Gaston Leroux

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Gaston Leroux

Gaston Louis Alfred Leroux (Paris, 6 de maio de 1868 - 15 de abril de 1927) foi um escritor francês, célebre pelo livro O fantasma da ópera, sua obra-prima.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Enquanto seus pais, Julien e Marie Alphonsine, estavam voltando de Le Mans para sua casa na Normandia, o parto não pode aguentar até o retorno à sua casa.

Mais tarde voltou a Paris para ver onde nascera e, abismado, notou que no primeiro andar havia uma funerária, então exclamou: "Vim atrás de um berço e acabei encontrando um caixão".

Cresceu no porto de Valéry en Caux, na Normandia, onde pescava e adentrava nos veleiros. Na escola mostrou-se um aluno extra-disciplinado, ganhando prêmios atrás de prêmios.

Mudou-se então para Paris onde começou a cursar a direito, em 1889 estava formado e seu pai morto, este lhe deixou uma bela soma em dinheiro, aproximadamente um milhão de francos. Leroux esbanjou o dinheiro com bebidas, mulheres, jogos e investimentos mal-sucedidos.

Desistiu do direito e foi trabalhar como jornalista em Paris. Usando seus dotes de advogado teve sucesso imediato. Foi então para um jornal maior com um salário também maior.

Um caso interessante neste jornal foi um trabalho feito por ele, no qual se disfarçou de médico para adentrar na prisão e conseguir uma entrevista com um prisioneiro. Este acabou sendo inocentado graças a Leroux, porém também, pelo seu disfarce, teve de conviver com execuções, o que o tornou um inimigo da pena de morte.

Embora extremamente apaixonado por seu trabalho, desistiu.

Produção literária[editar | editar código-fonte]

As suas obras eram basicamente livros de mistério influenciadas por Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle. Além destes, outros autores que influenciaram Leroux foram: Stendhal, Alexandre Dumas e Vitor Hugo. Desde sempre cativou o interesse por escrever, e em 1903 lançou seu primeiro livro: "A busca dos tesouros da manhã". O seu segundo livro foi "O mistério do quarto amarelo", escrito em 1907, e o seu sucesso fez com que tomasse a decisão de largar o jornalismo para se dedicar exclusivamente à carreira literária. A sua prática como repórter permitiu-lhe imprimir nas histórias um ar realístico, não apenas pela utilização de fatos reais, mas também por se valer de "depoimentos" e "entrevistas" das personagens do livro.

Um outro livro foi "A poltrona assombrada": Leroux ataca os membros da Academia Francesa retratando-os como analfabetos que obtinham sucesso e uma cadeira de imortal. Após a morte de um académico cada candidacto à vaga morria de modo aparentemente natural, mas depois revela que as mortes são causadas em prol de um cientista "maligno".

Em 1908 o escritor muda-se para Nice. Aí começou seu acervo, entre outubro desse ano a julho de 1911, escreveu cinco romances. Entre eles destacou-se "A Rainha do Sabá", de terror. Um facto curioso é que ele começou a disparar tiros da sua varanda cada vez que terminava um livro, portanto conclui-se que foram muitos tiros.

Foi o a obra O Fantasma da Ópera que o tornou imortal, tendo sido publicada em 1911. Curiosamente, nas primeiras semanas foi ignorada pelo público. A obra foi escrita depois de Leroux ter visitado a Ópera de Paris e ter conhecido o seu lago subterrâneo, que realmente existe, e quase se perder no labirinto de portas e escadas que é esse teatro.

Em 1896, houve um acidente com o lustre da Ópera de Paris que caiu sobre a plateia lotada. Ao que parece, foi obra de um militante anarquista que colocou uma bomba no lustre. Juntando à esses ingredientes uma boa dose de imaginação, Leroux criou sua obra-prima.

Pouco a pouco o livro conquistou o público, tornando-se um grande sucesso. Posteriormente Leroux tanto aprovou como colaborou na elaboração de uma versão cinematográfica do livro, feita pela Universal Pictures em 1925. Muitas outras versões foram feitas depois, mas nenhuma delas foi fiel à história de Leroux.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]