados com a pele (acne, queimaduras, psoríase, hanseníase etc). Pesquisadores encontraram relatos do uso desta planta entre civilizações antigas como os egípcios, gregos, chineses, macedônios, japoneses e mesmo citações na Bíblia[6] deixam claro que era comum o uso desta planta na antiguidade.

É um poderoso regenerador e antioxidante natural. A esta planta são reconhecidas propriedades antibacteriana, cicatrizante, capacidade de rehidratar o tecido capilar e fechar as cuticulas dos cabelos ou dérmico danificado por uma queimadura, entre outras.

A babosa aplicada sobre uma queimadura ajuda rapidamente a retirar a dor, pelo seu efeito rehidratante e calmante. Pelo mesmo efeito rehidratante lentamente irá reparando o tecido queimado, curando desta forma a queimadura.[7]

A babosa tem o poder de reter água para se manter o tempo todo bem hidratada, mesmo sob o calor produzido pelo sol escaldante do deserto.

Aloe vera é um excelente nutriente, com importantes proteínas, vitaminas e sais minerais. Com sua constituição química, permite a penetração na pele e, assim leva importantes nutrientes para as células vivas.

Contém várias enzimas cujas atividades não são totalmente compreendidas.

  • A Aloe vera também pode ser utilizada para se regular o trânsito intestinal, sendo muito utilizada para casos de intestino preso e baixa absorção de nutrientes.

Referências à Aloe vera[editar | editar código-fonte]

  • A Aloe vera é tida por historiadores como o grande segredo de beleza utilizado por Cleópatra, no antigo Egito. Ela se utilizava de suas propriedades para tratar sua pele que encantava a todos. A babosa era transportada pelos soldados de Alexandre, o Grande, como medicamento de primeiros socorros para curar ferimentos, abreviando sua cicatrização.
  • Os chineses da antiguidade faziam uso da Aloe Vera como medicamento, isso há 6.000 anos.
  • Há 2 000 anos atrás, o médico grego Penadius Discorides enumerou os usos da Aloe vera como produto para o tratamento interno e externo como cuidar da pele, tratamento de queimaduras, manchas, perda de cabelo, indisposição estomacal.
  • A Aloe vera foi administrada como medicamento aos marinheiros de Cristóvão Colombo e, depois, foi largamente utilizada por missionários no Novo Mundo descoberto por ele.
  • A Aloe vera também era largamente utilizada por antigas tribos do México e América Central e do Sul para tratar do cabelo, pele, couro cabeludo e problemas de estômago.
  • As tribos dos índios Seminole, que povoavam parte dos Estados Unidos e hoje vivem na Flórida, Oklahoma e Arkansas, utilizavam a Aloe Vera para cobrir as incisões cirúrgicas e ferimentos das batalhas.
  • A Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos usou o gel de Aloe vera no tratamento de queimaduras provocadas por raio-X.[carece de fontes?]
  • Na bíblia, ela é chamada de "árvore perfumada" e "resina perfumada". Ela é usada misturada com mirra e trazida por Nicodemos para embalsamar Jesus.

A babosa e sua comercialização[editar | editar código-fonte]

Presentemente, é comum encontrar produtos de venda livre em farmácias, drogarias, supermercados ou até em detergentes ou em xampus e condicionadores. Apesar de alegações sobre possíveis propriedades curativas da Aloe, não existem estudos que comprovem estas afirmações. No Brasil, a ANVISA proibiu o comércio de produtos de consumo à base de aloe vera, porém existem empresas que conseguiram a liberação ao provarem que seus produtos não prejudicavam a saúde e tinham rigoroso processo de produção, estabilização e armazenamento, por meio dos estudos obtidos pelo Conselho Internacional da Aloe Vera, ou IASC ( The International Aloe Science Council). [8]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Produtos[editar | editar código-fonte]

Cultivo[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 90.
  2. Agência Senado. Falta de pesquisas no Brasil dificulta utilização da Barbosa como alimento e remédio. Página visitada em 09/12/2009.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 90.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 215.
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 90.
  6. Veja Números 24.6 e João 19:39
  7. http://www.dermatologia.net/neo/base/artigos/receitas_caseiras.htm
  8. http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/anvisa-proibe-bebidas-e-alimentos-base-de-aloe-vera.html
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