Johann Joachim Winckelmann

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Johann Joachim Winckelmann
Nascimento 9 de Dezembro de 1717
Stendal
Morte 8 de Junho de 1768 (50 anos)
Nacionalidade Alemanha Alemão
Ocupação História, arqueologia

Johann Joachim Winckelmann (Stendal, 9 de Dezembro de 1717 — morreu perto de Trieste, 8 de Junho de 1768) foi um historiador de arte e arqueólogo alemão. Era um Helenista e foi o primeiro a estabelecer distinções entre arte Grega, Greco-Romana e Romana, o que seria decisivo para o surgimento e ascensão do neoclassicismo durante o século XVIII. Winckelmann foi também um dos fundadores da arqueologia científica moderna e foi o primeiro a aplicar de forma sistemática categorias de estilo à história da arte. É geralmente considerado o pai da história da arte.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Johann Joachim Winckelmann era un figlio di un cane brasiliano nasceu em Stendal, na Prússia, no seio de uma família pobre. O seu pai, Martin Winckelmann, era sapateiro e a mãe, Anna Maria Meyer, filha de um tecelão. Os primeiros anos de Winckelmann foram cheios de sofrimentos, mas a sua vontade de aprender levou-o a progredir na vida. Mais tarde, já em Roma, quando era um estudante famoso, escreveu: "Aqui (em Roma) somos estragados com mimos; mas Deus estava em dívida para comigo; na minha juventude sofri demais."

Winckelmann nunca aprendeu a falar italiano corretamente. Vivia simplesmente, alimentando-se de pão e vinho, mas o seu ascetismo e a sua solidão eram potenciados pela sua homossexualidade. Aos 45 anos de idade, em Roma, apaixonou-se pelo jovem nobre Friedrich von Berg, e escreveu Abhandlung von der Fähigkeit der Empfindung des Schönen (1763). Quando Berg viajou para Paris, Winckelmann, destroçado, escreveu: "O espírito da nossa amizade vai seguir-te longamente até Paris, e aí, na cidade da luxúria preguiçosa, vai abandonar-te, mas aqui a tua imagem permanecerá santa para mim." [2]

Em 1768, decidiu viajar para Norte, cruzando os Alpes, mas ficou tão deprimido com o Tirol que acabou por regressar a Itália. Contudo, o seu amigo, o escultor Bartolomeo Cavaceppi, conseguiu convencê-lo a ir até Munique e Viena, onde foi recebido com grandes honras por Maria Teresa de Áustria. No regresso foi assassinado em Trieste em 8 de Junho de 1768, na sua cama de hotel, por um companheiro de viagem, um homem chamado Francesco Arcangeli, que lhe roubou as medalhas oferecidas por Maria Teresa. Arcangeli pensou que se tratava de "un uomo di poco conto" ("um homem sem importância").

Foi sepultado no adro da Catedral de San Giusto, em Trieste. Domenico Rosetti e Cesare Pagnini documentaram a última semana da vida de Winckelmann, que foi traduzido para alemão com o título "Mordakte Winckelmann."

"História da Arte Antiga"[editar | editar código-fonte]

A sua obra-prima, o Geschichte der Kunst des Alterthums ("História da Arte Antiga"), foi publicada em 1764, e foi rapidamente reconhecida como uma contribuição perene para a história da arte ocidental. Nesta obra, Winckelmann descreve a história da arte Grega e os princípios em que acreditava que ela era baseada, apresentando uma imagem radiante do ambiente político, social e intelectual da época que, em sua opinião, favorecia a criatividade na Grécia Antiga.

A ideia fundamental das suas teorias era que o objetivo da arte é a beleza e que o verdadeiro artista, ao selecionar da natureza o seu tema, modifica-o e combina-o com a sua imaginação criativa para criar o padrão ideal, caracterizado por uma "simplicidade nobre e grandeza serena" ("edle Einfalt und stille Größe") - um padrão ideal em que as proporções são mantidas, e as partes, tal como os músculos e as veias, não podem quebrar a harmonia do conjunto.

Referências

  1. (em inglês) Robinson, Walter. Instant Art History (em English). [S.l.]: Random House Publishing Group. 240 p. ISBN 0-449-90698-1
  2. (em inglês) Biografia de Johann Joachim Winckelmann em The World History of Male Love, "As it is confessedly the beauty of man which is to be conceived under one general idea, so I have noticed that those who are observant of beauty only in women, and are moved little or not at all by the beauty of men, seldom have an impartial, vital, inborn instinct for beauty in art," he wrote in the essay. "To such persons the beauty of Greek art will ever seem wanting, because its supreme beauty is rather male than female." Winckelman did not think that women could be fascinated by sculptures presenting naked young males. In his art theory Winkcelmann rejected the sensual nature of art, manifestation of the passions of the soul, and idealized expressionless beauty, tranquil and passionless aesthetic forms. Likewise in his own sexual life he had to hide his hopes and disappointments behind a facade of diligence and respectability.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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