Epicondilite

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Epicondilite
Articulação do cotovelo esquerdo, mostrando ligamentos colaterais radial e posterior.
Classificação e recursos externos
CID-10 M77.1
CID-9 726.32
DiseasesDB 12950
eMedicine orthoped/510 pmr/64 sports/59
MeSH D013716
Star of life caution.svg Aviso médico

Epicondilite ou epicondilite lateral é uma degeneração dos tendões que se originam no cotovelo, atingindo principalmente os músculos extensores do punho e dos dedos. A epicondilite é também conhecida como cotovelo de tenista.

Causas[editar | editar código-fonte]

A epicondilite é causada por atividades que exigem uso excessivo ou incomum dos músculos extensores do punho ou dos pronadores do antebraço, como ocorre em alguns desportos, especialmente o tênis, ou por tensões repetitivas na articulação do cotovelo.

Evolução e Sintomas[editar | editar código-fonte]

A epicondilite começa como uma ligeira impressão dolorosa, geralmente localizada na face externa do cotovelo e que se estende pelo terço proximal da face externa do antebraço. Se o esforço repetitivo for continuado, principalmente na região do antebraço em sobrecarga, a área atingida torna-se dolorosa ao toque e a dor pode irradiar para baixo até ao punho. Levantar quaisquer objetos, especialmente com o antebraço estendido, torna-se muito doloroso e quase impossível, mesmo que tenham pouco peso. Gestos de rotação do membro, como o de abrir a maçaneta de uma porta, tornam-se impossíveis. A epicondilite pode também aparecer em dentistas, devido aos esforços repetitivos do dia-a-dia.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico da epicondilite lateral pode ser feita inicialmente por uma anamnese e um exame físico articular, com avaliação da musculatura e dos ligamentos locais.

O médico pode também solicitar exames de imagem, como Radiografias de cotovelo e até uma Ressonância magnética para descartar outros possíveis diagnósticos diferenciais, tais como traumas e artrites.

Uma eletroneuromiografia pode ser solicitada para avaliação de lesão nervosa, pois vários nervos (como o ulnar e o radial) passam próximo a articulação do cotovelo, com a sua compressão podendo resultar em sintomas parecidos[1] .

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento da epicondilite geralmente é conservador, sendo cirúrgico apenas se não houver remissão (total ou parcial progressiva) com o tratamento medicamentoso e fisioterápico em um período de 3 meses. A primeira medida sempre será procurar retirar ou minimizar a causa da afecção: o esforço repetitivo ou a sobrecarga local. Em conjunto, emprega-se tratamento medicamentoso com antiinflamatório e fisioterapia local. Estes tratamentos variam de caso a caso.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Epitrocleite (cotovelo do golfista)

Referências

  1. American Academy of Orthopedic Surgeons. Visitado em 21/05/2015.