Bandeira do Rio Grande do Sul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Bandeira do estado do
Rio Grande do Sul
Bandeira do estado doRio Grande do Sul
Aplicação
FIAV 111000.svgFIAV normal.svg
Proporção 7:10
Adoção 5 de janeiro de 1966
Cores
  Verde
  Vermelho
  Amarelo

A bandeira do estado do Rio Grande do Sul tem sua origem nos desenhos de rebeldes durante a Guerra dos Farrapos, em 1835, mas sem o brasão de armas até então. Sua autoria é controversa; alguns apontam Bernardo Pires, enquanto outros apontam José Mariano de Mattos. Algumas das características da bandeira do Rio Grande do Sul são de evidente inspiração maçônica, como as duas colunas que ladeiam o losango invertido são idênticas às encontradas em todos os Templos maçônicos. O lema da bandeira é Liberdade, Igualdade e Humanidade

Ela foi adotada oficialmente, como símbolo do estado, logo nos primeiros anos da república. Mas especificamente, através do título VI da constituição estadual promulgada em 14 de julho de 1891. [nota 1]

No entanto, nenhuma lei posterior foi promulgada regulamentando o uso ou descrição da bandeira.

Todavia, Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, suspendeu o uso dos símbolos estaduais e municipais, incluindo bandeiras e brasões. A bandeira só foi reestabelecida oficialmente no estado em 5 de janeiro de 1966, através da lei nº 5.213.

Desenho e dimensões[editar | editar código-fonte]

A bandeira rio grandense apresenta a proporção 7:10 (largura:comprimento), as mesmas utilizadas na bandeira nacional. Seu desenho é especificado através do artigo 6 da lei citada, cujo texto é o seguinte:

Art. 6º. O desenho do modelo padrão da Bandeira obedecerá ao módulo e às disposições constantes do Anexo nº 1.
I - Para cálculo das dimensões tomar-se-á por base a largura desejada, dividindo-se esta em cento e quarenta partes iguais para estabelecer a medida ou módulo;
II - O comprimento será de duzentos módulos;
III - A elípse referida no inciso II do artigo 4º terá setenta módulos de alto, no sentido da largura da Bandeira e sessenta módulos de largo, no sentido do comprimento da Bandeira;
IV - O lado menor do triângulo retângulo verde, ao alto e à esquerda, medirá exatamente setenta módulos, o mesmo acontecendo com o lado menor do triângulo amarelo, embaixo e à direita;
V - Igualmente medirão setenta módulos os lados menores do quadrilátero ascendente vermelho, entre os dois triângulos retângulos citados.
Desenho esquemático da bandeira, com as dimensões especificadas em lei.

Significados[editar | editar código-fonte]

Não há um consenso sobre o significado das cores da bandeira riograndense. Uma versão, possivelmente mais próxima da real, dá conta que a faixa verde representa a mata dos pampas, a vermelha simboliza o ideal revolucionário e a coragem do povo, e a cor amarela representa as riquezas nacionais do território gaúcho. Por outro lado, algumas fontes alegam que as cores simbolizariam o auriverde do Brasil separado pelo vermelho da guerra. Há outras ainda que afirmam ser a bandeira uma combinação do rubroverde da bandeira portuguesa com o aurivermelho da bandeira espanhola, o que faria todo o sentido em uma região de fronteira entre essas duas potências coloniais; há que se salientar, todavia, que à época da Revolução Farroupilha, as cores nacionais de Portugal eram o alviceleste, símbolo da monarquia, e que só mudaria para o rubroverde mais de meio século depois. Este fato põe em dúvida a veracidade desta última versão.

Liberdade, igualdade e humanidade[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que o lema escrito na bandeira do estado, tanto quanto os símbolos, estão diretamente ligados ao Positivismo, haja vista que a elite gaúcha militar e política à época era, em sua maioria,ligada as orientações da Religião da Humanidade, através do Positismo de Auguste Comte. Sendo seu grande discipulo o Dr. Júlio de Castilhos, Governador do Estado e autor da sua constituição, a quem coube a colocação do termo Humanidade.Fatos que se comprovam junto ao Templo Positivista - Religião Da Humanidade, Porto Alegre, Rs.

Província do Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

Durante o período do Império do Brasil, a bandeira da então província do Rio Grande do Sul era dividida em quatro partes diagonais, alternadas nas cores azul e branco.[2]

Bandeiras relacionadas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Segundo registra Clóvis Ribeiro, no desenho da bandeira do estado, enviado em 1931 pelo governo do Rio Grande do Sul ao Museu Histórico Nacional, já figura ao centro o escudo da República do Piratini.[1]

Referências

  1. RIBEIRO, Clóvis. Os Brazões e Bandeiras do Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1933. p. 151.
  2. a b Bandeiras do Rio Grande do Sul. http://www.vexilologia.com.br Página visitada em 29/05/2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Bandeira do Rio Grande do Sul
Bandeiras dos Estados e do Distrito Federal brasileiros
Acre Bahia Goiás Minas Gerais Pernambuco Rio Grande do Sul São Paulo
Alagoas Ceará Maranhão Pará Piauí Rondônia Sergipe
Amapá Distrito Federal Mato Grosso Paraíba Rio de Janeiro Roraima Tocantins
Amazonas Espírito Santo Mato Grosso do Sul Paraná Rio Grande do Norte Santa Catarina Brasil
Ícone de esboço Este artigo sobre vexilologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.