Imigração italiana nos Estados Unidos

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Ítalo-americanos

Os italianos e seus descendentes formam o sexto maior grupo étnico dos Estados Unidos da América, somando 15,6 milhões de pessoas, ou 5,6% da população norte-americana.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Imigrantes italianos em Mulberry Street, Manhattan: hoje a rua faz parte da Little Italy.

Logo após a Unificação Italiana, em 1861, a Itália entrou em um gigantesco processo de emigração. Milhões de pessoas abandonaram a Itália e partiram, principalmente, para as Américas: Brasil, Argentina e, sobretudo, os Estados Unidos.

Os Estados Unidos como destino[editar | editar código-fonte]

Mapa que mostra a ancestralidade da população norte-americana. Em azul escuro, onde os descendentes de italianos são uma maioria

Os Estados Unidos começaram a dominar a emigração italiana a partir da década de 1890. Antes disso, a maior parte dos italianos tinha como destino o Brasil ou a Argentina.[1] O fator que contribuiu para a preferência em emigrar para a América do Norte foi a melhor condição de emprego: na América do Sul os imigrantes eram submetidos, na maioria das vezes, a condições péssimas de trabalho, beirando a semi-escravidão no campo.[2] Já nos EUA, a grande maioria dos emigrados italianos foram viver nas cidades e nas zonas industrializadas. Apenas uma pequena proporção tornou-se fazendeiros.

A emigração em massa[editar | editar código-fonte]

Entre 1880 e 1978, emigraram para os Estados Unidos 5,3 milhões de italianos. Apenas os alemães e irlandeses chegaram em maior número. A maior parte dos imigrantes eram camponeses oriundos do Sul da Itália, especialmente da Sicilia e de Campania e se instalaram, na sua maioria, no Nordeste do país, sendo a cidade de Nova Iorque o destino preferido. Dominaram bairros específicos (chamados Little Italy) onde podiam se interagir e encontrar comida típica. Esses bairros eram tipicamente favelas construídas com habitações coletivas, com péssimo ou praticamente inexistência de saneamento básico. Os imigrantes italianos chegaram com muito pouco dinheiro e capital, todavia os EUA procuravam a mão-de-obra italiana. Aproximadamente 78% dos emigrados italianos eram do sexo masculino e cerca de 30% retornou para a Itália.[3]

Regiões de origem[editar | editar código-fonte]

Dos italianos que foram para os Estados Unidos entre 1876 e 1915, 80% eram do Sul da Itália. As primeiras levas de imigrantes vieram de Campânia, mas depois foram superadas pela imigração em larga escala oriunda da Sicília. Os sicilianos se mantiveram como os italianos que mais imigraram para a América do Norte. Abruzo, Molise, Calábria e a Puglia foram as outras regiões da Itália que contribuíram significativamente com a imigração para os Estados Unidos e, junto com a Sicília e Campânia, constituíram 74,5% da imigração italiana para esse país. A imigração italiana para os Estados Unidos foi, portanto, concentrada no Sul da Itália, sendo que algumas poucas regiões constituíram a maioria do fluxo migratório. Nenhuma região do Norte da Itália contribuiu com mais de 5% da imigração para esse país, ficando nítida a preferência meridional desse fluxo.[4]

Regiões de origem dos italianos nos Estados Unidos (1876-1915) Porcentagem[4]
Sicília 23.4%
Campânia 21.8%
Abruzo/Molise 13.0%
Calábria 10.5%
Puglia 5.8%

Preconceito[editar | editar código-fonte]

Os imigrantes italianos na América do Norte, por serem católicos, sofreram diversos preconceitos por parte da população norte-americana.[5] Além disso, pesava a característica étnica dos italianos: sendo a maior parte dos imigrantes oriundos do Sul da Itália, onde predominam os olhos e cabelos escuros e a pele amorenada, os italianos eram considerados imigrantes de segundo escalão por parte da população de origem anglo-saxónica do País.

Ademais, devido ao fenômeno da Máfia ter se espalhado por parte da população ítalo-americana e ter sido cultuada em filmes do país, muitos americanos ligavam os imigrantes italianos a facções criminosas.

Aculturação e assimilação[editar | editar código-fonte]

Embora até hoje seja frequentemente estereotipada, a comunidade ítalo-americana conseguiu se integrar quase que completamente aos Estados Unidos e apenas um milhão ainda falam a língua italiana. Além disso, muitos se casaram com não italianos, principalmente com irlandeses e descendentes.

Número de ítalo-americanos[editar | editar código-fonte]

1. Nova Iorque 3.254.298
2. Nova Jérsia 1.590.225
3. Pennsylvania 1.547.470
4. California 1.533.599
5. Florida 1.147.946
6. Massachusetts 918.838
7. Illinois 739.284
8. Ohio 720.847
9. Connecticut 652.016
10. Michigan 484.486
… 47. Alaska 17.173
48. Colorado15.000
49. Dakota do Sul 8.437
50. Dakota do Norte 5.437

Porcentagem de ítalo-americanos[editar | editar código-fonte]

1. Rhode Island 19,7%
2. Connecticut 18,6%
3. Nova Jérsia 16,8%
4. Nova Iorque 16,4%[6]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]