Castelo de Blois

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Château de Blois, França: escadaria em espiral na ala de Francisco I.

O Real Château de Blois (em português: Castelo de Blois) localiza-se no departamento de Loir-et-Cher, no Vale do rio Loire.

Este palácio, além de residência de vários Reis da França, também foi o local onde o Arcebispo de Reims abençoou Joana d'Arc, em 1429, antes de esta partir com o seu batalhão para combater os ingleses em Orleães.

Erguido no centro da cidade de Blois, compreende vários edifícios construídos entre o século XIII e o século XVII, ao redor do pátio principal. A sua mais famosa peça de arquitectura é a magnifica escadaria em espiral, na ala de Francisco I.

História[editar | editar código-fonte]

Château de Blois, França: fachada da ala Luis XII, com a entrada principal.
Château de Blois, França: interior da ala Luis XII, com a capela à direita.

Luis XII[editar | editar código-fonte]

O castelo medieval tornou-se uma residência real e a capital política do reino durante o reinado de Luís XII de França. No início do século XVI, o soberano iniciou uma reconstrução do castelo e a criação de um jardim Renascentista (em 1890 a construção da Avenue Victor Hugo destruiu os jardins).

Esta ala, feita em tijolo encarnado e pedra cinzenta, constitui a entrada principal do palácio, caracterizada por uma estátua eqüestre do rei acima citado. Apesar de o estilo ser essencialmente gótico, existem elementos Renascentistas, tais como um pequeno candelabro.

Francisco I[editar | editar código-fonte]

As traseiras da ala de Francisco I, voltada para o centro de Blois.

Quando Francisco I subiu ao trono, a sua esposa, Cláudia de França, fêlo mobilar Blois com a intenção de se mudar para lá, deixando o Château d'Amboise. Francisco I iniciou a construção de uma nova ala e criou no palácio uma das mais importantes bibliotecas da época. depois da morte da esposa, em 1524, ele passou muito pouco tempo em Blois, tendo a impressionante biblioteca sido levada para o Real Château de Fontainebleau, onde foi usada como “Bibliothèque Nationale” (Biblioteca Nacional).

Nesta ala a arquitectura e a ornamentação são marcadas pelas influências italianas. Ao centro está a monumental escadaria em espiral, coberta por finas esculturas e com vista para o pátio central. Por trás desta ala está a fachada das galerias, caracterizada por uma série de nichos desligados.

Henrique III[editar | editar código-fonte]

Henrique III, saiu de Paris durante as Guerras Religiosas Francesas (1562 - 1598, vivendo em Blois, onde convocou a Assembléia dos Estados Gerais em 1576 e 1588. Foi durante esta convenção que o rei condenou o seu arqui-inimigo, Henrique I, Duque de Guise, à execução.

Henrique IV[editar | editar código-fonte]

Depois disso, o palácio foi ocupado por Henrique IV, o primeiro monarca Bourbon. Depois da morte de Henrique IV, o palácio tornou-se o exílio da sua viúva, Maria de Médici.

Gaston d'Orléans[editar | editar código-fonte]

Château de Blois, França: ala Gaston d'Orléans, nunca completada.

Em 1626, Luis XIII deu o Château of Blois ao seu irmão Gaston, Duque de Orleães, como presente de casamento. Em 1635 ouve uma outra tentativa de ampliar o palácio, mas com a morte de Gaston, em 1660, foi abandonado. A tarefa deste desenvolvimento foi atribuída a François Mansart, um bem conhecido arquitecto da época. Esta ala preenche o muro das traseiras do parque, directamente oposta à ala Luis XII. A secção central é composta por três níveis horizontais, onde pode ver-se a sobreposição das três ordens, Dórica, Jónica e Coríntia.

Château de Blois, França: "chambre de secrets", supostamente usado por Catarina de Médici para guardar os seus venenos.

Depois da Revolução Francesa o imenso palácio foi abandonado por mais de cento e trinta anos. Os revolucionários decidiram destruir qualquer símbolo da velha nobreza, enquanto se enriqueciam a eles próprios, saqueando o palácio e roubando várias estátuas, emblemas reais e brasões. Num estado de total abandono, foi decidido que seria demolido. Esta atitude foi, porém, adiada para que servisse de aquartelamento militar.

Preservação[editar | editar código-fonte]

Em 1841, sob a direcção de Luís Filipe I, o Château de Blois foi classificado como monumento histórico. Foi restaurado e transformado num museu. Incluído na visita ao palácio está o gabinete onde Catherine de Medici, supostamente, guardaria os seus venenos. Provavelmente, o "chamber of secrets" tinha um propósito bem mais banal: exibir objectos preciosos para os convidados.

Actualmente, o palácio é pertença da cidade de Blois, constituindo uma das suas maiores atracções turísticas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Castelo de Blois
Château de Chambord Palácios do Vale do Loire Château de Chenonceau
Amboise • Angers • Azay-le-Rideau • Blois • La Bourdaisière • Chambord • Chaumont • Chenonceau • Châteaudun • Cheverny • Fougères-sur-Bièvre • Langeais • Loches • Menars • Montsoreau • Plessis-Bourré • Le Rivau • Saumur • Sully • Talcy • Troussay • Ussé • Valençay • Villandry • Villesavin