Pornochanchada

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Pornochanchada é um gênero do cinema brasileiro, comum na década de 1970. Surgiu em São Paulo e contou com uma produção bem numerosa e comercial. A mais conhecida produção era a da chamada boca do lixo, região de prostituição existente na zona central da cidade de São Paulo.

Surgimento e auge[editar | editar código-fonte]

A cota de exibição obrigatória de filmes brasileiros, uma das muitas medidas de desenvolvimento econômico e cultural criadas pela chamada Ditadura Militar, dava espaço para o desenvolvimento desse gênero - a lei obrigava as salas de exibição a exibir uma cota de filmes nacionais por ano. Assim nasceu a pornochanchada, chamada assim por trazer alguns elementos do gênero conhecido como chanchada e por uma certa dose de erotismo que, em uma época de censura no Brasil, levava à associação ao gênero pornográfico, embora não houvesse, com efeito, cenas de sexo explícito nos filmes.[carece de fontes?]

A pornochanchada foi muito influenciada pelas comédias populares italianas, em especial as de teor erótico.[1]

O sucesso de público também foi essencial para o gênero pois possibilitou que os filmes ficassem por mais semanas em cartaz. Ao contrário do que comumente se pensa, eles não eram financiados pela Embrafilme mas sim por produtores independentes, comerciantes locais, ou quem mais se interessasse, porque eram de fato muito lucrativos.[carece de fontes?]

A pornochanchada atraiu milhões de espectadores ao cinema na década de 1970, fazendo com que atores e atrizes alcançassem o estrelato. Alguns atores e atrizes conseguiram migrar para a televisão e para os filmes mais comerciais, outros seguiram outros rumos devido a popularidade que atingiram tais como ativismo político e/ou luta contra a ditadura, enquanto outros permaneceram apenas no cinema até o fim desse período.[carece de fontes?]

Dentre os atores que conseguiram mudar de estilo, destacam-se Sônia Braga, Vera Gimenez, Nádia Lippi, Nuno Leal Maia, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria, Helena Ramos, Lucélia Santos, e Vera Fischer, sendo que esta chegou a ter problemas em sua cidade natal quando começou a participar de pornochanchadas. Já os diretores, despontaram (Cláudio Cunha, Alfredo Sternheim, Ody Fraga, Jean Garrett, Neville d'Almeida, Fauzi Mansur, entre outros) que souberam usar o que dava bilheteria na época para fazer filmes de grande valor estético e formal.[carece de fontes?]

Decadência[editar | editar código-fonte]

A pornochanchada iniciou sua decadência nos anos 80, com o fim da obrigatoriedade das cotas de exibição de fitas nacionais, o surgimento do videocassete e a exibição de filmes de sexo explícito nos cinemas.[carece de fontes?]

Com o fim delas acabou também a fama e o estrelato de alguns atores e atrizes que não conseguiram mudar de estilo ou ir para a TV.[carece de fontes?] Alguns conseguiram pequenos trabalhos na televisão e no teatro, como Zaira Bueno Matilde Mastrangi, David Cardoso, Nicole Puzzi, Adele Fátima e Aldine Muller, enquanto outros simplesmente desapareceram, Noelle Pinne, Carlo Mossy, Rossana Ghessa, Zilda Mayo e Francisco Di Franco.

Legado[editar | editar código-fonte]

A maior consequência do gênero foi marcar o cinema brasileiro como sinônimo de um cinema repleto de nudez e de palavrões.[carece de fontes?] Durante os anos 80 e 90 foi comum as emissoras de TV exibirem filmes nacionais em horários avançados, dando a entender que seriam como sessões eróticas. Destacam-se aqui os programas Sala Especial, na TV Record, nos anos 80; Sessão das Dez, no SBT, em 1992; Sexta Brasil, na CNT, em 1996 e 1997; e Made in Brazil, na Rede Bandeirantes, nos anos 90. Atualmente, o Canal Brasil exibe pornochanchadas na sessão Como Era Gostoso o Nosso Cinema.

A pornochanchada revelou algumas atrizes que depois ficaram famosas na TV e passaram, de certa forma, a esconder de seus currículos a participação nos filmes do gênero.[carece de fontes?]

Filmes realizados[editar | editar código-fonte]

Dentre os filmes realizados destacam-se

E adaptações de Nélson Rodrigues, como A Dama do Lotação, Os Sete Gatinhos e Bonitinha, mas Ordinária, entre outros.

Referências

  1. Cinema: a influência negada O Estado de S.Paulo (1 de julho de 1979). Visitado em 18 de março de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]