Cefalosporina

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Cephalosporins Generation1.svg

As cefalosporinas formam um grupo de antibióticos beta-lactâmicos relacionados com as penicilinas, usados no tratamento de infecções bacterianas.

Indicações[editar | editar código-fonte]

Mecanismo de acção[editar | editar código-fonte]

Como todos os antibióticos beta-lactâmicos (e.g. penicilinas), as cefalosporinas interferem na síntese da parede celular de peptidoglicano via inibição de enzimas envolvidas no processo de transpeptidação.

Há resistência em algumas estirpes devido a disseminação de plasmídeos que codificam o gene da proteína beta-lactamase, que destroi o antibiótico antes que possa ter efeitos.

Efeitos adversos[editar | editar código-fonte]

  • Diarréia.
  • Reacções alérgicas, com erupções na pele.
  • Nefrotoxicidade.

Interações[editar | editar código-fonte]

  • Interações com o álcool: desacelera o metabolismo do álcool pelo corpo com consequente aumento dos níveis de acetaldeído. Tal aumento eventualmente provoca sintomas como nâusea, vômito, enrijecimento facial, dor de cabeça, dificuldade para respirar e dores no peito. Efeitos semelhantes ao do dissulfiram.[1]

Membros do grupo[editar | editar código-fonte]

  • Quarta geração: mesma actividade contra Gram-negativas, mas mais potentes para Gram-positivas do que os de terceira geração. Mais resistentes à degradação por beta-lactamase (mais eficazes contra estirpes parcialmente resistentes).

História[editar | editar código-fonte]

Foram isoladas de culturas de Cephalosporium acremonium de um esgoto na ilha italiana de Sardenha em 1948 pelo italiano Giuseppe Brotzu. Ele reparou que em cultura inibiam a Salmonella typhi (causadora da febre tifóide). O farmacêutico Eli Lilly lançou as primeiras cefalosporinas na década de 1960.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Claudia Hammond. ¿Realmente no se debe mezclar alcohol y antibióticos?. Página visitada em 22 de setembro de 2013.