Igreja Maná

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A Igreja Maná é uma igreja cristã protestante evangélica trinitarista de origem portuguesa, fundada oficialmente em Setembro de 1984 em Lisboa por Jorge Tadeu.

Tem presença em mais de 80 países, em 3 continentes, entre os quais: Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Eslováquia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Namíbia, África do Sul, Moçambique, Senegal, Tanzânia, Suazilândia, Congo, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, entre outros.

Declaração de Fé[editar | editar código-fonte]

A orientação da Igreja Maná é norteada pelas seguintes convicções[1] :

Culto[editar | editar código-fonte]

Os cultos da igreja Maná caracterizam-se pela presença marcante da música através de cânticos de louvor e adoração, orações, falar e orar línguas estranhas, cura divina e pregações onde as lições sobre a prosperidade financeira tomam especial destaque nomeadamente nas reuniões dominicais.

A exemplo de outras denominações cristãs, e com inspiração directa no Novo Testamento da Bíblia, praticam, mensalmente, como forma marcante da conversão de novos iniciados (ou recém-convertidos) o batismo em águas por imersão do corpo inteiro, uma só vez, em adultos, em nome da Trindade.

A celebração, em alturas específicas mas continuada, da Santa Ceia e o chamado batismo no Espírito Santo com a evidência de falar em línguas estranhas é outra prática comum na igreja Maná.

Hierarquia Interna[editar | editar código-fonte]

A igreja Maná inspira-se nos textos bíblicos da 1ª epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 12 e da 1.ª epístola a Timóteo, capítulo 3 para organizar as hierarquias, complementando com o texto da carta de Paulo aos Efésios, capítulo 4, versículo 11, constituindo assim, as seguintes hierarquias básicas:

  • Irmãos, pessoas que frequentam a Igreja.
  • Diáconos, pessoas que frequentam a Igreja e servem em alguma área; tais como: músicos, assistentes, intercessores, etc...
  • Presbíteros (directores de departamentos internos)
  • Pastores, os que pastoreiam as Igrejas locais, e são classificados em 4 graus diferentes de acordo com o seu nível.
  • Bispos Nacionais e Regionais. Também são escalados por 5 graus diferentes. Pastores de nível elevado que supervisionam Continentes (Grau 5), Nações (Grau 4), Grandes Regiões (Grau 3) e pequenas Regiões (Grau 2 e 1) respectivamente.
  • Apóstolos implementa Igrejas, estabelece liderança e supervisiona. Dá a visão e as instruções de Deus para todo o ministério.

Televisão, Rádio e Media[editar | editar código-fonte]

A igreja Maná é detentora de vários canais de televisão e rádio em Portugal, Espanha, Brasil, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Os canais de televisão ManáSat 1 e têm emissão via satélite com alcance da Europa ocidental, Norte de África e África Austral, centro e leste dos Estados Unidos da América, América Central e América do Sul.

Denominação Cristã[editar | editar código-fonte]

Pertencente ao ramo das Igrejas Evangélicas Neopentecostais.

A Igreja Maná é uma igreja cristã protestante evangélica trinitarista de origem portuguesa, fundada oficialmente em Setembro de 1984 em Lisboa por Jorge Tadeu.

Tem presença em mais de 80 países, em 4 continentes, entre os quais: Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Eslováquia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Namíbia, África do Sul, Moçambique, Senegal, Tanzânia, Suazilândia, Congo, Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, entre outros.

Fundamentalista[editar | editar código-fonte]

Segundo a classificação do General Social Survey Codebook Methodological Report [carece de fontes?], a Igreja Maná é uma denominação religiosa cristã fundamentalista, por possuir as seguintes características gerais:

  1. Acreditar na inerrância da Bíblia (tanto na vertente verbal como escrita);
  2. Salvação pessoal pela aceitação de Cristo como salvador pessoal;
  3. O retorno pessoal, iminente e pre-milenial de Cristo;
  4. Uma ênfase no evangelismo ou desejo revitalístico de salvar e converter a outros;
  5. Aceitação das crenças protestantes mais tradicionais, como: Trindade, o nascimento virginal de Cristo, e a existência de anjos e demónios.

No entanto, ao contrário de algumas igrejas cristãs históricas, a lideranca é também composta por mulheres que ensinam e pastoream.

Escândalos e Polémicas[editar | editar código-fonte]

Eleições Legislativas de 2005[editar | editar código-fonte]

Em Fevereiro de 2005, a Igreja questionou a utilidade da participação dos cidadãos portugueses nas eleições legislativas. A iniciativa foi feita através de folhetos e de uma mensagem no seu site oficial.

