Batalha de Bicocca

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Batalha de Bicocca
Guerra Italiana de 1521
Battle of Bicocca (location).png
Lombardia em 1522. O local da batalha está assinalado
Data 27 de abril de 1522
Local Bicocca, norte de Milão, Itália
Resultado Vitória espanhola-imperial, papal e milanesa.
Combatentes
Flag of Île-de-France.svg Reino da França,
Flag of Most Serene Republic of Venice.svg República de Veneza
Armas de Carlos I de España 2.svg Espanha,
Banner of the Holy Roman Emperor (after 1400).svg Sacro Império,
Emblem of the Papacy SE.svg Estados Pontifícios,
Flag of the Duchy of Milan.png Ducado de Milão
Comandantes
Odet de Foix Prospero Colonna
Forças
19.000–31.000+[1] 7.000+[2]
Baixas
+ 3.000 mortos Leves
Predefinição:Campanhainfo Guerra Italiana 1521

A Batalha de Bicocca, algumas vezes chamada de Batalha de La Bicocca, foi travada em 27 de abrilde 1522 durante a Guerra Italiana de 1521-1526. Uma combinação de forças francesas e venezianas sob comando de Odet de Foix, Visconde de Lautrec, que foi decisivamente derrotado pelas forças imperiais, espanholas e papais sob o comando geral de Prospero Colonna. Lautrec então deixou a Lombardia, perdendo o Ducado de Milão para o domínio Imperial.

Tendo sido forçado até Milão por um avanço imperial no começo de 1521, Lautrec reagrupou suas forças, enquanto tentava impingir golpes nas linhas de comunicação de Colonna. Neste ínterim ficaram os mercenários suíços com seus pagamentos atrasados - o que exigia fossem colocados imediatamente em combate. Isto forçou Lautrec a empreender um ataque às posições fortificadas de Colonna, na praça de Bicocca, ao norte da cidade.

Os piqueiros suíços avançaram em campo aberto, sob fogo pesado da artilharia, em assalto às posições imperiais, mas foram barrados pelas trincheiras abertas no terreno. Sofrendo enormes baixas pelo fogo dos arcabuzeiros espanhóis, os suíços bateram em retirada. A este tempo, uma tentativa da cavalaria francesa em atacar os flancos da posição de Colonna revelou-se igualmente ineficaz. Os suíços, pouco dispostos em continuar lutando, abandonaram a praça e voltaram aos seus cantões depois de alguns dias, e Lautrec bateu em retirada para o território veneziano com o remanescente de suas tropas.

Esta batalha tornou-se particularmente notável porque marcou o fim do domínio suíço entre as forças de infantaria durante as Guerras Italianas, bem como o método suíço de ataque por colunas maciças de piqueiros, sem apoio de outras tropas. Foi, ainda, simultaneamente, o primeiro de uma série de enfrentamentos que estabeleceram o papel decisivo das armas de fogo nos campos de batalha.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Ao começo da guerra, em 1521, o Imperador Carlos V do Sacro Império e o Papa Leão X moveram-se juntamente contra o Ducado de Milão, a principal possessão francesa na Lombardia. Uma grande força papal, sob comando do Marquês de Mântua, junto a tropas espanholas de Nápoles e alguns pequenos contingentes italianos, concentraram-se próximo a Mântua.[3] As forças alemãs que Carlos enviou ao sul para auxiliar no confronto atravessaram território veneziano próximo a Vallegio, sem serem molestadas. O combinado de forças papais, espanholas e imperiais agiram então em território francês sob o comando de Próspero Colonna.[4] Durante os meses seguintes Colonna iniciou uma luta de manobras evasivas contra Odet de Foix, Visconde de Lautrec, comandante francês, sitiando cidades mas se recusando a travar uma batalha.


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Referências

  1. Oman, Art of War, 176. Lautrec tinha perto de doze mil homens quando retirou-se de Milão, e foi reforçado por dezesseis mil suíços, três mil italianos (os Banda Negra), e um número de contingentes franceses e venezianos de tamanhos desconhecidos; mas alguns dos registros ao tempo da batalha não são claros.
  2. Oman, Art of War, 176, 179. As forças imperiais eram "definitivamente inferiores" aos franceses, mas o único grupo de que se tem o registro numérico específico e que era contemporâneo à batalha era dos 6.400 milaneses comandados por Francisco II Sforza.
  3. Oman, Art of War, 174.
  4. Oman, Art of War, 174–175. A aparente inabilidade dos venezianos em tolher o avanço das tropas inimigas ensejou várias reclamações dos franceses.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Commons
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  • Italian Wars
  • Marignano.jpg
  • Arfaioli, Maurizio. The Black Bands of Giovanni: Infantry and Diplomacy During the Italian Wars (1526–1528). Pisa: Pisa University Press, Edizioni Plus, 2005. ISBN 88-8492-231-3.
  • Black, Jeremy. "Dynasty Forged by Fire." MHQ: The Quarterly Journal of Military History 18, no. 3 (Spring 2006): 34–43. ISSN 1040-5992.
  • Blockmans, Wim. Emperor Charles V, 1500–1558. Translated by Isola van den Hoven-Vardon. New York: Oxford University Press, 2002. ISBN 0-340-73110-9.
  • Guicciardini, Francesco. The History of Italy. Translated by Sydney Alexander. Princeton: Princeton University Press, 1984. ISBN 0-691-00800-0.
  • Hackett, Francis. Francis the First. Garden City, New York: Doubleday, Doran & Co., 1937.
  • Hall, Bert. Weapons and Warfare in Renaissance Europe: Gunpowder, Technology, and Tactics. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1997. ISBN 0-8018-5531-4.
  • Norwich, John Julius. A History of Venice. New York: Vintage Books, 1989. ISBN 0-679-72197-5.
  • Oman, Charles. A History of the Art of War in the Sixteenth Century. London: Methuen & Co., 1937.
  • Taylor, Frederick Lewis. The Art of War in Italy, 1494–1529. Westport, Conn.: Greenwood Press, 1973. ISBN 0-8371-5025-6.