Boca do Lixo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde julho de 2012). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
Boca do Lixo
Localização
Estado São Paulo
Município São Paulo
Bairro(s) Luz
Informações
Início Não disponível
Interseções Não disponível
Término Não disponível
Comprimento Não disponível

A Boca do Lixo é uma região não oficial do centro da cidade de São Paulo caracterizada por ter se tornado um polo da indústria cinematográfica nas décadas de 1920 e 1930, quando empresas como a Paramount, a Fox e a Metro se instalaram na região. Durante as décadas seguintes, essas companhias atraíram distribuidoras, fábricas de equipamentos especializados, serviços de manutenção técnica e outras empresas do ramo cinematográfico para as redondezas, o que transformou a Boca em um verdadeiro reduto do cinema independente brasileiro, desvinculado dos incentivos governamentais. Durante aqueles anos, era comum ver homens guiando carroças carregadas de latas de filmes pelas vias públicas.[1] .

A Boca está localizada no bairro da Luz, em um quadrilátero que inclui a Rua do Triumpho e suas adjacências. Nos anos 1990, parte desse quadrilátero veio a ser chamada de Cracolândia e se tornou uma da regiões mais degradadas da cidade de São Paulo. Algumas fontes citam a região como sendo o fim da rua Augusta.[2] [3]

Muitos cineastas, como Carlos Reichenbach, Luiz Castelini, Alfredo Sternheim, Juan Bajon, Cláudio Cunha ou Walter Hugo Khouri, tinham clara proposta autoral em seus filmes, mas a produção da Boca ficou mesmo caracterizada pelos filmes baratos e que tinham forte apelo sexual. Ela floresceu e se expandiu na pornochanchada dos anos 1970, com musas como Helena Ramos, Sandra Bréa, Vanessa Alves, Patrícia Scalvi, Nicole Puzzi, Zilda Mayo. Comédias, dramas, policiais, faroestes, filmes de ação e de kung fu, terror, entre outros, foram gêneros explorados pelo cinema da Boca, sem deixar de lado o uso restrito do erotismo. Produtores como Antônio Polo Galante, David Cardoso, Nelson Teixeira Mendes, Juan Bajon, Cláudio Cunha, Aníbal Massaini Neto, entre outros, ficaram milionários com esse tipo de cinema.[4]

Alguns tiveram sucesso de bilheteria, entre os quais A Viúva Virgem, de Rovai, e Giselle, de Victor di Mello. Em raras exceções, esses filmes eram sucesso entre a crítica, que preferia os filmes mais voltados à questão social, de diretores surgidos no Cinema Novo e nos anos 1970, integrados à Embrafilme, que produzia filmes com incentivo estatal.

O fim da ditadura militar no Brasil trouxe de volta o filme de sexo explícito, o que acabou matando essa indústria cinematográfica.[5]

Referências