Ciclo Lenoir
O ciclo de Lenoir foi um ciclo termodinâmico idealizado usado para modelar o motor a pulso jato. Ele é baseado na operação do motor patenteado por Étienne Lenoir em 1860. Este motor foi considerado como o primeiro motor de combustão interna comercialmente fabricado. A ausência de um processo de compressão no projeto leva-o a melhor eficiência térmica a baixas temperaturas comparado ao motores baseados no ciclo Otto ou ciclo Diesel.
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O Ciclo[editar]
Um ciclo ideal de Lenoir com um gás ideal passa por:
- 1-2: Adição de calor a volume constante
- 2-3: Expansão isentrópica
- 3-1: Rejeição de calor e compressão a pressão constante
O processo de expansão é um processo isentrópico e consequentemente não envolve troca de calor. A energia é absorvida em forma de calor durante o aquecimento em volume constante e fornecida como trabalho durante a expansão. O calor restante não é aproveitado e é perdido durante o processo de resfriamento a pressão constante.
Adição de calor a volume constante {1-2}[editar]
Na versão com gás ideal do ciclo de Lenoir tradicional, o primeiro estágio (1-2} envolve a adição de calor de modo que o volume seja constante. Este processo se baseia na primeira lei da termodinâmica: 
Não existe trabalho durante este processo porque o volume se mantém constante: 
e da definição de calores específicos de volume constante para um gás ideal: 
Onde R é a constante dos gases ideais e γ é a relação dos calores específicos (aproximadamente 287 J (kg•K) e 1.4 para o ar respectivamente). A pressão após a adição de calor pode ser calculada a partir da lei dos gases ideais: 
Expansão isentrópica (2-3)[editar]
A segunda etapa(2-3) envolve uma expansão adiabática reversível do fluido de volta para sua pressão original. Pode-se determinar que, para um processo isoentrópico, a aplicação da segunda lei da termodinâmica resulta no seguinte: 
Onde
para esse ciclo específico. A primeira lei da termodinâmica resulta na seguinte equação a seguir para esse processo de expansão:
porque para um processo adiabático: 
Perda de calor a pressão constante (3-1)[editar]
A fase final (3-1) envolve uma perda de calor a pressão constante, voltando ao estado original. Da primeira lei da termodinâmica, temos:
.
Da definição de trabalho:
, equacionamos o seguinte para o calor rejeitado durante o processo
.
Como resultado, determinamos o calor rejeitado como:
da definição de calor específico a pressão constante para um gás ideal:
.
A eficiência do ciclo completo é determinada pelo trabalho total sobre o calor adicionado, que para o ciclo de Lenoir equivale a
. Note que o trabalho aumenta durante a expansão, porém ele diminui um pouco durante o processo de perda de calor.
Ligações externas[editar]
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