Eleições federais na Alemanha em 2009

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Bandeira alemã
Cédula eleitoral (do distrito eleitoral 126: Bottrop-Recklinghausen III). À esquerda: primeiro voto (Erststimme) para o candidato do distrito eleitoral, à direita: segundo voto (Zweitstimme) para o partido.

As 17as eleições federais alemãs ocorreram em 27 de setembro de 2009. Nelas foram escolhidos os membros do Bundestag, o parlamento federal da Alemanha.[1] As eleições federais foram as últimas e mais importantes do que é chamado de Superwahljahr (super ano eleitoral) na Alemanha. Em adição ao novo Bundestag, também ocorrem em 2009 eleições para o Parlamento Europeu em 7 de junho, oito eleições locais (também em 7 de junho), cinco eleições estaduais em agosto e setembro, além da eleição para presidente da Assembleia Federal em 23 de maio.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Desde as eleições de 2005, a chanceler de centro-direita Angela Merkel (CDU) governa o país em uma ampla coalizão com o centro-esquerdista SPD. Entretanto, era de seu desejo conquistar uma ampla maioria para a coalizão de centro-direita CDU/CSU-FDP, e assim sendo, excluir o SPD de seu governo. O ministro de relações exteriores e vice-chanceler Frank-Walter Steinmeier foi oficializado como candidato a chanceler pelo SPD em 18 de outubro de 2008[2] . Era de seu desejo formar um governo de centro-esquerda liderado pelo SPD, mas, por sua vez, excluindo o Die Linke, sucessor do Partido Socialista Unificado da Alemanha Oriental.

Resultado[editar | editar código-fonte]

Assim como indicado pelas pesquisas[3] , o CDU/CSU conquistou a maioria dos votos e poderá formar um governo com o FDP sem a necessidade de se coligar com um terceiro partido. Espera-se que Guido Westerwelle, líder do FDP, se torne o novo ministro de relações exteriores e vice-chanceler.

Como o resultado final dependia piamente do comparecimento dos eleitores às urnas e da mobilização dos partidos, então era considerada a possibilidade de que as coalizões tradicionais (CDU/CSU-FDP e SPD-Verdes) iriam novamente falhar na tentativa de conseguir maioria. Se isso ocorresse, haveria a possibilidade de se formarem dois modelos de coalizões alternativas, como as amplamente debatidas pela mídia: a do "Sinaleiro" (SPD-FDP-Verdes) ou a da "Jamaica" (CDU/CSU-FDP-Verdes).

Resultado das eleições de 2009 na Alemanha por distrito eleitoral (Em destaque, Berlim e Hamburgo).
Legenda:
– CDU
– CSU
– SPD
– Die Linke
– Partido Verde

Os três principais partidos do país perderam eleitores em relação às eleições anteriores, realizadas em 2005. O CDU teve 0,6% e o CSU 0,9% votos a menos em 2009. Já o SPD viu seu apoio popular sofrer um decréscimo de 11,2%, o que reduziu sua bancada em 76 assentos. Esta foi a pior participação eleitoral do SPD desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O FDP obteve o maior acréscimo de votos, quase 5%, o que, além da derrocada do SPD, contribuiu para as aspirações de Merkel de formar um governo de centro-direita. Ele foi seguido pelo Die Linke, que recebeu o apoio de quase 12% dos alemães - 3,2% a mais do que no último pleito - sobretudo os da antiga Alemanha Oriental, conquistando 22 assentos a mais do que em 2005. O Partido Verde veio em quarto, com 10,7% dos votos, um acréscimo de 2,6% e dezessete assentos em relação ao último pleito.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ""Der Wahltermin für die Bundestagswahl 2009"", Der Bundeswahlleiter. Página visitada em 13 de junho de 2009.
  2. ""Frank-Walter Steinmeier zum SPD-Kanzlerkandidaten gewählt"", Sozialdemokratische Partei Deutschlands, 18 de outubro de 2008. Página visitada em 13 de junho de 2009.
  3. Pesquisas eleitorais do jornal Der Spiegel. Página visitada em 13 de junho de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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