Leão-americano
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Reconstituição do leão-americano
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| Classificação científica | ||||||||||||
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| P. leo atrox ou P. atrox Leidy, 1853 |
O leão-americano ou megaleão (Panthera leo atrox ou Panthera atrox) é um felino extinto que viveu na América do Norte durante o Plistocénico e se extinguiu há cerca de 10 000 anos. A espécie, de classificação ainda discutível (ver em baixo), é geralmente considerada como um sub-tipo do leão moderno (Panthera leo) e próxima do leão-das-cavernas que viveu na Europa durante o mesmo período.
A espécie foi descrita com base em centenas de fósseis retirados dos Poços de betume de La Brea na Califórnia. Através destes exemplares, sabe-se que o leão-americano foi, ao lado do Smilodon populator, o maior felino conhecido e um dos maiores carnívoros de sempre, sendo 25% maior que o leão actual. Os machos mediam até 5 metros de comprimento e pesavam cerca de 510 kg; as fêmeas eram mais leves com cerca de 410 kg. A dentição do leão-americano era bastante semelhante à do leão moderno, mas os dentes eram proporcionalmente maiores. A sua capacidade craniana era também por comparação mais elevada, o que leva a especular sobre uma inteligência também superior. As patas do leão-americano eram mais longas o que sugere que, apesar do tamanho, fossem corredores ágeis e velozes.
O leão-americano foi um dos predadores mais comuns do seu tempo, o que sugere que a espécie tenha sido bem sucedida, e encontrava-se no topo da cadeia alimentar. As suas presas eram provavelmente veados, bisontes, mamutes juvenis e outras espécies pertencentes à megafauna norte-americana. Os exemplares recolhidos em La Brea representam em igual proporção machos e fêmeas, o que sugere que a caça fosse uma actividade individual ou em pares. A actividade predatória do leão actual é feita essencialmente pelas fêmeas e, se o leão-americano seguisse este padrão, seria de esperar predominância de exemplares femininos.
A distribuição do leão-americano é heterogénea na América do Norte. São conhecidos exemplares no Alasca e Yukon, Califórnia e Flórida, mas aparentemente a espécie não chegou a colonizar a costa leste do Canadá e a zona nordeste dos Estados Unidos. Os exemplares mais recentes foram recolhidos no México e Peru, o que sugere que tenham migrado para sul antes da sua extinção.
O leão-americano evoluiu provavelmente a partir das populações de leão das cavernas que chegaram às Américas através do Estreito de Bering e ficaram isoladas da Eurásia por volta dos 35 000 anos. O desaparecimento dos leões-americanos está provavelmente relacionado com a extinção da megafauna de herbívoros que ocorreu há 10 000 anos, no princípio do Holocénico. Foram encontrados restos desta espécie junto de acampamentos paleolíticos de índios americanos, mas é pouco provável que este animal tivesse sido caçado para alimentação.
Este felino é geralmente considerado como um sub-espécie do leão moderno, mas é classificada por alguns autores como uma espécie própria Panthera atrox.
Ver também [editar]
- Outros mamíferos pré-históricos
- Leão-das-cavernas
- Leão-marsupial, que não era um felino mas sim um marsupial