Forma canónica
No campo da matemática, a forma canónica refere-se de forma geral à forma normal e clássica de representar uma dada relação.
Dizemos que uma equação diferencial parcial está na forma canônica quando ela está escrita na sua forma mais simples, ou seja, sem os termos de derivadas mistas. A ideia básica está em classificar e equação diferencial parcial quanto ao tipo, determinar as equações características e pelo processo de integração encontrar as curvas características, onde as constantes serão as coordenadas características. Utilizando a regra da cadeia para derivadas parciais determinamos as derivadas para as novas variáveis e fazendo a substituição na equação original chega-se, assim a forma canônica.
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Forma Canônica para Equações Diferenciais Parciais[editar]
Suponhamos que as funções
não são nulas. Então podemos escolher novas variáveis
de modo que os coeficiente
sejam nulos. Para isso devemos ter


Notamos que as duas equações tem a mesma forma. Então, discutiremos a equação

onde
representa ora,
ora
. Podemos ainda escrever a equação anterior na seguinte forma

Ao longo de uma curva
no plano
temos

de onde obtemos

com a qual nossa equação para
toma a forma

As raízes desta equação de segundo grau são


onde 
As duas equações de primeira ordem são chamadas equações características e as respectivas integrais são chamadas curvas características. Visto que tais equações são de primeira ordem elas admitem uma constante de integração cada uma. Devemos notar ainda que se os coeficientes
são constantes as equações características levam a duas famílias de retas, e a equação é do mesmo tipo em todos os pontos de seu domínio, uma vez que
também será constante.
Equação do tipo hiperbólico[editar]
Se
temos duas famílias distintas de curvas características e a equação diferencial original se reduz a
onde
Esta é a chamada primeira forma canônica da equação hiperbólica. Ao introduzirmos um segundo par de variáveis independentes

obtemos a segunda forma canônica
Exemplo[editar]
Reduza a forma canônica seguinte EDP
.
Solução
(i) classicação: identificando os coeficiente
e calculando
temos: 
Equação do tipo parabólico[editar]
Se o discriminante
as equações características são idênticas. Neste caso só existe uma família de curvas características, de onde obtemos somente uma curva integral
. Logo a forma canônica para a equação do tipo parabólico e dada por.
Ou
Equação do tipo elíptico[editar]
Neste caso
e as curvas características não são reais. Entretanto, se os coeficientes
são funções analíticas podemos considerar a equação

para os complexos
. Desde que
são complexos conjugados, podemos introduzir as variáveis reais

Depois de todas as transformações obtemos:
que é chamada forma canônica da equação elíptica.
Exemplos[editar]
Referências
- Álgebra linear como introdução a matemática aplicada - Luis T. Magalhães