Os folhetos aconselhavam o "voto cruzado" como forma de castigar os governantes e envergonhar o governo e todo o sistema que não está a ser correcto para com o povo português». Jorge Tadeu declarou que não iria votar e teceu diversas críticas aos governantes e aconselhou os cidadãos a ler a Constituição da República Portuguesa, de modo a conhecerem os seus direitos, pois os deveres «são demasiadamente exigidos pelos governantes e não há quem não os conheça».[2]

Proibição e Cisma em Angola[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2008, o Governo Angolano decidiu proibir a actividade da Igreja Maná por «violações sistemáticas» da lei angolana e da ordem pública, segundo um decreto-lei 14/92 no DR nº15, 1ª série, de 25 de Janeiro publicado no Diário da República de Angola.

Segundo a imprensa, um dos motivos desta decisão surgiu em Maio de 2007, quando o Bispo José Luís Gambôa foi suspenso por alegado desvio de fundos que teriam sido doados pela petrolífera Sonangol, com o objectivo de construir uma escola.[3]

Em Abril de 2008, Jorge Tadeu acusou o Ministro Angolano da Justiça (Manuel Aragão) e a empresa Sonangol de envolvimento num cisma religioso. Este cisma religioso consistiu na criação de um novo culto a Igreja Cristã da Arca de Noé, que estaria a atrair um grupo de bispos, pastores e fiéis da ilegalizada Igreja Maná em Angola, que decidiram demarcar-se de Jorge Tadeu.

Houve ainda troca de acusações entre Jorge Tadeu, que acusou os dissidentes de serem «pessoas com processos-crime em Angola por desvios de fundos e outros crimes», e os membros da Igreja Cristã da Arca de Noé acusaram Jorge Tadeu de "querer transformar a Igreja Maná numa religião política, que combate partidos políticos e pretende derrubar governos".[4]

No entanto, quer o governo Angolano, quer a própria Justiça, nomeadamente tribunais, juízes, etc. nunca deram qualquer tipo de explicação legal para a decisão tomada unilateralmente de ilegalizar a igreja Maná em Angola através de decreto sem qualquer tipo de notificação e/ou julgamento prévio, sendo por isso uma decisão de todo questionável em meios nacionais e internacionais, levando irremediavelmente ao debate do problema da liberdade religiosa nos países africanos de língua oficial portuguesa.

A OPA à Media Capital[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 2005, a Bolsa de Lisboa foi surpreendida por uma alegada oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital de um grupo sediado em Espanha (LP Brothers), com o apoio financeiro da Igreja Maná. A operação foi inicialmente comunicada à imprensa e posteriormente desmentida à CMVM.

Segundo um responsável da LP Brothers, o financiamento da operação seria assegurado pela Igreja Maná, através da sua unidade de media Maná Sat. A operação estava envolvida numa estratégia de investimento da empresa no valor de 43 milhões de euros para o mercado português. O caso foi levado a tribunal, depois de o Ministério Público (MP) ter acusado a empresa da prática ilícita de manipulação de mercado.[5]

Na altura, Jorge Tadeu afirmou que "a aquisição estava a ser estudada", acrescentando que já tinha pedido uma reunião com a Alta Autoridade para a Comunicação Social para se inteirar sobre "as características da licença, os accionistas e a situação financeira da TVI".[6]

Posteriormente, após Paes do Amaral ter afirmado que na Media Capital não havia espaço para mais parceiros estratégicos, Jorge Tadeu exigiu publicamente um pedido de desculpas e ameaçou com um "processo-crime por difamação". O líder da Igreja Maná aproveitou o incidente para revelar um pouco das actividades financeiras da Igreja: "A Igreja Maná trabalha com bancos, empresas de capital de risco e fundos de investimento bancário que se mostraram disponíveis a investir ou a fazer parcerias".[7]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.igrejamana.com/mana_mundo/declaracao_fe.html
  2. Igreja Maná questiona utilidade do voto em folhetos (Diário Digital).
  3. Angola: Igreja Maná fechada por decreto-lei (Diário Digital).
  4. Angola: Ministro Justiça acusado por cisão na Igreja Maná (Diário Digital).
  5. OPA 'fantasma' da Igreja Maná à Media Capital acaba em tribunal (Diário de Notícias).
  6. Igreja Maná confirma estar na corrida à TVI (Jornal de Notícias).
  7. Tadeu quer desculpas de Paes do Amaral (Diário de Notícias).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]